
Entre-Rios é uma das maiores cidades do Ducado de Verdanha e seu principal centro de comércio costeiro depois de Porto Carvalho. Localizada em uma enseada protegida da costa ocidental, a cidade é conhecida por seus canais, pontes, diques, mercados e bairros erguidos sobre antigas áreas de maré.
Apesar do nome, Entre-Rios não se encontra próxima a qualquer rio. A cidade foi construída entre dois grandes canais marítimos naturais, alimentados pelas marés, que os primeiros habitantes chamavam imprecisamente de rios. Cartógrafos posteriores corrigiram a classificação das águas, mas o nome da cidade já estava consolidado.
Entre-Rios funciona como ponto de encontro entre as estradas do interior, as rotas de cabotagem da costa verdanha e as embarcações que seguem para Porto Carvalho. Enquanto o grande porto recebe navios oceânicos e concentra os principais estaleiros do ducado, Entre-Rios é especializada na redistribuição de cargas, no comércio regional e na movimentação de embarcações menores.
Uma expressão local afirma:
“Não temos rios. Temos o mar entrando por duas portas.”
Geografia
Entre-Rios ocupa uma enseada rasa e protegida, cercada por colinas baixas, dunas, bosques costeiros e extensas áreas de maré.
Dois canais naturais atravessam a região:
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o Canal de Dentro, mais estreito e abrigado;
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o Canal de Fora, mais largo e diretamente conectado ao mar.
Os dois canais avançam pela enseada e dividem parte da cidade em ilhas, penínsulas e margens conectadas por pontes. Ambos possuem água salgada ou salobra e seu nível varia significativamente conforme as marés.
O Canal de Dentro é utilizado principalmente por:
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barcos de pesca;
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embarcações de carga leve;
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balsas;
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pequenas embarcações de passageiros;
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oficinas flutuantes;
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transporte entre bairros.
O Canal de Fora permite a entrada de embarcações maiores, embora navios oceânicos de grande porte normalmente sigam para Porto Carvalho.
A cidade também possui canais artificiais construídos para ligar cais, armazéns e mercados. Alguns foram abertos diretamente no solo úmido; outros surgiram a partir de antigos caminhos de maré que foram alargados, aprofundados e reforçados.
Origem do nome
O nome Entre-Rios é anterior à fundação formal do ducado.
Os primeiros refugiados e pescadores que se estabeleceram na região encontraram duas longas faixas de água separando as terras mais firmes. Como o movimento das marés não era plenamente compreendido por todos os recém-chegados, os canais foram chamados de Rio de Dentro e Rio de Fora.
Documentos antigos referem-se ao assentamento como:
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Pouso entre os Rios;
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Mercado dos Dois Rios;
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Passagem de Entre-Rios;
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Entre as Duas Águas.
Séculos mais tarde, navegadores e estudiosos demonstraram que nenhum dos cursos era um rio. Ambos eram canais costeiros ligados diretamente ao mar.
Houve tentativas de alterar o nome oficial da cidade para Entre-Canais, Duas Marés e Porto das Duas Águas, mas nenhuma foi aceita pela população.
Um ditado local resume a questão:
“O mapa pode corrigir a água. Não corrige o nome.”
História
Os primeiros assentamentos
Antes da formação do Ducado de Verdanha, a enseada era utilizada por pescadores, coletores de mariscos e pequenos grupos que produziam sal nas áreas mais rasas.
Os canais ofereciam abrigo contra as ondas do mar aberto e permitiam que embarcações menores fossem puxadas para águas protegidas durante tempestades.
A região também servia como ponto de chegada para grupos que percorriam a costa. Mercadorias podiam ser descarregadas na enseada e transportadas por caminhos terrestres até as comunidades do interior.
Os primeiros edifícios permanentes foram construídos sobre pequenas elevações e ilhas naturais. Casas erguidas em terrenos baixos utilizavam pilares de madeira ou fundações de pedra para resistir às marés.
Integração ao ducado
Após o reconhecimento de Avelar I como duque, Entre-Rios tornou-se um dos principais pontos de contato entre o interior de Verdanha e sua costa.
O governo ducal financiou:
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a construção de cais;
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a abertura de estradas;
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a instalação de postos de vigilância;
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o aprofundamento de canais;
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a criação de mercados permanentes;
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o reforço de ilhas e margens;
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a manutenção de balsas públicas.
