O Império de Sarqath é a maior potência conhecida de Iskara e controla praticamente todo o litoral norte do continente, com exceção da colônia fortificada mantida por uma potência de Dravória em seu extremo noroeste.
Seu território estende-se da costa em direção ao centro de Iskara, acompanhando o vale de um grande rio que sustenta suas principais cidades, terras agrícolas e rotas de comunicação. O domínio imperial não alcança as regiões meridionais do continente, onde existem outros Estados, povos e territórios ainda pouco conhecidos pelo Mundo Aureniano.
Sarqath foi fundado há aproximadamente setecentos anos, mas a dinastia tiefling que ocupa o trono é muito mais antiga. Seus registros genealógicos antecedem as Guerras Aurenianas e apresentam uma continuidade que os sarqathianos utilizam como fundamento da legitimidade imperial.
O império apresenta-se como defensor da civilização, da continuidade e do dever. Sua história, entretanto, também foi marcada por conquistas, desigualdades entre povos, disputas sucessórias e pela incorporação forçada de diferentes territórios.
“O rio muda de curso. O trono permanece.”
Informações gerais
Nome oficial: Império de Sarqath
Natureza: império hereditário centralizado
Localização: norte e centro-norte de Iskara
Capital: Naharqad
Fundação: aproximadamente 700 anos atrás
Povo majoritário: Tieflings
Outros povos importantes: Orcs, Goblins, Hobgoblins, Bugbears e humanos
Título do soberano: Azrath
Sucessão: escolha entre os filhos primogênitos das esposas do Azrath
Religião oficial: nenhuma
Escravidão: abolida
Organização territorial: altamente centralizada
Principal base econômica: agricultura irrigada, comércio, tributos, mineração e metalurgia
Valores proclamados: dever, civilização e continuidade
Principal tensão atual: disputa pela sucessão imperial
Relação com o Mundo Aureniano: comercialmente necessária e politicamente desconfiada
Território
Sarqath ocupa grande parte do norte de Iskara.
Seu domínio acompanha o litoral e avança em direção ao centro do continente, mas não alcança as terras meridionais.
O território imperial inclui:
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regiões costeiras;
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vales irrigados;
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áreas desérticas;
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planaltos;
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terras agrícolas;
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cidades antigas;
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rotas de caravanas;
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províncias conquistadas.
A extensão exata do império varia conforme o período e a fonte consultada.
Mapas aurenianos frequentemente apresentam Sarqath como uma massa territorial uniforme. Na realidade, o domínio imperial inclui regiões com diferentes níveis de integração, riqueza e lealdade ao centro.
O grande rio
O coração do império desenvolveu-se ao redor de um grande rio que atravessa as regiões centrais de Sarqath.
Seu nome ainda deverá ser definido.
O rio fornece:
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água;
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transporte;
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irrigação;
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pesca;
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terras férteis;
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comunicação entre as províncias.
Grande parte da população sarqathiana vive em suas margens ou depende de canais ligados a ele.
O controle de suas águas foi fundamental para a expansão imperial.
Governos capazes de manter canais, diques e reservatórios conseguiram sustentar grandes cidades e exércitos permanentes. Períodos de crise política foram frequentemente acompanhados pelo abandono de obras hidráulicas, fome e revoltas provinciais.
Por isso, a administração do rio é considerada uma das principais responsabilidades do Azrath.
Naharqad
Naharqad é a capital do Império de Sarqath.
A cidade começou como uma fortaleza erguida para controlar uma passagem estratégica sobre o grande rio. Com o crescimento do Estado, tornou-se centro político, militar e administrativo do império.
Naharqad é conhecida por:
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muralhas monumentais;
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pontes fortificadas;
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canais urbanos;
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palácios;
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quartéis;
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mercados;
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jardins irrigados;
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bairros administrativos.
A cidade não é o principal porto marítimo de Sarqath, mas recebe mercadorias vindas do litoral por meio do rio e das estradas imperiais.
Sua posição permite ao governo controlar o trânsito entre as províncias costeiras e o interior.
Arquitetura de Naharqad
A arquitetura da capital segue a tradição monumental sarqathiana, inspirada pelas condições climáticas e culturais do norte de Iskara.
São comuns:
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muralhas de pedra clara;
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pátios internos;
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arcos;
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cúpulas;
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torres quadradas;
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fontes;
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jardins;
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mosaicos;
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passagens sombreadas;
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canais atravessando bairros.
