Aetheryon é uma ilha-continente suspensa acima do Mar de Nuvens e a terra natal conhecida dos elfos de Basiris. Florestas antigas, rios abundantes, cordilheiras e doze grandes cidades distribuem-se sobre uma massa de terra que se mantém no céu por meio de correntes profundas de mana.

Durante mais de cem mil anos, seus habitantes acreditaram estar isolados das demais civilizações mortais. Essa percepção terminou em 864 E.A., quando o navio voador Plákido, comandado por Hugo Navegante, alcançou a cidade de Syltharion. O contato transformou comércio, política e compreensão do mundo, culminando na criação do Alto Reino de Arvandar em 944 E.A.

No presente, toda Aetheryon integra territorialmente o Alto Reino. Suas antigas coroas, identidades regionais e instituições, entretanto, continuam vivas. A diferença é particularmente visível nas cinco cidades que serviram como capitais durante a época dos Cinco Reis Magos: Ithariel, Veluthar, Oryndalis, Thalmyrion e Syltharion.

“Aetheryon não está acima do mundo. Está apenas acima das nuvens que durante eras esconderam o restante dele.”


Informações gerais

CampoInformação
NaturezaIlha-continente suspensa
Estado soberano atualAlto Reino de Arvandar
Capital políticaIthariel
Principal cidade de contatoSyltharion
População aproximada2.700.000 habitantes
Povo majoritárioElfos, aproximadamente 98%
Língua predominanteÉlfico
Religião predominantePanteão Élfico
CalendárioEra Élfica, atualmente 147.408 E.E.
Primeiro contato moderno147.325 E.E. / 864 E.A.
Unificação atual147.405 E.E. / 944 E.A.
Grandes cidadesDoze
Capitais dos Cinco Reis MagosIthariel, Veluthar, Oryndalis, Thalmyrion e Syltharion

A ilha suspensa

Aetheryon não flutua como um navio nem se apoia sobre uma única estrutura. Redes de cristais, raízes minerais e correntes de mana atravessam sua massa continental, distribuindo peso e sustentação. Parte dessas estruturas é natural; parte apresenta marcas de intervenção tão antiga que estudiosos não conseguem determinar se os elfos as criaram ou apenas aprenderam a mantê-las.

As bordas terminam em falésias voltadas para o Mar de Nuvens. Em determinados pontos, camadas de rocha projetam-se como plataformas; em outros, o solo rompe-se abruptamente e revela raízes, cristais e cursos d’água que desaparecem no vazio.

Vista de baixo, a ilha possui uma extensão irregular de pedra escura, veios luminosos e formações semelhantes a raízes invertidas. Pequenas ilhas e fragmentos flutuantes acompanham a massa principal. Alguns são habitados, cultivados ou usados como observatórios; outros mudam lentamente de posição.

Correntes de sustentação

As correntes de mana não permanecem imóveis. Elas oscilam segundo ciclos que podem durar horas, anos ou milênios. Cristais de sustentação e antigas estruturas distribuem essas variações para impedir que uma região receba tensão excessiva.

Sinais de instabilidade incluem:

  • tremores sem origem geológica comum;
  • alteração da altura de ilhas menores;
  • falhas em pontes e elevadores mágicos;
  • mudança no curso de fontes;
  • cristais que perdem luminosidade;
  • sensação de peso incomum em animais e habitantes.

Durante eras, esses fenômenos foram tratados como problemas locais. Apenas recentemente estudiosos começaram a suspeitar que a sustentação depende de fluxos mágicos que atravessam todo Basiris.


O Mar de Nuvens

O espaço ao redor e abaixo de Aetheryon é chamado de Mar de Nuvens. Não se trata de uma superfície uniforme. Camadas de vapor, tempestades, correntes de ar e bolsões de mana criam regiões navegáveis e zonas capazes de destruir uma embarcação.

Para os antigos elfos, o Mar de Nuvens era simultaneamente fronteira e abismo. Expedições curtas alcançavam ilhas menores, mas viagens profundas raramente regressavam. O desaparecimento, no ano 93.403 E.E., de um dos Cinco Reis Magos e duzentos acompanhantes reforçou a crença de que nada habitável existia abaixo.

