O Ducado de Aerndal ocupa as planícies e a costa nordeste de Eirval, incluindo parte do alto curso do Rio Niall. É um território de campos abertos, criação de cavalos, mercados e estradas que ligam os Montes Brannoch, o litoral e Caer Mertens. Sua capital, Caer Edrin, é o principal centro aristocrático fora do domínio real.

Aerndal apresenta-se como o mais leal defensor da Coroa entre os ducados. Sua governante, Ailis Edrin, apoia as reformas de Mertens VIII Niallach-Aurenaigh, desde que sua casa participe de sua direção. Para ela, um Alto Reino mais forte é desejável — sobretudo se Aerndal ocupar o primeiro lugar ao lado do trono.

“Servir à Coroa é também garantir que ela receba o conselho correto.”


Informações gerais

CampoInformação
CapitalCaer Edrin
GovernoDucado hereditário com assembleia nobiliárquica
GovernanteAilis Edrin
Casa governanteCasa Edrin
LocalizaçãoPlanícies e costa nordeste
Povos mais numerososHumanos, gnomos e halflings
EconomiaCavalos, cereais, tecidos, pedágios, crédito e criação animal
SímboloFalcão dourado sobre um campo azul
CoresAzul-celeste, dourado e vinho
Posição políticaFortemente realista, desde que preserve protagonismo próprio

Geografia e estradas

Aerndal contém algumas das maiores áreas abertas do norte de Eirval. Campos e pastagens estendem-se entre o litoral, o Rio Niall e as primeiras elevações dos Montes Brannoch. A Mata de Aerwyn cobre parte da fronteira meridional e separa antigas propriedades das planícies de Maelora.

As estradas que levam de Caer Mertens às montanhas atravessam o ducado. Pedágios, hospedarias e mercados de animais transformaram circulação em riqueza. A fronteira fluvial com o Domínio de Niallach é movimentada e cuidadosamente fiscalizada.

História

A Casa Edrin aliou-se cedo a Mertens I e recebeu terras por serviço militar. Durante o governo de Bryan, porém, parte da família apoiou a revolta enquanto outro ramo permaneceu com a Coroa. A casa sobreviveu apresentando sua divisão como prova de que sempre haveria um Edrin servindo à ordem legítima.

Aerndal foi o principal aliado de Nielsen IV na reunificação de 356 E.A. e o primeiro a apoiar a Concordata dois anos depois. Desde então, seus duques reivindicam o papel informal de Primeiros Pares de Eirval, título honorífico jamais reconhecido de maneira definitiva.

Governo e sociedade

A duquesa governa com o Salão dos Estandartes, assembleia das casas proprietárias, cidades e comandantes de cavalaria. O órgão pode atrasar impostos e mobilizações, mas a Casa Edrin controla grande parte de seus votos por alianças matrimoniais e dívidas.

Aerndal valoriza equitação, oratória, genealogia e presença pública. Torneios funcionam como celebrações, recrutamento e negociação política. Abaixo da elegância cortesã existe forte desigualdade entre grandes propriedades e comunidades arrendatárias.

Religião

Caerwyn, Aodhrán, Bláirenn e Fisdia são comuns entre as casas aristocráticas, enquanto cultos de Coillena e Meryan acompanham agricultores e criadores. O sincretismo é institucionalizado em cerimônias de juramento e casamento.

Templos de Aodhrán mantêm genealogias utilizadas em disputas sucessórias. A proximidade entre arquivo religioso e poder nobre provoca debates sobre quais memórias recebem proteção.

Economia e forças

Aerndal produz cavalos, lã, cereais, couro e tecidos. Casas de crédito de Caer Edrin financiam colheitas e competem com instituições de Caer Mertens.

Os Estandartes de Edrin formam a maior cavalaria ducal da ilha. Seus guerreiros não possuem automaticamente a dignidade de cavaleiros de Eirval, exclusiva da Coroa, distinção que alimenta rivalidade e desejo de reconhecimento.

Relações com os outros Estados

  • Niallach: aliado preferencial e rival inevitável. Aerndal quer uma Coroa forte o bastante para proteger o comércio, mas permeável à influência de Caer Edrin.
  • Ardcarra: controla nascentes essenciais às terras do norte. Créditos aerndalianos financiam obras nos vales, criando ressentimento e dependência.
  • Maelora: parceiro militar e concorrente na criação de cavalos. Uma aliança entre os dois formaria o maior bloco terrestre de Eirval.
  • Lioscair: recebe empréstimos para armazenagem e recuperação de safras; suas assembleias contestam juros e execução de garantias.
  • Tírnavar: transporta manufaturas e negocia crédito naval, mas resiste a deixar seus portos nas mãos de casas financeiras do norte.

Relação com Mertens VIII

Ailis defende a Paz das Estradas, uma frota comum e reuniões mais frequentes da Corte Geral de Eirval. Propõe que a Coroa crie um conselho permanente — presidido, naturalmente, por alguém de Aerndal.

Seu apoio é valioso e perigoso. Se Mertens aceitar demais, parecerá governado pela Casa Edrin; se recusá-la, poderá perder o Estado mais disposto a fortalecer o trono.

Aerndal em 947 E.A.

A duquesa prepara um grande torneio em honra ao novo rei. Oficialmente, deseja celebrar a unidade. Na prática, pretende obter títulos de cavalaria para seus comandantes e apoio real a uma reforma de pedágios favorável ao norte.

Todas as casas de Eirval enviarão representantes. O torneio poderá inaugurar a coalizão de Mertens ou revelar que Aerndal deseja transformar a Coroa numa extensão de seus próprios interesses.