Construções importantes são projetadas para reduzir o calor e conservar água.
Os palácios imperiais combinam espaços administrativos, residenciais e cerimoniais. Em seu interior encontram-se jardins fechados, salões de audiência, aposentos das esposas imperiais e residências dos numerosos filhos do Azrath.
Fundação do império
Sarqath foi fundado há aproximadamente setecentos anos.
Antes da unificação, o norte de Iskara era dividido entre:
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cidades fluviais;
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territórios agrícolas;
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fortalezas;
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principados;
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comunidades guerreiras;
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rotas controladas por diferentes povos.
A dinastia que mais tarde fundaria o império já existia muito antes desse período.
Seus próprios registros afirmam que sua árvore genealógica antecede as Guerras Aurenianas. Embora partes dos documentos sejam difíceis de verificar, sua antiguidade é amplamente aceita.
O império surgiu quando essa casa tiefling conquistou ou subordinou os principais territórios do vale do rio e declarou uma nova ordem política sob o título de Azrath.
Continuidade imperial
Ao longo de sete séculos, Sarqath atravessou:
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mudanças dinásticas internas;
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revoltas;
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fragmentações;
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reunificações;
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ocupações temporárias;
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reformas administrativas;
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perdas e reconquistas territoriais.
Apesar dessas rupturas, o nome do império permaneceu.
Em alguns períodos, a autoridade do Azrath limitou-se à capital e ao vale central. Em outros, Sarqath alcançou regiões muito além de suas fronteiras atuais.
A historiografia imperial apresenta essa história como uma linha contínua. Para o Estado, rebeliões e fragmentações são tratadas como interrupções ilegítimas, nunca como o fim do império.
O título de Azrath
O soberano de Sarqath utiliza o título de Azrath.
O termo é normalmente traduzido como imperador, embora possua sentidos ligados a:
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senhor do trono;
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guardião do rio;
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continuador da linhagem;
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pai do império.
O título é obrigatoriamente masculino.
Nenhuma mulher pode tornar-se Azrath segundo a tradição sucessória atual, independentemente de sua posição familiar ou política.
As mulheres da dinastia, entretanto, podem exercer enorme influência por meio do casamento, da administração palaciana, da diplomacia e da formação de facções sucessórias.
O Azrath atual
O atual Azrath é um tiefling com pouco mais de cinquenta anos.
Seu nome pessoal e numeração dinástica ainda deverão ser definidos.
Ele é conhecido por duas características aparentemente contraditórias.
A primeira é sua luxúria.
O soberano mantém o maior número de esposas já registrado na história imperial. Seu harém ultrapassa todos os precedentes dinásticos e inclui mulheres de diferentes províncias, famílias e povos.
A segunda é sua reputação de governante justo.
Apesar dos excessos pessoais, o Azrath é reconhecido por:
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ouvir petições;
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punir corrupção;
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limitar abusos de governadores;
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respeitar contratos;
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manter preços e abastecimento;
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aplicar a lei com relativa regularidade.
Essa combinação torna sua imagem difícil de reduzir a uma única interpretação.
Seus críticos veem o harém como sinal de decadência e irresponsabilidade. Seus apoiadores afirmam que os hábitos privados do soberano não diminuem sua competência pública.
O harém imperial
O Azrath pode possuir várias esposas.
Essas uniões cumprem funções:
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pessoais;
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dinásticas;
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diplomáticas;
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territoriais;
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econômicas.
Casamentos imperiais podem consolidar alianças com:
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famílias tieflings;
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governadores;
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povos conquistados;
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casas mercantis;
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comandantes militares;
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autoridades religiosas.
Nem todas as esposas possuem a mesma posição.
O Azrath pode reconhecer uma delas como Primeira Esposa.
A Primeira Esposa
A Primeira Esposa ocupa posição semelhante à de uma rainha consorte.
Ela pode:
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representar o palácio;
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receber embaixadores;
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supervisionar cerimônias;
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coordenar parte do harém;
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participar de decisões políticas;
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proteger interesses dinásticos;
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atuar como conselheira.
O título possui enorme prestígio, mas não garante que seu filho seja escolhido como herdeiro.
Isso significa que a Primeira Esposa pode ser a mulher mais poderosa da corte sem ser mãe do futuro Azrath.
