Guarda de Ferro
A Guarda de Ferro é a força militar permanente do Ducado de Kar-Durann. Especializada em defesa de passagens, fortalezas e cidades subterrâneas, mantém cerca de quinze mil soldados profissionais sob comando do general Kragan Forja-Fria.
Informações gerais
| Estado | Ducado de Kar-Durann |
| Comandante | Kragan Forja-Fria |
| Efetivo | aproximadamente 15 mil |
| Sede principal | Kaz-Gharum |
| Doutrina | defesa em profundidade e controle de passagens |
Origem
A Guarda foi consolidada depois da Guerra dos Três Vales, em 412 E.A., quando criaturas das profundezas invadiram regiões habitadas. A vitória exigiu coordenação entre forças clânicas que anteriormente respondiam apenas a seus próprios comandantes.
O fechamento das Galerias Fundas tornou-se uma de suas responsabilidades permanentes.
Estrutura
Seus principais componentes são:
- Infantaria de Torre: soldados com grandes escudos retangulares e machados curtos;
- Brigada de Balistas Gnomas: artilharia móvel sobre trilhos;
- Batedores de Pico: patrulhas leves equipadas com bestas de repetição;
- Companhias de Sapadores: demolição, abertura e fechamento de passagens;
- Equipes de Resgate: resposta a desabamentos, incêndios e falta de ar.
Doutrina
A Guarda procura controlar o movimento do inimigo. Portas, pontes, corredores e depósitos são organizados em camadas defensivas.
Seus princípios incluem:
- transformar cada fortaleza em posição autossuficiente;
- manter rotas de evacuação;
- destruir passagens antes que sejam tomadas;
- proteger reservatórios e ventilação;
- retardar forças superiores;
- preservar engenheiros e equipes de resgate.
Guerra dos Ducados
Entre 918 e 927 E.A., a Guarda enfrentou Guarda da Estepe em vales e planícies disputados. Sua disciplina impediu invasões profundas, mas a mobilidade inimiga revelou dificuldades fora das montanhas.
A experiência levou à criação de patrulhas mais leves e a debates sobre montaria, reconhecimento e cooperação com caravanas.
Relação com os clãs
A Guarda serve ao ducado, mas seus soldados mantêm vínculos clânicos. O Conselho dos Oito Clãs supervisiona mobilizações prolongadas e recursos extraordinários.
Oficiais precisam impedir que disputas de propriedade subterrânea contaminem decisões de segurança. Uma mina pode pertencer a um clã, a estrada a outro e a fortaleza a um terceiro.
Serviço civil
Em paz, a Guarda inspeciona estruturas, escolta materiais perigosos, responde a desastres e controla acessos interditados. Seu trabalho cotidiano está mais próximo de engenharia e resgate do que de batalha.
Isso explica o prestígio do corpo entre mineiros e habitantes das cidades profundas.
Situação atual
A Guarda mantém a fronteira do Tratado de Pedra e Bronze e vigia sinais de atividade nas Galerias Fundas. Furtos de material em setores interditados levantam a possibilidade de exploração ilegal ou reabertura deliberada de passagens.
Para o comando, uma nova guerra externa seria grave. Uma ameaça vinda das profundezas enquanto as tropas estivessem na fronteira seria catastrófica.