Rubra

A Espada do Juramento

Rubra foi a espada pessoal de Malrik e uma das Relíquias da Távola. Durante a juventude do príncipe, era chamada de Espada do Juramento. Depois da Guerra de Sucessão Valdoriana, cronistas bravórios popularizaram o título de Espada da Traição.

A relíquia não é maligna e não provocou a rebelião de Malrik. Seu poder conservava e conduzia os raios produzidos pela habilidade especial do príncipe, permitindo que ele os utilizasse com maior alcance, precisão e intensidade. A espada facilitava uma força que já pertencia ao portador.

Aparência

Rubra possui lâmina de metal escuro com um sulco vermelho percorrendo o centro. A guarda é inclinada para a frente, própria para proteger a mão durante golpes agressivos. O pomo apresenta uma pedra rubra que se ilumina quando recebe eletricidade ou mana.

Em repouso, a espada parece apenas levemente aquecida. Quando carregada, filamentos vermelhos percorrem o sulco e saltam entre a lâmina e a armadura do portador. O som lembra trovão distante, mesmo sob céu limpo.

As descrições anteriores à guerra não associam sua cor a sangue ou corrupção. O vermelho representava energia, coragem e a intensidade do jovem herdeiro.

Origem

A origem de Rubra não está registrada com segurança. Malrik recebeu a espada antes de tornar-se o mais jovem cavaleiro da Távola, mas as fontes divergem sobre quem a entregou.

Algumas afirmam que foi presente de Auren ao reconhecer o talento do filho. Outras dizem que a lâmina foi criada por artesãos de Valdória para conduzir uma manifestação elétrica que armas comuns não suportavam. Tradições maldarianas sustentam que o próprio Malrik participou de sua forja.

Os raios da rebelião

Malrik possuía a capacidade de produzir e controlar descargas avermelhadas de energia. A origem dessa habilidade é disputada, mas ela existia independentemente de Rubra.

A espada funcionava como condutor e reservatório. Absorvia parte dos raios, impedia que se dispersassem ao redor do príncipe e os liberava durante seus golpes.

Com Rubra, Malrik podia:

  • envolver a lâmina em eletricidade vermelha;
  • lançar arcos elétricos a partir de um golpe;
  • deslocar-se em explosões breves de velocidade;
  • descarregar energia acumulada contra vários inimigos próximos;
  • atrair ou desviar descargas mágicas semelhantes;
  • manter parte de seu poder armazenada para utilização posterior.

A espada reduzia o desgaste, mas não eliminava o custo. Quanto mais energia acumulava, mais difícil se tornava controlar seu impulso e mais violentos eram os efeitos de uma liberação acidental.

Juramento

Rubra recebeu seu primeiro título porque registrava a energia presente quando Malrik pronunciava um juramento verdadeiro. A lâmina não concedia força em troca de qualquer promessa: respondia à determinação do príncipe e mantinha os raios estáveis enquanto ele agisse de acordo com aquilo que acreditava ter jurado.

Essa propriedade torna sua história trágica. Malrik não acreditava ter abandonado o legado de Auren. Convencera-se de que a rebelião era necessária para preservar seu direito e a obra do pai. Rubra continuou respondendo porque reconhecia a convicção, não a justiça da interpretação.

A relíquia demonstra que sinceridade e razão não são a mesma coisa.

Espada da Traição

Depois do Patricídio, a tradição bravória reinterpretou todos os símbolos de Malrik. O vermelho tornou-se cor de rebelião, o juramento passou a ser lembrado por sua ruptura e Rubra recebeu o título pelo qual é mais conhecida atualmente.

Em Dravória, especialmente em Maldária, estudiosos e soldados ainda preferem Espada do Juramento. Isso não significa aprovação do cataclismo. A distinção preserva a memória de Malrik antes de sua queda e rejeita a ideia de que sua coragem sempre tenha sido fraude.

Relação com Gênese

Na Batalha do Patricídio, Malrik empunhou Gênese. Não se sabe com segurança o que aconteceu com Rubra antes do confronto final. Ela pode ter permanecido com seu equipamento, sido confiada a um companheiro ou carregada como arma secundária.

Alguns estudiosos acreditam que a afinidade de Malrik com energia intensa facilitou o despertar de Gênese, embora nada indique que Rubra pudesse controlar uma relíquia de escala tão superior.

Paradeiro

Rubra está perdida. Nenhum Estado ou casa dinástica possui uma alegação reconhecida de sua guarda.

Relatos de uma espada que atrai tempestades aparecem em ambos os continentes, mas nenhuma descoberta foi confirmada. Em Maldária, existe a crença de que a lâmina não retornará para repetir a rebelião, e sim para permitir que alguém compreenda a diferença entre cumprir um juramento e permanecer prisioneiro de uma interpretação equivocada.