O Plákido provou o contrário. Desde então, rotas aéreas ligam Syltharion aos continentes inferiores, embora continuem perigosas e dependentes de pilotos especializados.


Geografia geral

Aetheryon possui formato alongado de oeste para leste. Sua porção central e ocidental concentra cadeias montanhosas, grandes florestas e a maior parte das nascentes. O leste é atravessado por vales fluviais e cordilheiras que conduzem às terras de Syltharion.

O continente pode ser dividido em cinco grandes regiões históricas, correspondentes às antigas esferas dos Cinco Reis Magos.

Coração de Ithariel

Ocupa as terras centrais e centro-ocidentais, entre cordilheiras, rios e uma extensa faixa de floresta. Inclui Ithariel, Mirathen e Caelthir.

É o núcleo político de Aetheryon e a região de maior concentração de arquivos, instituições mágicas e antigas obras de sustentação. Ithariel controla as rotas entre oeste, norte e leste; Mirathen guarda passagens montanhosas; Caelthir ocupa a borda sul e preserva ruínas de reinos anteriores aos Cinco Reis Magos.

Terras Ocidentais de Veluthar

Formadas por florestas densas, planícies estreitas e montanhas próximas à borda ocidental. Compreendem Veluthar e Feyndaril.

Veluthar ergue-se junto à queda de um grande rio no Mar de Nuvens. Sua posição produziu uma tradição de defesa das bordas, estudo dos ventos e navegação entre ilhas menores. Feyndaril, mais protegida no interior, sustenta a região com cultivo florestal, madeira viva, ervas e criação de animais.

Bacia de Oryndalis

Abrange o centro e o nordeste, onde vários rios se aproximam antes de seguirem para diferentes bordas. Inclui Oryndalis, Orvalis e Elandrion.

A região é responsável por parte importante dos alimentos, do transporte fluvial e da administração das águas. Oryndalis domina a convergência central; Orvalis acompanha um curso setentrional até uma queda de nuvens; Elandrion controla a grande rota que atravessa as terras orientais.

Coroa Setentrional de Thalmyrion

Uma longa projeção de terra avança para o norte, separada do centro por montanhas e uma floresta estreita. Thalmyrion ocupa sua extremidade, próxima à nascente e à borda de um rio elevado.

A região possui população menor, noites particularmente claras e os mais antigos observatórios celestes ainda em uso. Foi centro de astronomia, profecia e magia ligada aos astros durante o período dos Cinco Reis Magos.

Domínios Sudorientais de Syltharion

Estendem-se pelas cordilheiras e florestas do sudeste até o grande porto aéreo de Syltharion. Incluem também Seralyth e Veylothen.

Veylothen controla vales entre montanhas e o curso superior do rio que segue para Syltharion. Seralyth ocupa as terras meridionais, próximas de bosques sagrados e formações rochosas. Syltharion fica na borda sudeste, onde o rio se lança sobre as nuvens e onde o Plákido realizou o primeiro contato.


Montanhas

As cordilheiras de Aetheryon não formam uma única cadeia. Grupos de montanhas dividem o continente em vales interligados:

  • montanhas ocidentais: separam Veluthar e Feyndaril do coração continental;
  • altos de Ithariel: protegem a capital e concentram cristais de mana;
  • agulhas de Oryndalis: marcam a passagem entre a bacia central e o leste;
  • cordilheira oriental: atravessa as terras de Elandrion, Seralyth e Veylothen;
  • espinha setentrional: separa Thalmyrion das regiões centrais.

A neve permanece apenas nos cumes mais elevados. O degelo alimenta rios, reservatórios e canais. Minas são raras e fortemente reguladas, pois escavações profundas podem atingir estruturas relacionadas à sustentação da ilha.


Rios e quedas de nuvens

Os rios nascem do degelo, de fontes profundas e de chuvas abundantes. Muitos atravessam cidades antes de alcançar as bordas, onde se transformam em cachoeiras que desaparecem no Mar de Nuvens.

Parte da água perdida retorna por um ciclo de névoa ascendente. Correntes quentes e mágicas elevam umidade ao redor da ilha, formando chuvas e bancos de neblina. Druidas e engenheiros mantêm florestas e reservatórios essenciais a esse equilíbrio.