Em certos períodos, essa separação reduziu a concentração de poder. Em outros, provocou conflitos entre a Primeira Esposa, a mãe do herdeiro e as demais facções palacianas.
Sucessão imperial
O Azrath deve escolher seu sucessor entre os filhos primogênitos de suas esposas.
Cada esposa pode apresentar seu primeiro filho homem como candidato legítimo.
O soberano não é obrigado a escolher:
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o filho mais velho;
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o filho da Primeira Esposa;
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o candidato mais popular;
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o comandante mais experiente.
A escolha depende formalmente da vontade do Azrath.
Ela costuma levar em consideração:
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capacidade administrativa;
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apoio militar;
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educação;
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alianças familiares;
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lealdade;
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reputação;
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saúde;
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temperamento.
Uma vez escolhido, o filho recebe reconhecimento público como herdeiro.
Até essa declaração, todos os primogênitos elegíveis permanecem potenciais sucessores.
A crise sucessória
O atual Azrath possui o maior harém da história de Sarqath.
Como consequência, há um número igualmente inédito de filhos capazes de reivindicar a sucessão.
A ausência de um herdeiro declarado criou uma disputa crescente entre:
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esposas;
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filhos;
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governadores;
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comandantes;
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sacerdotes;
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burocratas;
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mercadores;
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cortes provinciais.
Cada candidato procura demonstrar que possui as qualidades necessárias para preservar o império.
A competição ainda não se tornou uma guerra aberta, mas já influencia:
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nomeações;
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casamentos;
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julgamentos;
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campanhas militares;
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negociações estrangeiras;
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distribuição de recursos.
O próprio Azrath parece relutante em decidir.
Alguns acreditam que ele deseja observar seus filhos por mais tempo. Outros afirmam que manter todos inseguros impede a formação de uma oposição unificada.
Príncipes provinciais
Os filhos do Azrath que não são escolhidos como herdeiros costumam receber o governo de províncias.
Essa prática serve para:
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recompensar membros da dinastia;
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afastar rivais da capital;
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fortalecer o controle central;
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integrar regiões conquistadas;
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treinar futuros administradores.
Os governadores imperiais possuem autoridade sobre:
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tributação;
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justiça local;
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obras;
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segurança;
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recrutamento;
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aplicação das ordens do Azrath.
Apesar disso, continuam dependentes da capital.
Seus cargos não são oficialmente hereditários. Um filho do Azrath governa em nome do trono e pode ser removido, transferido ou punido.
Centralização
Sarqath é um Estado altamente centralizado.
A autoridade do Azrath alcança formalmente todas as províncias.
O governo central controla:
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impostos;
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exército;
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nomeação de governadores;
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grandes obras;
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relações exteriores;
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moeda;
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rotas imperiais.
Autoridades locais podem manter costumes próprios, mas não possuem soberania independente.
Esse modelo permite grande coordenação, especialmente em obras de irrigação e defesa.
Também cria fragilidade.
Uma crise no trono pode afetar todo o sistema administrativo, pois muitas decisões dependem diretamente da dinastia e dos funcionários nomeados por ela.
Povos do império
Os tieflings formam a maioria da população de Sarqath, especialmente no vale central, na capital e nas antigas regiões imperiais.
O império também abriga comunidades numerosas de:
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Orcs;
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humanos;
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outros povos de Iskara.
As províncias não são etnicamente uniformes.
Existem cidades nas quais vários povos convivem há séculos, compartilhando instituições, bairros, religiões e atividades econômicas.
Sarqath não se apresenta oficialmente como um Estado exclusivamente tiefling. Ainda assim, a dinastia, o alto comando e grande parte da elite central permanecem dominados por esse povo.
Tieflings
Os Tieflings ocupam posição central na identidade imperial.
A dinastia é tiefling, assim como a maior parte dos grandes burocratas, famílias palacianas e autoridades do núcleo histórico.
A associação entre Sarqath e o povo tiefling é tão intensa que estrangeiros frequentemente utilizam os dois termos como se fossem equivalentes.
Isso ignora tanto a diversidade de Sarqath quanto a existência de tieflings fora do império.
Orcs
Orcs ocupam diferentes posições dentro do império.
Podem ser encontrados como:
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soldados;
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proprietários;
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comerciantes;
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agricultores;
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oficiais;
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governadores locais;
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trabalhadores urbanos.