Produtos do interior passaram a chegar por carroças e animais de carga. Na cidade, eram armazenados, registrados e transferidos para embarcações costeiras.
Sal, peixes, metais, tecidos e produtos estrangeiros percorriam o caminho inverso.
A abertura dos canais
O crescimento urbano produziu a necessidade de novas vias de circulação.
Nos séculos seguintes, antigos braços de maré foram transformados em canais artificiais. Trabalhadores removeram lama, reforçaram margens e construíram comportas destinadas a controlar a entrada e a saída da água.
A abertura dos canais permitiu que mercadorias chegassem diretamente a armazéns e mercados localizados no interior da cidade.
Também transformou Entre-Rios em um lugar difícil de atravessar sem pontes, balsas ou conhecimento local.
Alguns bairros são separados por poucos metros de água, mas exigem longos desvios quando as travessias são fechadas.
Crescimento comercial
A expansão de Porto Carvalho fortaleceu Entre-Rios em vez de torná-la desnecessária.
Porto Carvalho especializou-se em:
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navegação oceânica;
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construção de grandes embarcações;
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comércio de longa distância;
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defesa naval;
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manutenção de navios de alto bordo.
Entre-Rios assumiu funções complementares:
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redistribuição regional;
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comércio de cabotagem;
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abastecimento de embarcações;
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armazenamento;
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processamento de cargas;
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transporte entre a costa e o interior;
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construção de barcos menores.
Essa divisão criou um dos principais eixos econômicos de Verdanha.
Marés e ressacas
O cotidiano da cidade é governado pelas marés.
Em períodos normais, a elevação da água facilita a entrada de barcos e o transporte de cargas. Quando o nível baixa, aparecem bancos de lama, passagens rasas e áreas utilizadas para coleta de mariscos.
Tempestades no oceano podem empurrar grandes volumes de água para dentro da enseada. Quando isso coincide com marés altas, os canais transbordam e invadem os bairros mais baixos.
Esses episódios são chamados localmente de ressacas de dentro, pois o mar parece atacar a cidade a partir de seus próprios canais.
As maiores ressacas já registradas provocaram:
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destruição de pontes;
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rompimento de diques;
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naufrágio de embarcações;
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perda de armazéns;
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contaminação de poços;
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deslocamento de famílias;
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incêndios causados por lamparinas derrubadas;
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semanas de interrupção comercial.
Entre-Rios mantém comportas, diques, canais de escoamento e grandes áreas destinadas a receber o excesso de água. Mesmo assim, pequenas inundações são comuns.
Os habitantes costumam dizer:
“A maré traz o trabalho. A ressaca lembra quem manda.”
Organização urbana
A cidade divide-se entre três grandes áreas:
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a Margem de Dentro, mais antiga e residencial;
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a Margem de Fora, comercial e portuária;
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as Ilhas Centrais, ocupadas por mercados, armazéns e repartições.
Pontes de pedra conectam as áreas mais estáveis. Travessias menores utilizam madeira e podem ser desmontadas quando ameaçadas por tempestades.
As construções próximas aos canais possuem pisos térreos elevados, portas largas e depósitos planejados para serem esvaziados rapidamente.
Ruas importantes acompanham as margens, enquanto vielas estreitas avançam entre casas, oficinas e canais secundários.
Entre-Rios não possui muralha completa. Suas defesas concentram-se nos acessos marítimos, nas pontes e nas estradas que chegam do interior.
Governo municipal
Entre-Rios é administrada por uma prefeitura e pelo Conselho das Duas Margens.
O Conselho reúne representantes:
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dos bairros;
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dos comerciantes;
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dos trabalhadores dos cais;
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dos pescadores;
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dos barqueiros;
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dos construtores de embarcações;
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dos artesãos;
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das ilhas habitadas;
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das comunidades produtoras de sal;
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dos agricultores dos arredores.
Alguns representantes são eleitos diretamente. Outros são indicados por corporações reconhecidas pelas leis municipais e pela Carta das Clareiras.
O Conselho escolhe o prefeito para um mandato de seis anos.
A prefeitura é responsável por:
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manutenção dos canais;
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pontes e balsas;
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fiscalização dos mercados;
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limpeza das águas;
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dragagem;
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controle dos diques;
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licenças portuárias;
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prevenção de incêndios;
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segurança;
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abastecimento;
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preparação contra ressacas.