Os principais sistemas fluviais são conhecidos pelos nomes das cidades que sustentam:

  • curso de Veluthar: atravessa Feyndaril e cai na borda ocidental;
  • sistema central: recebe águas próximas a Ithariel e Mirathen antes de alcançar Caelthir;
  • águas de Oryndalis: conectam a bacia central a Orvalis e Elandrion;
  • rio setentrional: nasce próximo a Thalmyrion e desce entre florestas e montanhas;
  • curso de Syltharion: atravessa os vales de Veylothen e termina no porto aéreo sudeste.

Rios são também estradas. Embarcações rasas, plataformas guiadas por magia e pontes vivas transportam passageiros e carga entre regiões.


Florestas

As florestas de Aetheryon foram conduzidas por milhares de gerações. Isso não significa que sejam jardins dóceis. Algumas áreas são cultivadas, outras permanecem deliberadamente intocadas e certas matas rejeitam caminhos permanentes.

Árvores colossais servem como moradia, ponte, arquivo e templo. Raízes são guiadas sem serem mortas, e a retirada de madeira exige planejamento que pode durar décadas. Árvores caídas naturalmente são catalogadas e distribuídas segundo uso, idade e significado ritual.

As grandes concentrações florestais aparecem:

  • no extremo ocidental, ao redor de Feyndaril;
  • entre Ithariel e as montanhas centrais;
  • ao sul de Oryndalis;
  • nas terras orientais de Elandrion;
  • entre Seralyth, Veylothen e Syltharion.

Antigos assentamentos de Fadas permanecem escondidos em algumas dessas regiões. A maioria está vazia há cerca de dois mil anos.


Clima

Aetheryon possui clima ameno em grande parte do território. A elevação é compensada por correntes mágicas, florestas, reservatórios e massas de ar aquecido que circulam ao redor da ilha.

O clima não depende apenas dos ventos exteriores. Antigas redes continentais mantêm um ciclo parcialmente fechado:

  • Ithariel distribui mana e acompanha a integridade do território;
  • Veluthar regula ventos, pressão e entrada de grandes tempestades;
  • Oryndalis administra água, umidade, chuvas e fertilidade;
  • Thalmyrion observa orientação solar, lunar e sazonal;
  • Syltharion estabiliza correntes aéreas e efeitos produzidos pelo movimento de ilhas menores.

Essas funções não permitem controlar cada dia de chuva. Elas impedem que a altitude torne Aetheryon permanentemente fria, seca ou exposta a correntes incapazes de sustentar suas florestas.

A água que cai pelas bordas alimenta o Mar de Nuvens. Parte retorna como vapor atraído por correntes ascendentes, condensa-se ao redor das montanhas e volta aos rios. Reservatórios profundos e vegetação antiga reduzem as perdas do ciclo.

As diferenças regionais são marcantes:

  • o oeste recebe neblina e ventos fortes;
  • o centro possui estações regulares e vales férteis;
  • o norte apresenta noites frias e céu aberto;
  • o leste recebe chuvas trazidas pelas correntes de nuvens;
  • as bordas sofrem mudanças súbitas de vento e tempestades verticais.

Neve duradoura ocorre apenas nos cumes. Geadas podem atingir Thalmyrion e vales altos, mas são raras nas cidades meridionais.


Primeiras eras élficas

A história registrada de Aetheryon começa muito antes da atual Era Élfica. Os ancestrais dos elfos teriam chegado durante a Transposição Élfica, vindos da Terra das Fadas. As últimas pessoas que participaram diretamente dessa travessia morreram no ano que posteriormente se tornou o primeiro da contagem élfica.

O primeiro reino registrado, Ilipharia, surgiu no centro do continente em 12.372 E.E. para organizar rotas, leis e defesas entre comunidades que até então dependiam de pactos locais. Sua autoridade não alcançava toda Aetheryon e fragmentou-se em diferentes linhagens.

Em 15.430 E.E., iniciou-se o Período dos Quinze Reinos. Suas fronteiras mudaram inúmeras vezes, e vários dos quinze nomes designaram dinastias ou alianças diferentes ao longo dos milênios.