Algumas regiões orcs foram incorporadas por conquista. Outras aderiram ao império por acordos ou alianças.
A relação com o centro varia conforme a província.
Existem comunidades profundamente integradas e outras que preservam memórias de resistência contra Sarqath.
Goblinoides
Goblins, hobgoblins e bugbears são reconhecidos como povos relacionados, mas distintos.
Dentro de Sarqath, são legal e socialmente tratados como uma categoria inferior.
Embora sejam súditos do Azrath, enfrentam restrições e desigualdades que não se aplicam da mesma forma a tieflings, humanos ou orcs.
Essas diferenças podem aparecer em:
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acesso a cargos;
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valor de testemunhos;
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propriedade;
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mobilidade;
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recrutamento;
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punições;
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participação política.
As regras não são aplicadas de maneira idêntica em todas as províncias.
Em regiões de maioria goblinoide, autoridades locais podem reconhecer direitos e costumes muito mais amplos que aqueles admitidos na capital.
Cidadania e desigualdade
A propaganda imperial afirma que todos os povos protegidos pelo Azrath participam da civilização sarqathiana.
Na prática, essa promessa possui limites claros.
Tieflings ocupam posição privilegiada nas instituições centrais.
Orcs e humanos podem alcançar prestígio e riqueza, embora ainda enfrentem barreiras em determinadas áreas.
Goblinoides permanecem vistos como súditos de segunda categoria.
Essa desigualdade é uma das principais contradições do império:
Sarqath afirma que sua grandeza deriva da incorporação de povos diferentes, mas não concede a todos esses povos a mesma posição dentro da ordem imperial.
Escravidão
A escravidão existiu em Sarqath durante grande parte de sua história.
Prisioneiros de guerra, devedores e populações conquistadas podiam ser submetidos ao trabalho forçado ou vendidos.
A instituição foi abolida em período relativamente recente.
A abolição ocorreu principalmente devido à pressão estrangeira, com destaque para a atuação da Sé Sagrada.
A influência religiosa e diplomática aureniana vinculou acordos comerciais, reconhecimento e relações políticas ao fim do comércio de pessoas.
O governo imperial acabou aceitando a abolição, embora apresentasse a medida como uma reforma conduzida pelo próprio Azrath.
Consequências da abolição
A proibição não eliminou imediatamente as estruturas criadas pela escravidão.
Persistem problemas relacionados a:
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antigas famílias proprietárias;
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trabalho compulsório;
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dívidas;
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servidão informal;
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pessoas libertas sem terras;
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discriminação contra descendentes de escravizados.
Algumas províncias obedecem à lei com maior rigor.
Em outras, formas ilegais de servidão continuam existindo sob nomes diferentes.
A influência estrangeira sobre a abolição também gerou ressentimento entre setores que a interpretam como interferência do Mundo Aureniano nos assuntos internos de Iskara.
Economia
A economia de Sarqath combina:
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agricultura irrigada;
-
comércio de longa distância;
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tributação provincial;
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mineração;
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metalurgia.
O grande rio e sua rede de canais sustentam a produção agrícola do núcleo imperial.
As regiões periféricas fornecem:
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metais;
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animais;
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madeira;
-
pedras;
-
tecidos;
-
produtos regionais.
O litoral conecta essas mercadorias às rotas internacionais.
A capital controla grande parte do fluxo econômico por meio de impostos, licenças e armazéns públicos.
Agricultura irrigada
A agricultura depende de uma extensa rede de canais.
Entre os principais cultivos encontram-se produtos adaptados a:
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regiões fluviais;
-
terras irrigadas;
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áreas secas;
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jardins urbanos.
A manutenção dos canais é responsabilidade do Estado, das províncias e das comunidades locais.
O abandono de uma obra pode destruir colheitas inteiras.
Por isso, funcionários responsáveis pela água possuem poder considerável.
Sabotar canais ou desviar água ilegalmente é tratado como crime grave contra o império.
Estradas e pontes
Sarqath mantém uma rede de estradas imperiais conectando:
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Naharqad;
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portos;
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fortalezas;
-
cidades provinciais;
-
zonas agrícolas;
-
fronteiras.
Pontes monumentais atravessam o grande rio e seus afluentes.
Essas obras facilitam:
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comércio;
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cobrança de tributos;
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deslocamento militar;
-
comunicação;
-
controle administrativo.
A infraestrutura é uma das principais fontes do orgulho sarqathiano.