O atual prefeito é Gaspar Taveira.
Gaspar Taveira
Gaspar Taveira nasceu no Bairro dos Barqueiros, filho de uma condutora de balsas e de um fabricante de cordas.
Trabalhou desde jovem nos canais, inicialmente transportando passageiros entre bairros e posteriormente conduzindo embarcações de carga ao longo da costa.
Tornou-se conhecido durante uma grande ressaca, quando organizou barcos, pescadores e trabalhadores dos cais para retirar famílias da Várzea Velha.
Depois do desastre, passou a representar a Corporação dos Barqueiros no Conselho das Duas Margens.
Gaspar defende a modernização do porto e apoia parte das propostas de Duarte Avelar. Entre suas prioridades estão:
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aprofundamento do Canal de Fora;
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recuperação dos diques;
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ampliação dos armazéns;
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construção de pontes mais resistentes;
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modernização das embarcações costeiras;
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abertura de escolas técnicas;
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melhoria das estradas até o interior.
Entretanto, opõe-se à entrega de canais, balsas ou cais públicos a companhias privadas.
Também resiste a contratos que concedam controle excessivo a investidores da Liga Mercantil de Auramar.
Uma frase frequentemente atribuída ao prefeito afirma:
“Podem possuir a carga. Não possuirão a maré nem a passagem.”
Gaspar possui forte apoio entre trabalhadores portuários, pescadores e pequenos comerciantes. Grandes proprietários de armazéns consideram sua administração excessivamente favorável às corporações profissionais.
Principais regiões
Praça das Duas Águas
Centro político e administrativo da cidade.
Ali se encontram a prefeitura, o Conselho das Duas Margens, os tribunais municipais e a sede principal da guarda.
No centro da praça há uma fonte alimentada por dois reservatórios. Suas correntes encontram-se em uma única bacia, representando os antigos “rios” que deram nome à cidade.
A praça é utilizada para cerimônias, anúncios, mercados especiais e manifestações políticas.
Mercado da Confluência
Principal mercado de Entre-Rios, construído sobre uma grande ilha central.
O nome não se refere ao encontro de rios, mas à convergência dos dois canais marítimos e de vários canais artificiais.
Mercadorias vindas do interior chegam por estrada e são transferidas para embarcações. Produtos trazidos pelo mar são registrados, separados e enviados para outras regiões de Verdanha.
O mercado possui setores destinados a:
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alimentos;
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madeira;
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ferramentas;
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tecidos;
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sal;
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peixes;
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ervas;
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produtos importados;
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equipamentos marítimos;
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embarcações menores.
Cais de Dentro
Conjunto de atracadouros localizados no canal mais protegido.
Recebe barcos de pesca, balsas, embarcações de passageiros e pequenas cargas destinadas ao consumo urbano.
É também o principal ponto de circulação entre os bairros da cidade.
As águas são mais calmas, mas o canal sofre com acúmulo de lama, resíduos e embarcações abandonadas.
Cais de Fora
Principal porto comercial de Entre-Rios.
Encontra-se próximo à saída da enseada e recebe embarcações de cabotagem vindas de Porto Carvalho, Feris e outros portos bravórios.
Grandes navios oceânicos raramente entram na cidade, mas embarcações de médio porte utilizam o Cais de Fora para descarregar:
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sal;
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vinho;
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metal;
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tecidos;
-
ferramentas;
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produtos estrangeiros.
O local possui guindastes, depósitos, postos de fiscalização e torres de observação.
Ilha das Balanças
Centro de registro e fiscalização comercial.
Cargas de grande valor são pesadas e documentadas antes de entrar ou sair da cidade.
A ilha abriga:
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casas de câmbio;
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escritórios de seguros;
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avaliadores;
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fiscais;
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representantes estrangeiros;
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depósitos de mercadorias apreendidas.
Seu acesso é realizado por pontes vigiadas.
Bairro dos Barqueiros
Região residencial de pescadores, condutores de balsas, pilotos costeiros e suas famílias.
As casas são estreitas, coloridas e frequentemente possuem pequenos embarcadouros próprios.
Cordas, redes, boias, remos e peças de barcos são pendurados nas fachadas.
O bairro é a principal base política de Gaspar Taveira.
Estaleiros da Maré
Área dedicada à construção e ao reparo de embarcações menores.