Guerra dos Quinze Reis

Entre 56.073 e 93.202 E.E., disputas dinásticas, territoriais e mágicas produziram o conflito conhecido como Guerra dos Quinze Reis. A expressão descreve uma longa sucessão de guerras, tréguas e reunificações, não uma única campanha ininterrupta.

O conflito deixou:

  • fortalezas abandonadas;
  • florestas encantadas para rejeitar exércitos;
  • rios desviados;
  • linhagens extintas;
  • criaturas criadas para guerra;
  • tratados ainda citados por famílias modernas.

A guerra terminou quando cinco soberanos de extraordinário poder mágico subjugaram ou incorporaram os demais tronos e aceitaram um equilíbrio entre si. A ascensão dessas coroas coincidiu com a invasão vinda do Mar Astral.


Guerra das Estrelas

Por volta de 90.000 E.E., o Povo das Estrelas atacou Aetheryon. Os invasores surgiram por caminhos associados ao Mar Astral e estabeleceram posições ao redor da ilha, atacando observatórios, minas, assentamentos e concentrações de mana.

A Guerra das Estrelas ocorreu durante a fase final da Guerra dos Quinze Reis. Rivalidades entre as coroas dificultaram a reação inicial; regiões que combateram isoladamente sofreram perdas devastadoras.

Os cinco soberanos que dominavam Ithariel, Veluthar, Oryndalis, Thalmyrion e Syltharion integraram suas tradições mágicas numa rede defensiva comum. Em 5 de Luna de 93.202 E.E., uma ofensiva coordenada expulsou as forças estelares de Basiris.

Os elfos não descobriram o objetivo da invasão nem exterminaram o inimigo. Artefatos, cadáveres mineralizados e ruínas permaneceram espalhados por regiões exteriores. Depois do primeiro contato com os povos abaixo das nuvens, objetos semelhantes foram identificados em outros continentes.


A época dos Cinco Reis Magos

Os Cinco Reis Magos governaram a partir de cinco capitais:

CapitalAntiga esferaTradição mágica associada
ItharielCoração centralProteção, memória, direito arcano e sustentação
VelutharOesteVentos, barreiras, navegação e defesa das bordas
OryndalisBacia centralÁguas, cultivo, cura territorial e transporte
ThalmyrionNorteAstronomia, profecia e observação das correntes celestes
SyltharionSudestePassagem, comunicação, distância e portos aéreos

Os cinco não criaram um Estado unificado. Cada um manteve sua coroa, leis e exércitos, mas as redes criadas durante a Guerra das Estrelas tornaram impossível tratar defesa, água, orientação e sustentação como assuntos completamente separados.

Depois da vitória, juraram não utilizar magia capaz de ameaçar a estabilidade de toda Aetheryon. Reuniões periódicas definiam limites, águas, rotas e responsabilidades comuns.

O desaparecimento de um dos reis numa expedição ao Mar de Nuvens, em 93.403 E.E., abalou a confiança na pentarquia. Os cinco reinos sobreviveram por meio de sucessores, divisões dinásticas e novos tratados, mas jamais recuperaram completamente a unidade pessoal dos fundadores.

Com o passar das eras, Ithariel expandiu sua influência pelo centro e Syltharion consolidou os territórios do sudeste. Oryndalis, Veluthar e Thalmyrion preservaram enorme prestígio histórico, porém perderam população, jurisdições ou protagonismo político.


O desaparecimento das fadas

Há aproximadamente dois mil anos, as fadas abandonaram Aetheryon. Antes de partir, anunciaram profecias relacionadas à queda da ilha e a uma peregrinação para Avalon.

O desaparecimento deixou:

  • bairros vazios;
  • pontes sem guardiões;
  • pactos sem uma das partes;
  • observatórios incompletos;
  • jardins que continuam obedecendo ordens antigas;
  • dúvidas sobre a história das Mouras.

A lenda A Lua que Titania Deixou de Ver é uma das narrativas associadas à origem das Mouras e às antigas tradições celestes. Historiadores tratam o conto como mito; algumas famílias preservam fragmentos que parecem anteriores aos reinos élficos.


O primeiro contato

No sexto dia de Elio de 864 E.A., correspondente ao ano 147.325 E.E., o Plákido atracou em Syltharion.

