Assembleia das Cidades
A Assembleia das Cidades é o órgão que reúne representantes dos principais centros urbanos do Grão-Ducado de Aramonte. Sua sede fica na Casa das Cidades, próxima à Praça dos Caminhos, na capital Aramonte.
As decisões da Assembleia são consultivas. A Coroa e o Conselho dos Pares de Aramonte podem rejeitá-las, situação que alimenta a principal disputa entre o poder urbano e a aristocracia aramontesa.
Informações gerais
| Natureza | assembleia municipal e econômica |
| Sede | Casa das Cidades, em Aramonte |
| Composição | delegados dos centros urbanos reconhecidos |
| Poder formal | consultivo |
| Principais temas | comércio, obras, impostos, estradas e abastecimento |
Formação
Reuniões entre cidades existem desde a antiga Casa de Aramonte, quando mercados e portos fluviais precisavam coordenar pesos, pedágios e manutenção de caminhos. A Assembleia adquiriu forma permanente durante a reconstrução posterior à Guerra da Coroa Partida.
A Reordenação dos Pares fortaleceu a nobreza ligada ao novo regime, mas também revelou que a recuperação dependia das cidades. A Casa das Cidades foi estabelecida para organizar essa participação sem conceder aos centros urbanos autoridade equivalente à dos pares.
Representação
Cada cidade reconhecida envia delegados conforme seus próprios costumes. Eles podem ser escolhidos por:
- conselhos municipais;
- magistrados;
- guildas;
- proprietários registrados;
- acordos entre bairros e corporações.
Por isso, a Assembleia não é democrática de maneira uniforme. Em alguns centros, comerciantes dominam a delegação; em outros, a Coroa ou famílias nobres exercem forte influência.
Competências
A Assembleia debate:
- manutenção de estradas e pontes;
- navegação fluvial;
- abastecimento e reservas;
- pedágios e alfândegas internas;
- impostos municipais;
- padronização de pesos e medidas;
- segurança de feiras e rotas;
- obras públicas;
- relações entre guildas;
- resposta a enchentes, incêndios e escassez.
Seus pareceres não possuem força de lei, mas ignorá-los pode impedir arrecadação, atrasar obras ou provocar resistência coordenada.
Relação com o Conselho dos Pares
Os pares afirmam que a Assembleia representa interesses econômicos, não o território como um todo. Os delegados urbanos respondem que cidades financiam e administram grande parte da infraestrutura sobre a qual o poder nobiliárquico depende.
A proximidade física entre a Casa das Cidades e o Paço das Quatro Margens deu origem à frase:
“A voz das cidades está perto o bastante para ser ouvida, mas não para governar.”
Auramar
A independência de Auramar tornou qualquer ampliação de poder urbano politicamente sensível. Tradicionalistas afirmam que conceder autoridade legislativa à Assembleia produziria uma nova república mercantil dentro de Aramonte.
Reformistas respondem que Auramar rompeu justamente porque enriqueceu sem receber integração política. Para eles, manter as cidades permanentemente subordinadas repete o erro que causou a separação.
Política atual
Os principais debates envolvem a expansão de Porto Valtorre, as reformas de estradas de Lourenço II, os custos dos pedágios e a dependência de crédito auramarino.
Martim de Valtorre defende preservar o caráter consultivo da instituição. Outros membros da família admitem ampliar competências específicas, sobretudo sobre obras e impostos urbanos.
A Assembleia não procura necessariamente derrubar a aristocracia. Seu objetivo mais comum é tornar impossível governar as cidades como se elas fossem apenas propriedades cercadas por muralhas.