Ali são produzidos:
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barcos de pesca;
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balsas;
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embarcações de patrulha;
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barcos de transporte costeiro;
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rebocadores;
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pequenas barcaças de canal.
Os estaleiros não competem diretamente com os grandes complexos de Porto Carvalho. Sua especialidade está em navios capazes de navegar em águas rasas, canais e pequenas enseadas.
Rua dos Toneleiros
Bairro de artesãos especializados em barris, caixas, cordas, velas, remos e recipientes de transporte.
A produção local é essencial para o comércio marítimo.
O risco de incêndios é elevado devido à concentração de madeira, resina, tecidos e óleos. Cisternas e brigadas de emergência são mantidas em vários pontos.
Alto do Dique
Bairro mais rico da cidade.
Construído sobre terrenos elevados e protegido por estruturas de contenção, abriga:
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grandes comerciantes;
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proprietários de armazéns;
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magistrados;
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representantes estrangeiros;
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famílias ligadas ao comércio marítimo.
Suas residências possuem jardins, pátios internos e vistas para a enseada.
Os habitantes do Alto do Dique exercem grande influência sobre o Conselho e tendem a apoiar as propostas econômicas de Duarte Avelar.
Várzea Velha
Uma das regiões mais antigas e pobres de Entre-Rios.
O bairro ocupa antigas áreas de maré parcialmente drenadas. As casas foram construídas sobre pilares, fundações elevadas ou aterros acumulados ao longo de gerações.
Durante ressacas, a água invade ruas e residências.
Vivem ali:
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carregadores;
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pescadores;
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trabalhadores temporários;
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migrantes;
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viúvas de marinheiros;
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famílias sem propriedades.
Passarelas elevadas conectam as casas durante períodos de inundação.
A população acusa a prefeitura de proteger os armazéns comerciais antes das áreas residenciais.
Moinhos de Maré
Conjunto de moinhos movidos pela entrada e saída da água.
Comportas retêm parte da maré e liberam-na através de mecanismos que movimentam rodas, moendas e serras.
Os moinhos processam:
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grãos;
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fibras;
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cascas;
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pigmentos;
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materiais utilizados na produção de papel.
Seu funcionamento depende dos ciclos da maré, e não de rios.
Ponte das Duas Margens
Principal ponte sobre o Canal de Dentro.
A estrutura conecta a área administrativa à maior das Ilhas Centrais. Seu trecho central pode ser elevado para permitir a passagem de embarcações.
A ponte possui torres de controle, pequenas lojas e postos de cobrança.
Artistas, vendedores e pedintes ocupam suas extremidades, apesar das tentativas de manter a passagem livre.
Jardim das Correntes
Parque público construído ao redor de antigos canais de maré.
O local possui árvores tolerantes ao sal, pequenas pontes, lagos e áreas de retenção para o excesso de água.
É frequentado por famílias, estudantes e trabalhadores.
Durante tempestades, partes do jardim são deliberadamente inundadas para reduzir a pressão sobre bairros próximos.
Economia
Entre-Rios é um dos principais centros de circulação de mercadorias de Verdanha.
Sua economia depende de:
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comércio costeiro;
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pesca;
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produção de sal;
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armazenamento;
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construção de pequenas embarcações;
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fabricação de barris;
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transporte por canais;
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manutenção de pontes;
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seguros;
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câmbio;
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hospedagem;
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processamento de alimentos;
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abastecimento naval;
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comércio atacadista.
A cidade recebe produtos do interior por estradas, especialmente:
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madeira;
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papel;
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móveis;
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grãos;
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frutas;
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mel;
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resinas;
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ervas;
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couro.
Essas mercadorias são armazenadas, processadas e enviadas por mar.
No sentido inverso, Entre-Rios distribui para o interior:
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sal;
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metais;
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tecidos;
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vinho;
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ferramentas;
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produtos estrangeiros.
Comércio costeiro
A maior parte das embarcações de Entre-Rios realiza viagens relativamente curtas ao longo da costa.
Esses navios conectam a cidade a:
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pequenos portos verdanhos;
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comunidades costeiras de outros Estados bravórios.
Cargas transportadas por grandes navios até Porto Carvalho são frequentemente divididas entre embarcações menores e levadas para Entre-Rios.
Esse sistema permite que a cidade mantenha forte atividade comercial sem possuir um porto suficientemente profundo para receber os maiores navios.
Vida cotidiana
O dia começa de acordo com a maré, e não com o relógio.