O acontecimento surpreendeu os dois lados. Os viajantes de baixo acreditaram inicialmente ter alcançado Avalon. Muitos elfos interpretaram a embarcação como retorno de uma expedição perdida, manifestação feérica ou sinal das profecias.

Seis anos de negociações levaram à abertura comercial de 870 E.A. Syltharion tornou-se o principal ponto de entrada de estrangeiros, enquanto Ithariel recebeu embaixadas, arquivos traduzidos e missões políticas.

O contato provocou debates sobre:

  • tecnologia;
  • comércio;
  • migração;
  • longevidade e ritmo político;
  • religiões estrangeiras;
  • segurança das rotas;
  • natureza do próprio mundo.

Unificação de Arvandar

Em 2 de Marigur de 147.405 E.E., equivalente a 1 de Florio de 944 E.A., as antigas coroas reconheceram Caelen I Maeryndor como Alto Rei. A Unificação de Arvandar foi diplomática e preservou títulos, conselhos e autonomias regionais.

Ithariel tornou-se capital do novo Estado. Syltharion manteve privilégios comerciais e sua antiga dinastia foi ligada aos Maeryndor pelo casamento de Selussa de Syltharion com Haelyndor Maeryndor.

As demais capitais históricas receberam garantias próprias:

  • Veluthar preservou comando regional sobre a defesa ocidental;
  • Oryndalis manteve autoridade técnica sobre as grandes águas;
  • Thalmyrion conservou seus observatórios e arquivos celestes;
  • antigos títulos reais permaneceram como dignidades subordinadas à Coroa.

Essas garantias foram registradas nas Cinco Cartas e são defendidas pelo Conselho das Cinco Coroas. Ele representa os territórios históricos, enquanto o Conselho das Folhas Antigas dá voz a linhagens, escolas, arquivos e instituições tradicionais. As principais disputas contemporâneas entre abertura, autonomia, defesa e renovação são descritas em Facções políticas de Arvandar.


As doze grandes cidades

CidadePopulação aproximadaPosição e função atual
Ithariel430.000Capital política, arcana e documental
Syltharion360.000Principal porto aéreo, centro comercial e diplomático
Oryndalis230.000Centro fluvial, agrícola e jurídico das águas
Elandrion175.000Entreposto oriental e centro de transporte
Veluthar170.000Fortaleza ocidental e centro de estudos dos ventos
Mirathen155.000Passagem montanhosa, cristais e engenharia
Feyndaril135.000Cidade florestal, cultivo vivo e ervas
Veylothen135.000Vales orientais, defesa e produção agrícola
Seralyth120.000Jardins sagrados, artes e formação religiosa
Caelthir115.000Cidade histórica da borda sul e centro arqueológico
Thalmyrion105.000Observatórios, astronomia e memória da terceira lua
Orvalis100.000Cidade das névoas, cura e manejo das águas setentrionais

Ithariel e Syltharion são atualmente as cidades mais importantes por ampla margem. A primeira concentra Coroa, conselhos e instituições continentais; a segunda controla o contato material com o mundo inferior.

Oryndalis, Veluthar e Thalmyrion mantêm prestígio como antigas capitais, mas já não disputam em igualdade o comando político do continente.


Economia

Aetheryon produz alimentos, tecidos vivos, ervas, instrumentos mágicos, cristais trabalhados, obras de arte e conhecimento especializado. Sua economia foi durante eras voltada ao consumo interno e à preservação, não à exportação em massa.

Após o contato, aumentou a procura por:

  • cristais de mana;
  • sementes élficas;
  • medicamentos;
  • mapas celestes;
  • objetos antigos;
  • técnicas de cultivo vivo;
  • serviços de magos e arquitetos.

O Alto Reino restringe itens capazes de ameaçar ecossistemas ou segurança mágica. Syltharion fiscaliza a maior parte das cargas estrangeiras, enquanto Ithariel controla licenças de conhecimento e artefatos.

Aetheryon importa metais comuns, determinados cereais, papel barato, ferramentas produzidas em escala e bens que os elfos poderiam fabricar, mas demorariam gerações para produzir em quantidade.


Transporte

Dentro da ilha, o deslocamento ocorre por:

  • rios navegáveis;
  • estradas arborizadas;
  • pontes vivas;
  • plataformas movidas por cristais;
  • montarias terrestres e aladas;
  • pequenos navios celestes.

