Dúnvar é a capital do Ducado de Maelora, erguida nas planícies do sudeste de Eirval, entre a Mata de Aerwyn, o Rio Niall e a costa meridional. A cidade nasceu como fortaleza de armazenamento e ainda se organiza ao redor de muralhas, celeiros elevados, pátios de treinamento e canais de drenagem.

Dúnvar não procura a elegância de Caer Edrin nem o cosmopolitismo de Caer Mertens. Seu prestígio vem da capacidade de alimentar, abrigar e mobilizar dezenas de milhares de pessoas. Em Maelora, logística é tratada como forma de governo.

“Uma muralha protege a cidade por uma noite; um celeiro bem guardado protege o ano inteiro.”


Informações gerais

CampoInformação
EstadoDucado de Maelora
LocalizaçãoPlanícies do sudeste
População estimada118.000 habitantes
GovernanteCormac Maelor
Governo localMagistratura dos Celeiros
Instituição estadualConselho dos Celeiros
Principais atividadesCereais, cerâmica, couro, administração militar e transporte
ApelidoFortaleza dos Campos

A fortaleza agrária

Dún Maelor ocupa o centro da cidade. Ao seu redor, sucessivos bairros reúnem celeiros, mercados, quartéis, oficinas e residências. Canais largos conduzem chuvas para reservatórios e campos inferiores.

Armazéns são construídos em pedra, madeira elevada e compartimentos separados. Cada distrito mantém reservas próprias para impedir que incêndio, cerco ou decisão política controle todo o abastecimento.

Ruas principais foram dimensionadas para carroças de grão e formações militares. Nos períodos de colheita, horários diferentes separam circulação de carga, moradores e tropas.

História urbana

O primeiro forte protegia reservas compartilhadas por comunidades das planícies. A Casa Maelor surgiu entre comandantes responsáveis por impedir saque e organizar distribuição durante guerras anteriores à unificação.

Mertens I reconheceu o ducado em troca de abastecimento e tropas. Séculos depois, a tentativa de Bryan de confiscar sementes reservadas levou Maelora à revolta. Desde então, suas leis proíbem retirar a totalidade dos estoques de qualquer comunidade, inclusive em guerra.

Dúnvar cresceu durante o longo governo de Cormac Maelor. Novos diques, quartéis e depósitos aumentaram a capacidade do ducado, mas também concentraram decisões no duque e nos oficiais que hoje disputam sua sucessão.

Distritos

Dún Maelor

A fortaleza central abriga residência ducal, salas de comando, arquivos e pátios de juramento. Sua arquitetura é austera, com corredores largos para mensageiros e depósitos de emergência em cada ala.

O salão principal possui mapas agrícolas ao lado dos militares. Nenhuma campanha é discutida sem indicar estradas, água, dias de marcha e consumo de alimento.

Círculo dos Celeiros Altos

Grandes armazéns públicos formam um anel descontínuo ao redor da fortaleza. Passarelas elevadas permitem inspeção sem abrir depósitos inteiros.

Cada celeiro possui três registros: quantidade declarada, reserva mínima e responsáveis pelas chaves. Diferenças entre eles iniciam auditoria antes que alguém seja acusado de roubo.

Praça da Primeira Colheita

Mercado, espaço cerimonial e ponto de distribuição. A primeira carga de cada grande colheita é apresentada publicamente, examinada e dividida entre semente, reserva, tributo e comércio.

Em anos de abundância, a praça recebe mesas e demonstrações militares. Em anos ruins, torna-se lugar de anúncio de racionamento e negociação entre distritos.

Bairro dos Campos Armados

Quartéis, hospitais, arsenais e escolas de engenharia ocupam a parte oriental. Soldados treinam para combate, construção de diques, evacuação e resposta a incêndios.

O bairro apoia amplamente Darach Maelor, que representa continuidade de comando. Nem todos os oficiais desejam conflito sucessório, mas muitos temem perder posição sob uma administração ligada aos portos.

Bairro das Barcas e Carroças

Transportadores, construtores, tratadores e mercadores ocupam a saída para Cuan Niall. Registros acompanham cargas desde os celeiros até o estuário.

É o principal núcleo de apoio a Eira Maelor, cuja reorganização dos diques e armazéns portuários reduziu perdas. Trabalhadores também temem que seus acordos aproximem demais Maelora da administração real.

Jardim das Sementes Guardadas

Templo compartilhado de Bláirenn, Coillena e Dubhena, além de arquivo agrícola. Variedades de sementes são mantidas em depósitos pequenos e separados para sobreviver a praga, incêndio ou erro de manejo.

Retirar sementes do jardim exige consentimento religioso, técnico e comunitário. Nem mesmo o duque pode utilizá-las apenas para cobrir déficit comercial.

