Custódia das Espadas

A Custódia das Espadas é a instituição valdórica responsável pelos registros, protocolos e investigações relacionados a Alvor e Soberana. Sua função é impedir que rumores, falsificações ou interesses políticos transformem as relíquias de Auren em instrumentos de sucessão sem verificação.

A Custódia possui autonomia formal diante da Regência e do Tribunal da Sucessão, embora o governo controle parte dos recursos e da segurança necessários às suas atividades.


Responsabilidades

Compete à instituição:

  • preservar registros históricos das duas espadas;
  • comparar relatos de aparições e descobertas;
  • manter protocolos para aproximação e transporte;
  • examinar objetos apresentados como relíquias;
  • registrar reações diante de possíveis pretendentes;
  • proteger testemunhas e locais de investigação;
  • comunicar descobertas capazes de afetar o interregno.

A Custódia não decide quem deve governar. Ela determina se evidências relacionadas às armas são autênticas o bastante para serem avaliadas pelas instituições sucessórias.


Alvor e Soberana

Alvor está associada ao início da trajetória de Auren e ao fundamento moral de sua autoridade. Soberana representa a Coroa e o direito legítimo de governar as antigas terras de Valdória.

O reconhecimento por uma das espadas produziria reivindicação excepcionalmente forte. O reconhecimento por ambas seria juridicamente difícil de contestar, embora não eliminasse resistência política.

Essa importância torna qualquer informação sobre localização, estado ou manifestação das armas assunto de segurança continental.


Autonomia

A autonomia da Custódia existe para impedir que um regente, pretendente ou potência estrangeira controle sozinho as provas. Seus integrantes devem registrar interferências e manter cópias protegidas de documentos essenciais.

Na prática, a instituição depende de guardas, autorização de expedições e acesso a arquivos governamentais. Essa dependência cria tensão permanente entre independência jurídica e capacidade operacional.


Relação com Cassiano

Cassiano de Norvante declara respeitar a autonomia da Custódia. Durante sua Regência, contudo:

  • o acesso a relatórios foi reduzido;
  • expedições passaram a exigir autorização;
  • descobertas receberam classificação de sigilo;
  • guardas adicionais foram designados;
  • testemunhas passaram por interrogatórios governamentais.

Cassiano afirma proteger a sucessão contra falsificadores e interferência estrangeira. Restauracionistas suspeitam que o sigilo possa ocultar descoberta capaz de ameaçar a continuidade de seu governo.


Situação atual

Em 947 E.A., rumores sobre novos registros, testemunhas e reações de relíquias aumentaram a pressão sobre a Custódia. Nenhuma prova pública confirmou a localização de Alvor ou Soberana.