Estradas e canais são apresentados como provas materiais de que o império leva civilização e ordem às regiões incorporadas.
Exército
O exército sarqathiano é conhecido principalmente por sua magia de guerra.
Conjuradores militares atuam em:
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cercos;
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defesa de muralhas;
-
comunicação;
-
destruição de fortificações;
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proteção de tropas;
-
controle de terreno;
-
combate contra outros conjuradores.
A magia é integrada às formações regulares, não tratada apenas como recurso excepcional.
O império também mantém:
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infantaria;
-
cavalaria;
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arqueiros;
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engenheiros;
-
contingentes provinciais;
-
frotas costeiras.
Comando militar
Apenas tieflings costumam alcançar o posto de general.
Essa exclusividade não está formalmente escrita nas leis imperiais.
Em teoria, um orc, humano, hobgoblin ou membro de outro povo poderia ser promovido.
Na prática, a escolha de generais depende de:
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confiança da dinastia;
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vínculos palacianos;
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patronos;
-
acesso às academias;
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reputação familiar.
Essas redes são dominadas por tieflings.
A tradição é tão consolidada que muitos sarqathianos não a percebem como uma proibição, mas como consequência “natural” da história imperial.
Magia
A prática mágica é relativamente livre em Sarqath, mas exige registro.
Conjuradores precisam declarar determinadas atividades às autoridades, especialmente quando envolvem:
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magia destrutiva;
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invocação;
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influência mental;
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deslocamento entre planos;
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grandes rituais;
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atuação militar.
Não existe uma única ordem imperial controlando toda a magia.
Há:
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escolas;
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mestres particulares;
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tradições familiares;
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instituições religiosas;
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academias militares.
O registro permite ao Estado acompanhar conjuradores considerados perigosos e convocar especialistas em situações de crise.
Origem infernal dos tieflings
A posição oficial de Sarqath é que a teoria da origem infernal possui pouca importância para a vida política do império.
O governo não nega nem confirma que os primeiros tieflings tenham sido humanos transformados pelo contato com o Plano Infernal.
O tema é tratado como:
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questão acadêmica;
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tradição religiosa;
-
obsessão estrangeira.
Para o Estado, os tieflings não precisam justificar sua existência com base num acontecimento remoto.
Essa postura contrasta com a atenção do Mundo Aureniano, onde a possível herança infernal ocupa posição central em quase todos os estudos sobre Sarqath.
Religião
Sarqath protege oficialmente a pluralidade religiosa.
Não existe:
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religião de Estado;
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divindade obrigatória;
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sacerdócio imperial único.
Diferentes comunidades podem manter seus próprios:
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templos;
-
ritos;
-
sacerdotes;
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calendários;
-
tradições funerárias.
Essa tolerância possui limites.
O Estado pode intervir quando uma religião ameaça:
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autoridade imperial;
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pagamento de tributos;
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segurança pública;
-
unidade territorial.
Cultos infernais existem, mas não são necessariamente mais numerosos que entre outros povos ou continentes.
O litoral norte
Sarqath controla praticamente todo o litoral norte de Iskara.
Seus portos servem como principais pontos de contato com o Mundo Aureniano.
O domínio costeiro permite ao império:
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cobrar tributos;
-
controlar rotas;
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supervisionar estrangeiros;
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manter frotas;
-
limitar a expansão de potências rivais.
A grande exceção é a colônia dravoriana no extremo noroeste.
Esse território estrangeiro rompe a continuidade do litoral sarqathiano e representa uma ameaça permanente à autoridade imperial.
A colônia dravoriana
Sarqath tolera a colônia por meio de tratados comerciais, mas considera sua presença uma ameaça estratégica.
A posição oficial procura equilibrar dois interesses.
O império deseja preservar:
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comércio;
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acesso a produtos estrangeiros;
-
relações diplomáticas;
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estabilidade marítima.
Ao mesmo tempo, teme que a colônia seja utilizada para:
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expandir território;
-
apoiar rebeliões;
-
controlar rotas;
-
enfraquecer portos locais;
-
aumentar a presença militar aureniana.
Sarqath evita uma guerra direta porque o custo seria elevado e poderia unir as potências aurenianas contra o império.
Política externa
Os dois principais objetivos externos de Sarqath são:
-
controlar as rotas do norte de Iskara;
-
impedir a expansão da influência aureniana.
