Armada Marávia
A Armada Marávia é a força naval da República de Marávia. Protege o estuário, os arquipélagos, os comboios comerciais e as possessões ultramarinas da República. Mantém cerca de oitenta navios de combate, além de patrulheiros e embarcações auxiliares requisitáveis.
É comandada pelo almirante Cassian Morvane.
Informações gerais
| Estado | República de Marávia |
| Comandante | Cassian Morvane |
| Sede | Arsenal do Mar, em Porto Marávio |
| Efetivo naval | cerca de oitenta navios de combate |
| Doutrina | escolta, bloqueio, defesa costeira e controle de rotas |
Formação
A Armada cresceu a partir das frotas de refugiados, patrulhas de faróis e companhias de escolta que protegeram Marávia nos primeiros séculos. A necessidade de defender canais e comércio levou a República a manter uma força pública capaz de operar sem depender inteiramente de casas privadas.
A Batalha das Sete Naus, em 750 E.A., consolidou sua reputação e demonstrou o valor de embarcações leves coordenadas em águas estreitas.
Componentes
A Armada inclui:
- Galés de Vanguarda: rápidas, adequadas a canais e dotadas de esporões;
- Fragatas de Escolta: navios oceânicos para proteção de comboios;
- Vigias dos Faróis: observadores que utilizam fogo, espelhos e bandeiras;
- Fuzileiros do Cais: tropas de abordagem e defesa portuária;
- Patrulhas do Estuário: embarcações menores de fiscalização;
- navios auxiliares: transporte, reparo, abastecimento e atendimento a feridos.
Comando e controle civil
O almirante dirige operações, mas orçamento, guerra prolongada e ampliação permanente dependem do Conselho dos Quinhentos e da Grande Magistratura.
Essa divisão impede domínio militar sobre a República e produz atrasos durante crises. Oficiais reclamam de debates enquanto representantes recordam que uma frota sem controle pode dominar o comércio que deveria proteger.
Doutrina
Marávia evita ocupações terrestres prolongadas. A Armada procura:
- manter portos abertos para aliados;
- bloquear portos inimigos;
- proteger crédito e fluxo de mercadorias;
- concentrar força contra corsários;
- financiar ou abastecer aliados em terra;
- impedir que guerras alcancem o estuário.
Críticos afirmam que essa estratégia permite influência sem assumir o custo humano de ocupar territórios. Marávia responde que controlar suprimentos pode encerrar conflitos com menos destruição.
Financiamento
Navios exigem crédito, seguros e contratos constantes. A Armada depende da Chancelaria da Bolsa, de estaleiros privados e de fornecedores.
Essa rede garante capacidade e cria vulnerabilidade. Empresas conhecem reparos, rotas e disponibilidade de embarcações. Um vazamento comercial pode produzir vantagem militar para corsários.
Defesa de Porto Marávio
Fortes nas ilhas exteriores, baterias costeiras e correntes de fechamento protegem os canais. Em emergência, embarcações civis são conduzidas a ancoradouros internos e faróis transmitem sinais às cidades vizinhas.
O desenho das treze ilhas permite defesa em camadas, mas exige coordenação precisa para evitar congestionamento e pânico.
Crise atual
Ataques além dos Faróis Exteriores elevaram seguros e revelaram conhecimento detalhado das rotas. Cassian Morvane suspeita de informação fornecida por alguém em Porto Marávio.
Valéria autorizou investigação conjunta entre Armada, Bolsa e patrulha. O desafio é encontrar o vazamento sem paralisar o comércio nem avisar os responsáveis de que estão sendo observados.