Nielsen IV Niallach-Aurenaigh
Nielsen IV Niallach-Aurenaigh foi o Alto Rei que realizou a segunda unificação de Eirval. Em 356 E.A., restaurou militarmente a autoridade continental; dois anos depois, aceitou a Concordata de Nielsen, acordo que preservou a Coroa ao limitar sua intervenção sobre os Estados.
Sua memória permanece dividida entre a imagem do reunificador e a do soberano cuja vitória quase provocou outra guerra civil.
A fragmentação de Eirval
Antes de Nielsen, a Casa Niallach-Aurenaigh conservava o título de Alto Rei, a moeda e parte das instituições comuns, mas não controlava o governo cotidiano dos grandes Estados.
Pedágios, disputas sucessórias e rivalidades militares demonstravam a utilidade da Coroa, enquanto antigas tentativas de centralização faziam os governantes regionais temerem qualquer restauração de autoridade.
A segunda unificação
Nielsen reuniu forças e, em 356 E.A., restaurou:
- mobilização militar comum;
- administração continental;
- obediência formal dos Estados;
- determinados tributos da Coroa;
- presença de tropas e agentes reais.
O Ducado de Aerndal apoiou sua campanha e posteriormente reivindicou o lugar de primeiro conselheiro da Coroa. Outros Estados aceitaram a reunificação apenas quando a vitória real pareceu inevitável.
A crise da vitória
Nielsen tentou conservar fiscais, soldados e administradores nos territórios reunificados. Governantes que haviam aceitado sua precedência passaram a temer ocupação permanente, perda de leis locais e apropriação de recursos.
Uma nova guerra tornou-se provável. A vitória militar havia reunido Eirval, mas não fornecia uma ordem capaz de manter essa unidade sem repressão constante.
A Concordata
Auxiliado por um conselheiro cuja identidade não foi preservada com segurança, Nielsen aceitou uma solução de compromisso em 358 E.A.
A Concordata reconheceu:
- a dignidade hereditária do Alto Rei;
- a autonomia interna dos Estados;
- poderes continentais limitados;
- confirmação real de títulos e sucessões;
- uma corte comum;
- renovação periódica de juramentos.
O acordo encerrou a segunda unificação como campanha e iniciou a forma atual do Alto Reino de Eirval.
Legado
Nielsen IV demonstrou que Eirval podia ser reunida, mas também que a Coroa não conseguiria governá-la como território único. Cada Alto Rei posterior herdou sua contradição: possuir autoridade suficiente para preservar o continente e limites suficientes para não destruí-lo.