O Ducado de Tírnavar ocupa os cabos e enseadas do noroeste de Eirval. Suas duas grandes cidades, Caer Noren e Cuan Rúadan, controlam portos voltados para rotas de Kaldren e para o vasto oceano que conduz a Hugória. O ducado é conhecido por navegadores, estaleiros, casas antigas e pela convicção de que a história de Eirval começou no encontro entre o mar e seus povos.
Seu governante, Rónan Noren, é leal a Mertens VIII Niallach-Aurenaigh e defende uma política externa unificada. Quer uma frota capaz de proteger todos os navios eirvalianos, mas rejeita a ideia de financiá-la por meio de tarifas controladas exclusivamente por Caer Mertens.
“Seguimos a mesma Coroa; não entregamos a ela todas as marés.”
Informações gerais
| Campo | Informação |
|---|---|
| Capital | Caer Noren |
| Governo | Ducado marítimo hereditário |
| Governante | Rónan Noren |
| Casa governante | Casa Noren |
| Localização | Cabos e enseadas do noroeste |
| Povos mais numerosos | Humanos, halflings e comunidades de Kaldren |
| Economia | Navegação, pesca, estaleiros, sal, mapas e expedições |
| Símbolo | Navio branco sob uma estrela vermelha |
| Cores | Branco, vermelho escuro e azul-marinho |
| Posição política | Leal à Coroa em assuntos externos, ciumento de seus portos |
Geografia e portos
Tírnavar possui uma costa recortada, ventosa e rica em abrigos naturais. Colinas e faixas de floresta separam os portos, tornando a navegação costeira mais rápida que muitas viagens terrestres.
Caer Noren abriga a corte e as defesas principais. Cuan Rúadan, mais exposta ao oceano, concentra estaleiros, pescadores e expedições de longa distância. Faróis e santuários de caminho formam uma cadeia ao longo dos cabos. No interior, Tírnavar participa com Ardcarra e Nemedra da proteção da faixa neutra do Lago Sem Céu.
Memória da chegada
Tradições locais afirmam que Guinevere desembarcou numa enseada de Tírnavar em 37 E.A. Outros Estados contestam a localização, mas o ducado transformou a narrativa em parte de sua identidade.
A Casa Noren preserva listas de famílias que teriam acolhido os refugiados. Os registros não resolvem o debate sobre Helena, mas concedem ao ducado prestígio nas cerimônias dinásticas.
Tírnavar apoiou a primeira unificação em troca de autonomia marítima. Durante a revolta contra Bryan, navios do ducado transportaram mensageiros e refugiados. A Concordata confirmou o direito local de administrar portos, salvo em guerra continental declarada pela Corte Geral.
Governo
O duque governa com o Conselho das Marés, composto por capitães, construtores, representantes portuários, famílias costeiras e templos. Tarifas, expedições armadas e acordos de navegação exigem consulta.
As cidades possuem regulamentos próprios. Em Cuan Rúadan, um capitão estrangeiro pode ter mais influência cotidiana que um nobre do interior, fato que incomoda a corte de Caer Noren.
Sociedade e religião
Tírnavar recebeu migrantes de Kaldren durante séculos. Comunidades de tabaxis, kenkus, aarakocras e outros povos participam da navegação e mantêm bairros, tradições e templos próprios.
Fion-máil, Réaltin, Ceolvar e Caerwyn são amplamente cultuados. Canções de viagem funcionam como mapas, memoriais e contratos de reputação. Falsificar um relato de naufrágio ou abandonar deliberadamente uma tripulação pode destruir o nome de uma casa.
Economia e força naval
O ducado exporta peixe conservado, sal, madeira naval licenciada, mapas, cordame e embarcações. Expedições para Hugória produzem prestígio e lucro, mas também críticas sobre exploração e apropriação de terras estrangeiras.
A Frota dos Cabos protege o litoral e combate piratas. É a maior força naval reunida por um único Estado de Eirval, embora não seja suficiente para patrulhar todas as rotas continentais.
Relações com os outros Estados
- Niallach: reconhece sua autoridade diplomática, mas recorda que tratados marítimos dependem de navios e portos tírnavarianos para terem efeito.
- Nemedra: fornece madeira naval por meio de licenças rigorosas. Tírnavar considera o ritmo insuficiente; Nemedra considera a demanda perigosa.
- Ardcarra: abastece estaleiros com metal, pedra e instrumentos, recebendo acesso a mercados estrangeiros.
- Maelora e Lioscair: fornecem mantimentos para tripulações e exportam seus produtos por navios do ducado.
- Aerndal: financia expedições e compra participação em cargas, provocando disputas sobre quem assume o prejuízo quando uma embarcação desaparece.
Relação com Mertens VIII
Rónan deseja que Mertens coordene uma frota comum e represente Eirval no exterior. Exige que qualquer imposto naval seja aprovado pela Corte Geral de Eirval e administrado parcialmente pelos portos que o arrecadam.
Ele vê o rei como parceiro legítimo, não como proprietário do mar.
Tírnavar em 947 E.A.
Navios desapareceram numa rota ocidental e capitães exigem escoltas. Mertens oferece cavaleiros, recursos e reconhecimento a uma frota continental. Em troca, deseja registros comuns de carga e autoridade para investigar os portos.
Tírnavar precisa decidir quanto controle está disposto a conceder para receber a proteção que vem exigindo há anos.