Íria Setechaves
Íria Setechaves é uma negociante halfling de Auramar e uma das encadernadoras mais respeitadas do Mercado do Segundo Inventário. Conecta avaliadores, transportadores e compradores sem exercer autoridade formal sobre a rede.
Informações gerais
| Espécie | Halfling |
| Residência | Auramar |
| Ocupação | Encadernadora e intermediária |
| Organização | Mercado do Segundo Inventário |
Aparência
Íria veste roupas discretas de excelente qualidade e utiliza sete pequenas chaves como broches. Apenas duas abrem fechaduras conhecidas; as demais representam acordos, identidades ou dívidas.
Fala baixo e raramente repete uma pergunta. Seus escritórios mudam com frequência, mas sempre contêm chá, duas saídas e uma mesa sem gavetas.
História
Íria começou como avaliadora de cargas danificadas. Aprendeu que a história declarada de um objeto quase sempre era mais valiosa — e menos confiável — que sua aparência.
Construiu reputação ao devolver pagamentos quando descobriu que uma peça colocaria toda a folha em risco. No Segundo Inventário, essa prudência é interpretada por alguns como honra e por outros como excelente cálculo comercial.
Personalidade
É paciente, educada e difícil de intimidar. Íria não finge possuir princípios que a rede jamais teve: já negociou objetos roubados e documentos comprometores. Ainda assim, recusa negócios cuja consequência não possa ser minimamente estimada.
Ela prefere pessoas que dizem claramente o que desejam a clientes que disfarçam ambição como dever moral.
Em 947 E.A.
Íria percebeu que compradores diferentes procuram registros lunares, fragmentos de Teramar e objetos ligados a nomes. A sobreposição parece formar uma única investigação distribuída.
Depois do desaparecimento de avaliadores, propôs suspender certas vendas. A medida encontra resistência da Dama do Terceiro Lacre e de folhas que temem perder autonomia.
Íria pode contratar aventureiros para seguir a procedência de um lote, proteger um avaliador ou participar de uma negociação na qual nenhuma das partes deve saber que está sendo observada.
“Todo objeto tem dois preços: o que pagam para possuí-lo e o que alguém pagará para que nunca tenha sido encontrado.”