Trabalhadores dos cais levantam-se antes do amanhecer quando a água permite a entrada de embarcações. Pescadores partem ou retornam conforme os ventos e as correntes.
Sinos e apitos anunciam:
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abertura de comportas;
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chegada de barcos;
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alteração das balsas;
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risco de tempestade;
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fechamento de pontes;
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mudança rápida da maré.
Crianças aprendem desde cedo a identificar marcas nas paredes que indicam níveis seguros da água.
Grande parte da população carrega pequenos quadros ou calendários de maré.
As áreas próximas ao porto permanecem movimentadas durante quase todo o dia. À noite, tavernas, hospedarias e casas de refeição recebem trabalhadores e marinheiros vindos de outras cidades.
Trabalho
Entre as profissões mais comuns estão:
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pescadores;
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barqueiros;
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pilotos costeiros;
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carregadores;
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marinheiros;
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construtores de barcos;
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fabricantes de cordas;
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toneleiros;
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salineiros;
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fiscais;
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comerciantes;
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guardas portuários;
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mergulhadores;
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limpadores de canais;
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operadores de comportas;
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estalajadeiros.
O trabalho é frequentemente perigoso.
Quedas, afogamentos, acidentes com cordas, esmagamentos e doenças provocadas pela umidade são comuns.
As corporações mantêm fundos para auxiliar trabalhadores feridos e famílias de pessoas mortas no mar.
Moradia
As casas de Entre-Rios são adaptadas à presença da água.
Nos bairros baixos, o térreo é utilizado como oficina, depósito ou espaço que pode ser esvaziado rapidamente. As famílias vivem nos andares superiores.
Muitas construções possuem:
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pilares;
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escadas externas;
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pequenos cais;
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comportas domésticas;
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passarelas;
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depósitos elevados.
Famílias ricas vivem em terrenos mais altos, protegidos por diques e drenagem.
A umidade, o mofo e o desgaste da madeira afetam principalmente as casas da Várzea Velha.
Alimentação
A culinária local utiliza principalmente produtos marítimos.
São comuns:
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peixes;
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mariscos;
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caranguejos;
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algas;
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pães de cevada;
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queijo;
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carne suína;
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cebola;
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raízes;
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frutas secas;
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alimentos conservados em sal.
O prato mais conhecido é a caldeirada das duas águas, preparada com peixes, mariscos, legumes e pão endurecido.
Outro alimento tradicional é o pão de maré, uma massa densa, salgada e resistente, levada por marinheiros durante viagens costeiras.
Peixes defumados e conservas produzidas em Entre-Rios são exportados para todo o ducado.
Educação
A cidade mantém escolas voltadas para:
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navegação costeira;
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contabilidade;
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comércio;
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construção naval;
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previsão de marés;
-
operação de comportas;
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manutenção de canais;
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legislação portuária.
Filhos de barqueiros e pescadores aprendem desde cedo a interpretar ventos, correntes, profundidade e sinais de tempestade.
Entre-Rios também possui uma tradição jurídica importante. A chanceler Catarina Freixo nasceu na cidade e iniciou sua formação em uma escola municipal antes de seguir para Verdamonte.
Cultura
A identidade de Entre-Rios é formada pelo movimento de pessoas, navios e mercadorias.
Seus habitantes orgulham-se de receber notícias rapidamente e de manter contato com diferentes portos.
Canções de trabalho ajudam marinheiros a coordenar cordas, velas, remos e cargas. Muitas utilizam ritmos que acompanham a entrada e a saída das marés.
A população costuma considerar Verdamonte excessivamente distante da realidade costeira.
Uma provocação local afirma:
“Na capital, discutem se a água deve entrar. Aqui, já aprendemos a abrir a comporta.”
Festas e tradições
A principal celebração é a Festa das Duas Marés.
Embarcações decoradas percorrem os canais e encontram-se diante da Praça das Duas Águas. Lanternas são lançadas na enseada em memória dos mortos no mar.
Outra tradição é a Corrida dos Canais, na qual equipes precisam atravessar diferentes bairros, transportar cargas e conduzir pequenas embarcações por comportas e pontes.
Após grandes ressacas, a cidade realiza a Mesa das Águas, refeição comunitária destinada a distribuir alimentos e homenagear os grupos que participaram dos resgates.
Religião
Entre-Rios possui templos de diferentes religiões bravórias.
