Dromir
Dromir é o deus da forja, da pedra, da construção, do fogo subterrâneo e do trabalho. No Panteão Kaldreno, representa a capacidade de transformar materiais brutos em obras capazes de proteger e servir às gerações futuras.
Forma: Carneiro colossal de pedra e brasa
Símbolo: Chifre espiralado sobre uma bigorna
Títulos comuns: Carneiro Sob a Montanha, Senhor da Primeira Forja, Aquele que Golpeia a Pedra, Mestre das Obras Duradouras
Aparência
Dromir é retratado como um enorme carneiro cuja lã parece feita de rocha escura, coberta por fuligem e fragmentos de minério. Seus chifres lembram cordilheiras espiraladas e brilham internamente como metal aquecido.
Quando golpeia uma montanha, surgem cavernas. Quando raspa os cascos contra a pedra, aparecem faíscas capazes de acender forjas. Vulcões e fontes termais são descritos por alguns povos como lugares onde o calor de Dromir ainda alcança a superfície.
Trabalho como devoção
Dromir não valoriza oração desacompanhada de esforço. Para seus seguidores, a melhor oferenda é uma obra honesta, útil e bem executada.
Ferramentas, pontes, muralhas, casas, armas, sistemas de irrigação, oficinas e reparos podem ser dedicados ao deus. Uma obra consagrada deve ser digna de sobreviver ao seu criador.
Produzir algo deliberadamente frágil por ganância, ocultar defeitos ou colocar outras pessoas em risco para economizar trabalho são ofensas religiosas.
Criação e destruição
Dromir não condena a destruição necessária. Pedra precisa ser partida, madeira cortada e metal submetido ao fogo para assumir novas formas.
O limite está na finalidade. Destruir para construir, reparar ou proteger pode ser legítimo. Destruir uma obra útil apenas para demonstrar poder é tratado como desprezo pelo esforço de todos que participaram dela.
Seus sacerdotes ensinam que nem tudo deve ser preservado. Uma estrutura perigosa, uma arma criada para crueldade ou uma tradição que já não serve aos vivos pode ser desmontada e transformada em matéria para algo melhor.
A Primeira Forja
Anões afirmam que Dromir lhes ensinou a reconhecer o som de uma pedra oca e a temperatura correta de cada metal. Gigantes contam que ergueram a primeira bigorna para o deus e que seus martelos abriram as passagens mais antigas entre as montanhas.
Outros povos dizem que essas duas versões ignoram artesãos muito anteriores. O culto não exige uma resposta única. A habilidade concedida por Dromir não pertence exclusivamente a qualquer espécie.
Culto
Dromir é reverenciado por ferreiros, pedreiros, mineiros, artesãos, construtores e engenheiros. Seus templos funcionam como oficinas, escolas e locais de reparo comunitário.
Ritos comuns incluem dedicar a primeira ferramenta de um aprendiz, gravar o nome de construtores em partes ocultas de uma obra, fundir metal de uma ferramenta quebrada numa nova peça e inspecionar pontes, muralhas e telhados antes de grandes nevascas.
O fogo de Dromir é o fogo da transformação e da técnica. A chama doméstica, que acolhe e alimenta, pertence principalmente a Sývara.
Relações divinas
Dromir e Skeldra aparecem frequentemente em oposição. Ele deseja que uma obra permaneça; ela ensina que nenhuma construção é eterna. Os melhores mitos não concedem vitória a nenhum dos dois: Dromir constrói para resistir, e Skeldra revela aquilo que precisa ser reforçado ou transformado.
Com Hroldan, mantém uma rivalidade semelhante. Um ergue muralhas; o outro pergunta quem permanecerá diante delas quando o inimigo chegar.