O império utiliza:
-
diplomacia;
-
tratados;
-
tarifas;
-
alianças;
-
força naval;
-
espionagem;
-
apoio a Estados vizinhos.
Sarqath não procura eliminar todo contato estrangeiro.
Seu interesse é garantir que comércio e diplomacia ocorram sob condições determinadas pelo próprio império.
Relação com o Mundo Aureniano
A relação entre Sarqath e o Mundo Aureniano é marcada por necessidade e desconfiança.
Os aurenianos desejam:
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acesso a portos;
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recursos;
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rotas;
-
mercados;
-
influência política.
Sarqath deseja:
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mercadorias estrangeiras;
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conhecimento;
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tecnologia;
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reconhecimento diplomático;
-
controle sobre a presença externa.
Cada tratado comercial também funciona como disputa por autoridade.
A influência da Sé Sagrada na abolição da escravidão demonstrou que instituições estrangeiras podem alterar a política interna sarqathiana sem conquistar seu território.
Para muitos membros da corte, esse precedente é tão perigoso quanto a própria colônia dravoriana.
Arquitetura sarqathiana
A arquitetura imperial segue uma estética associada às culturas do norte de Iskara.
Entre seus elementos mais reconhecidos encontram-se:
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pedra clara;
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paredes espessas;
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pátios;
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arcos;
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cúpulas;
-
torres;
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mosaicos geométricos;
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jardins irrigados;
-
fontes;
-
canais urbanos;
-
sombra planejada.
Cidades são construídas para responder ao calor, à escassez de água e à necessidade de defesa.
As construções públicas procuram transmitir:
-
estabilidade;
-
ordem;
-
riqueza;
-
continuidade.
Uma ponte, canal ou muralha não é apenas uma obra funcional. É uma declaração de que o império continuará existindo depois de seus construtores.
Dever
O dever é apresentado como a principal virtude dos súditos de Sarqath.
Espera-se que cada pessoa cumpra suas responsabilidades diante de:
-
família;
-
profissão;
-
comunidade;
-
província;
-
império.
A propaganda oficial afirma que direitos e proteção dependem da participação na ordem comum.
Essa ideia pode justificar tanto o serviço público quanto a obediência excessiva.
Civilização
Sarqath descreve-se como portador da civilização no norte de Iskara.
O termo está associado a:
-
estradas;
-
canais;
-
leis;
-
cidades;
-
segurança;
-
escrita;
-
comércio;
-
administração.
Territórios conquistados são frequentemente descritos como regiões às quais o império levou ordem.
Essa narrativa ignora instituições que já existiam antes da expansão sarqathiana e é utilizada para justificar domínio político.
Continuidade
A continuidade é o principal fundamento da legitimidade imperial.
A dinastia afirma representar uma linhagem anterior ao próprio império.
O trono sobreviveu a:
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guerras;
-
revoltas;
-
ocupações;
-
reformas;
-
perdas territoriais.
Para a ideologia oficial, Sarqath não é apenas um Estado. É uma ordem histórica que deve ser preservada independentemente de quem governe suas províncias ou de quantas vezes suas fronteiras mudem.
Sarqath na atualidade
No ano 947 E.A., o Império de Sarqath permanece poderoso, centralizado e territorialmente extenso.
Controla quase todo o litoral norte de Iskara, administra o vale de seu grande rio e mantém uma infraestrutura capaz de sustentar cidades, comércio e exércitos.
Entretanto, sua estabilidade encontra-se ameaçada pela própria abundância dinástica.
O atual Azrath é considerado justo, competente e excessivamente luxurioso. Seu harém produziu mais candidatos ao trono que qualquer outro na história imperial.
Cada esposa procura elevar o próprio primogênito. Cada príncipe reúne aliados. Cada governador avalia qual candidato poderá proteger seus interesses.
Ao mesmo tempo, a colônia dravoriana cresce, a influência aureniana alcança as instituições internas e os povos goblinoides continuam submetidos a uma ordem que os reconhece como inferiores.
Sarqath construiu sua identidade não pela pureza de um povo, mas pela capacidade de incorporar povos diferentes.
Essa incorporação ocorreu tantas vezes pela convivência quanto pela conquista.
O futuro do império dependerá de saber se sua promessa de civilização e continuidade será suficientemente ampla para incluir todos aqueles que mantém sob sua autoridade.