Acordos do Primeiro Cais
Os Acordos do Primeiro Cais foram o conjunto de tratados firmados em 870 E.A. que estabeleceu o comércio livre controlado entre os antigos reinos de Aetheryon e diferentes Estados de Bravória.
Receberam esse nome por terem sido concluídos no Cais do Primeiro Horizonte, em Syltharion, onde o Plákido atracara seis anos antes.
Negociações
Entre 864 e 870, cada viagem exigia autorização específica. Não existiam regras comuns para quarentena, tarifas, permanência de estrangeiros ou responsabilidade por acidentes.
A Quarentena das Flores Cinzentas demonstrou que improvisação não seria suficiente. Mercadores pressionavam por abertura, enquanto autoridades élficas exigiam controle sobre objetos e organismos trazidos das terras abaixo.
Os acordos resultaram de compromissos separados, não de uma única conferência harmoniosa.
Disposições
Os tratados permitiram comércio regular e estabeleceram:
- registro obrigatório de embarcações;
- inspeção de cargas e passageiros;
- quarentena biológica e mágica;
- autorização para mercadores e estudiosos;
- tarifas reconhecidas previamente;
- retorno de objetos cuja exportação fosse proibida;
- responsabilidade dos capitães por inventários falsos.
Syltharion recebeu o monopólio inicial da inspeção de embarcações estrangeiras em Aetheryon.
Limites
“Livre-comércio” não significava circulação irrestrita. Certos cristais, sementes, armas, textos arcanos e artefatos permaneceram controlados. Estrangeiros não adquiriram automaticamente direito de residência ou propriedade.
Além disso, cada reino élfico preservou autoridade para negociar condições adicionais. A fragmentação produziria décadas de disputas e oportunidades de arbitragem.
Consequências
Auramar tornou-se uma das principais portas de entrada para produtos élficos. Syltharion cresceu rapidamente e desenvolveu bairros dedicados a estrangeiros, oficinas e comércio.
Os controles também incentivaram contrabando. A prática de manter uma segunda lista de cargas omitidas daria origem ao Mercado do Segundo Inventário.
Os Acordos permaneceram válidos após a Unificação de Arvandar e foram reconhecidos pela Pax Bravori-Theryan.