Quarentena das Flores Cinzentas
A Quarentena das Flores Cinzentas foi uma crise biológica e mágica ocorrida em 868 E.A., durante as negociações que antecederam os Acordos do Primeiro Cais. O incidente estabeleceu os primeiros protocolos conjuntos para circulação de plantas, animais, alimentos e componentes arcanos entre Aetheryon e as terras abaixo das nuvens.
O carregamento
Uma delegação transportou flores ornamentais cultivadas nos terraços de Syltharion. Em Aetheryon, as plantas eram consideradas inofensivas e utilizadas em recepções formais.
Depois da descida, a mudança de altitude, luz e concentração de mana alterou seu ciclo. As pétalas perderam a cor e liberaram um pólen espesso durante a noite.
Trabalhadores dos armazéns desenvolveram febre, sonhos intensos e períodos prolongados de sono. Raízes atravessaram caixas, pisos e paredes, procurando fontes mágicas próximas.
A crise
Autoridades portuárias inicialmente suspeitaram de envenenamento deliberado. Representantes élficos rejeitaram a acusação e argumentaram que as plantas haviam sido armazenadas de forma inadequada.
O fechamento dos armazéns reteve outras cargas e ameaçou interromper as negociações. Rumores transformaram as flores em armas, parasitas feéricos ou tentativa de colonização.
Curadores dos dois lados demonstraram que o fenômeno resultara da mudança ambiental. As flores não eram perigosas em sua condição original, mas tampouco poderiam ser transportadas sem controle.
Resolução
As plantas foram removidas para uma área isolada e privadas de fontes arcanas até que o crescimento cessasse. A maioria dos afetados recuperou-se, embora alguns afirmassem recordar uma cidade iluminada por luas que não reconheceram.
O acordo resultante exigiu:
- declaração de organismos vivos;
- observação antes e depois da travessia;
- isolamento de cargas desconhecidas;
- presença de especialistas dos dois lados;
- registro de alterações provocadas por altitude e mana.
Essas medidas tornaram-se parte do sistema de inspeção concedido a Syltharion em 870.
Legado
“Flores cinzentas” tornou-se expressão para consequências não intencionais do contato. O episódio também é citado em debates sobre contrabando: ocultar uma semente pode ser tão perigoso quanto ocultar uma arma.