Pescadores e marinheiros deixam moedas, pão, flores ou bebidas nos cais antes de viagens.
A Sé Sagrada mantém templos e instituições de auxílio, principalmente na Várzea Velha.
Também existem tradições relacionadas às marés, à sorte e aos mortos no mar. Muitos habitantes evitam assobiar em embarcações ou pronunciar o nome de pessoas afogadas durante tempestades.
Segurança
A segurança é dividida entre:
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Guarda Municipal;
-
Guarda Portuária;
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patrulhas costeiras;
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fiscais dos canais;
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grupos comunitários de resgate.
Os crimes mais comuns incluem:
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roubo de cargas;
-
contrabando;
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falsificação de registros;
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cobrança ilegal de passagem;
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sabotagem de embarcações;
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pirataria costeira;
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corrupção de fiscais;
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comércio de madeira ilegal.
Canais menores e áreas de maré são utilizados por contrabandistas para evitar a Ilha das Balanças.
Desigualdade social
A riqueza da cidade é distribuída de maneira desigual.
Comerciantes e proprietários de armazéns vivem no Alto do Dique, protegido contra tempestades e inundações.
Trabalhadores dos cais dependem da chegada de cargas e das condições do mar. Quando o comércio diminui, suas famílias enfrentam dificuldades rapidamente.
A diferença torna-se mais evidente durante ressacas.
Bairros ricos possuem diques reforçados, bombas e equipes de manutenção. A Várzea Velha depende de passarelas improvisadas, barcos comunitários e auxílio tardio.
Relação com Verdamonte
Entre-Rios depende da capital para investimentos, leis e manutenção das estradas que conectam a costa ao interior.
Verdamonte depende da cidade para receber sal, metais, produtos estrangeiros e parte de seu abastecimento marítimo.
A relação combina cooperação e ressentimento.
Comerciantes afirmam que a Assembleia das Clareiras demora a aprovar obras urgentes. Autoridades da capital acusam empresários locais de tratar áreas costeiras como terrenos disponíveis para qualquer construção.
Relação com Porto Carvalho
Entre-Rios e Porto Carvalho formam o principal eixo marítimo de Verdanha.
Porto Carvalho recebe grandes navios e concentra a construção naval pesada.
Entre-Rios redistribui cargas, abastece embarcações menores e conecta a costa às estradas do interior.
As duas cidades cooperam, mas disputam:
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recursos públicos;
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taxas;
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armazéns;
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rotas;
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influência política;
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contratos comerciais.
Os moradores de Entre-Rios rejeitam a ideia de que sua cidade seja apenas uma extensão de Porto Carvalho.
Política atual
Entre-Rios é um importante centro de apoio ao Bloco dos Caminhos e a Duarte Avelar.
A cidade deseja:
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novas estradas;
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ampliação dos cais;
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aprofundamento dos canais;
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construção de pontes;
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modernização dos diques;
-
maior velocidade na aprovação de obras.
A Emenda dos Caminhos Abertos recebe apoio entre comerciantes, construtores e trabalhadores que esperam novos empregos.
Existe, contudo, forte oposição entre pescadores, salineiros e habitantes das áreas de maré.
Eles temem que dragagens excessivas e novos aterros alterem as correntes, destruam áreas de pesca e tornem as ressacas mais violentas.
Entre-Rios demonstra que desenvolvimento e preservação não dividem a população de maneira simples. A cidade depende de transformar sua costa, mas também depende de conservar as águas que sustentam seu comércio.
Entre-Rios na atualidade
No ano 947 da Era Aureniana, Entre-Rios atravessa um período de expansão.
Novos armazéns são construídos, as estradas do interior recebem mais carroças e os canais encontram-se cada vez mais congestionados.
Projetos para aprofundar o Canal de Fora e ampliar os diques permanecem em debate. Parte depende da aprovação do Conselho dos Guardiões, enquanto outra aguarda financiamento da Assembleia das Clareiras.
Apesar de seu nome, Entre-Rios jamais dependeu de rios.
Sua existência está ligada ao oceano, às marés e aos canais que permitiram que uma enseada rasa se tornasse uma das cidades mais importantes de Verdanha.
Para seus habitantes, a contradição não precisa ser corrigida.
Entre-Rios não é o lugar onde dois rios se encontram.
É o lugar onde Verdanha encontrou o mar.