Rotas antigas convergem em Ithariel e Oryndalis. Syltharion possui a maior infraestrutura para embarcações capazes de atravessar o Mar de Nuvens. Veluthar opera portos menores voltados às ilhas ocidentais, e Thalmyrion mantém plataformas de observação, não um porto comercial de grande escala.

Viagens são seguras nas rotas principais, mas florestas antigas e ruínas da Guerra dos Quinze Reis ainda alteram caminhos.


Sociedade e identidade regional

Os habitantes reconhecem-se como elfos de Aetheryon e, desde 944 E.A., como súditos de Arvandar. Isso não eliminou identidades locais.

Uma pessoa pode considerar-se simultaneamente:

  • cidadã de uma cidade;
  • integrante de uma antiga esfera real;
  • membro de uma linhagem;
  • devota de determinada tradição;
  • habitante de Arvandar.

Ithariel associa-se a administração e erudição; Syltharion, a abertura e comércio; Veluthar, a vigilância; Oryndalis, a manutenção das águas; Thalmyrion, a contemplação celeste.

Estereótipos regionais são comuns e frequentemente antigos o bastante para ter perdido a origem.


Magia

Magia faz parte da infraestrutura e da vida cotidiana, mas não é ilimitada. Cristais precisam ser mantidos, encantamentos deterioram-se e grandes obras dependem de redes de especialistas.

Os elfos distinguem entre:

  • magia pessoal;
  • encantamentos urbanos;
  • pactos com lugares;
  • correntes naturais de mana;
  • obras relacionadas à sustentação continental.

Interferir na última categoria sem autorização é um dos crimes mais graves de Arvandar.

Cada antiga capital preserva uma tradição associada aos Cinco Reis Magos, embora nenhuma detenha monopólio absoluto sobre sua escola.


Defesa

A posição elevada protege Aetheryon de exércitos convencionais, mas cria vulnerabilidades próprias. Portos aéreos, cristais de sustentação e correntes de mana são alvos estratégicos.

A defesa combina:

  • guardas urbanas;
  • forças das antigas coroas;
  • magos especializados;
  • criaturas aéreas;
  • barreiras de vento;
  • torres de observação;
  • navios celestes.

Veluthar protege o oeste, Syltharion o principal acesso sudeste, Thalmyrion observa o norte e Ithariel coordena resposta continental. A baixa natalidade leva comandantes a evitar perdas e priorizar contenção, ilusão e neutralização precisa.


Religião e céu

O Panteão Élfico organiza grande parte da vida ritual. Sol, luas, estrelas e ciclos naturais possuem importância simbólica mesmo quando não são tratados como divindades.

Antigas lendas afirmam que Titania, Selis e Doran são fadas celestes e que o céu já possuiu uma terceira lua. A maioria dos estudiosos modernos considera essas narrativas teologia ou cosmologia poética. Observatórios de Thalmyrion preservam registros difíceis de conciliar com essa posição.

Festas variam conforme cidade e estação. Cerimônias de Ithariel enfatizam memória e unidade; Syltharion celebra o contato; Oryndalis marca cheias e abertura de canais; Veluthar honra vigias; Thalmyrion realiza longas observações em silêncio.


Aetheryon em 947 E.A.

No ano 947 E.A., correspondente a 147.408 E.E., Aetheryon vive sua transformação mais rápida em milênios.

O Alto Reino existe há três anos. Ithariel tenta transformar antigas soberanias em instituições comuns. Syltharion cresce com comércio e estrangeiros. As demais capitais históricas negociam seu lugar numa ordem dominada pelas duas cidades.

Ao mesmo tempo:

  • profecias sobre a queda retornam ao debate;
  • ilhas menores apresentam oscilações;
  • isolacionistas culpam o contato exterior;
  • jovens elfos exigem reformas;
  • cidades antigas percebem que o tempo político acelerou;
  • o mundo abaixo das nuvens deixou de ser uma abstração.

Aetheryon continua bela, fértil e aparentemente estável. Essa aparência é parte de sua força e de seu perigo. Um povo capaz de planejar edifícios para durar dez mil anos encontra dificuldade em aceitar que certas decisões talvez precisem ser tomadas antes do próximo amanhecer.