Guarda da Estepe
A Guarda da Estepe é a força militar permanente do Ducado de Gharavaz. Criada depois da Guerra da Irrigação, protege canais, colheitas, rotas e fronteiras por meio de mobilidade, reconhecimento e uma rede de torres de sinalização óptica.
É comandada pelo marechal Grakas Olho-de-Águia e possui cerca de doze mil combatentes.
Informações gerais
| Estado | Ducado de Gharavaz |
| Comandante | Grakas Olho-de-Águia |
| Efetivo | aproximadamente 12 mil |
| Sede principal | Ghar-Vael |
| Doutrina | mobilidade, informação e defesa de infraestrutura |
Origem
A Guarda foi estabelecida depois da Guerra da Irrigação, em 520 E.A., quando bandidos e mercenários tentaram controlar canais do interior. A crise demonstrou que proteger cidades sem defender água, eclusas e colheitas era insuficiente.
O novo corpo reuniu patrulhas rurais, cavaleiros de caravanas, guardas de canal e operadores de torres.
Estrutura
A Guarda divide-se em três componentes principais:
- Batedores de Canídeos: cavalaria ligeira montada em canídeos de guerra, armada com arcos e lanças;
- Guardiões dos Canais: infantaria responsável por eclusas, portos fluviais, diques e pontes;
- Rede de Torres de Espelhos: quarenta postos capazes de transmitir alertas através do ducado em poucas horas.
Existem também equipes de engenharia, veterinários, mensageiros e companhias de reserva mobilizadas pelas províncias.
Doutrina
A Guarda evita oferecer ao inimigo uma batalha favorável. Procura observar, atrasar, cortar suprimentos e escolher o ponto de resposta.
Seus princípios são:
- preservar informação e comunicação;
- manter rotas de retirada;
- defender água e alimento antes de terreno vazio;
- dispersar diante de forças pesadas;
- concentrar-se rapidamente contra alvos isolados;
- proteger civis e capacidade produtiva.
Guerra dos Ducados
Durante a guerra contra Kar-Durann, a Guarda compensou sua inferioridade em combate pesado com deslocamento e conhecimento das planícies.
O conflito revelou limites. Fortificações anãs bloquearam passagens, enquanto a defesa de área extensa obrigou Gharavaz a abandonar algumas comunidades. O debate atual opõe defensores de unidades pesadas àqueles que consideram essa mudança uma renúncia à identidade militar do ducado.
Funções civis
Em tempo de paz, a Guarda:
- escolta caravanas;
- combate incêndios rurais;
- reforça diques durante enchentes;
- procura pessoas desaparecidas;
- transporta mensagens urgentes;
- protege feiras e reservas de sementes.
Essas funções tornam sua presença comum na vida cotidiana e impedem que seja vista apenas como força de guerra.
Recrutamento
Gnomos ocupam grande parte dos cargos técnicos e de comando, mas a Guarda é multiétnica. Humanos, halflings, goblins e outros cidadãos servem em patrulhas, canais, logística e cavalaria.
Promoções dependem de exame, experiência e recomendação. Oficiais precisam demonstrar capacidade de explicar ordens e registrar alterações de rota ou missão.
Situação atual
A Guarda vigia a fronteira estabelecida pelo Tratado de Pedra e Bronze e coopera com comissões de água e minas. Pequenos incidentes ainda ocorrem.
Seu desafio é manter capacidade de guerra sem permitir que veteranos, ressentimento e pressão das casas transformem cada desacordo de fronteira numa oportunidade para reabrir o conflito.