Bairro dos Oleiros

Ceramistas produzem recipientes de armazenamento, telhas, tubos de drenagem e utensílios. Marcas de oficina permitem rastrear falhas em grandes lotes.

O bairro demonstra que a força agrícola depende de atividades urbanas pouco celebradas. Um recipiente defeituoso pode destruir alimento suficiente para sustentar uma companhia inteira.

Instituições

  • Dún Maelor: residência ducal, arquivo e centro de comando;
  • Conselho dos Celeiros: assembleia de comandantes, produtores, cidades e comunidades;
  • Magistratura dos Celeiros: governo municipal e fiscalização de reservas;
  • Inspetoria das Três Medidas: verifica quantidade, qualidade e reserva mínima;
  • Quartel dos Campos: comando do Exército dos Campos;
  • Jardim das Sementes Guardadas: templo e reserva contra calamidades;
  • Casa dos Diques: coordena drenagem, enchentes e obras de campo;
  • Pátio das Carroças Contadas: registra transporte entre Dúnvar, Cuan Niall e as propriedades.

Governo municipal

A Magistratura dos Celeiros administra mercados, canais, incêndios, higiene, construção e estoques urbanos. Seus magistrados precisam publicar relatórios antes de cada plantio e colheita.

O Conselho dos Celeiros representa todo o ducado e autoriza mobilizações, tributos de emergência e uso das grandes reservas. Comandantes possuem influência, mas produtores, cidades e comunidades podem bloquear requisições que ameacem sementes ou sobrevivência local.

Cormac governa com rapidez e disciplina. A eficiência manteve a cidade estável; também deixou procedimentos que dependem de sua decisão pessoal quando o conselho se divide.

Economia e circulação

Dúnvar administra cereais, carne, couro, cerâmica, materiais de construção e transporte terrestre. A maior parte das exportações segue pelo Rio Niall até Cuan Niall ou Caer Mertens.

A capital depende de madeira de Nemedra, metal de Ardcarra, crédito de Aerndal e navios de Tírnavar. Lioscair fornece sementes, frutas, conhecimento de conservação e redundância em anos de colheita ruim.

Seu poder econômico está na regularidade. Caer Mertens pode pagar mais por uma carga urgente, mas Dúnvar decide quantas cargas continuarão chegando ao longo de todo o inverno.

Lei das reservas

Toda comunidade deve manter estoques separados para:

  • semente;
  • alimentação local;
  • emergência;
  • tributo;
  • comércio.

As três primeiras categorias não podem ser requisitadas integralmente. Alterar rótulos, misturar grão doente ou vender reserva de semente é tratado como ameaça pública.

Em crise, a autoridade pode impor distribuição e limitar preços, mas precisa registrar duração, quantidade e comunidades afetadas. Medidas de emergência expiram após a colheita seguinte se o Conselho não as renovar.

Sociedade e cultura

Maelorianos valorizam trabalho público, disciplina e capacidade de sustentar outras pessoas. Prestígio militar depende tanto de vencer combate quanto de trazer uma companhia inteira de volta alimentada.

Festivais agrícolas incluem exercícios de incêndio, defesa e reparo de diques. A primeira colheita honra simultaneamente Bláirenn, Caerwyn, Coillena e Dubhena.

Refeições públicas acompanham decisões sobre reserva. Quem defende reduzir porções deve comer a mesma medida que propõe aos demais enquanto a regra estiver em vigor.

Defesa

O Exército dos Campos combina infantaria, arqueiros e unidades de engenharia. Quartéis mantêm carroças, ferramentas e reservas suficientes para responder rapidamente a invasão ou enchente.

Dúnvar possui muralhas fortes, fossos drenáveis e campos de aproximação abertos. Celeiros distribuídos permitem resistir mesmo que parte da cidade seja tomada.

A maior ameaça não é incapacidade militar, mas divisão de comando. Se oficiais reconhecerem pretendentes diferentes, a estrutura criada para mobilizar Maelora poderá organizar dois exércitos rivais com igual eficiência.

Dúnvar em 947 E.A.

O envelhecimento de Cormac tornou a sucessão o centro da vida política. O duque favorece Eira Maelor, administradora ligada a Cuan Niall; muitos oficiais apoiam Darach Maelor, comandante de prestígio e parentesco defensável.

As principais tensões são:

  • Eira controla redes de transporte e possui apoio de administradores e comerciantes;
  • Darach reúne oficiais que temem perda de autonomia militar;
  • ambos acusam o outro de utilizar abastecimento para comprar lealdade;
  • inventários de alguns celeiros apresentam diferenças pequenas, porém sistemáticas;
  • casas de Aerndal oferecem crédito aos dois lados;
  • Caer Mertens depende dos grãos e precisa evitar aparência de chantagem;
  • a confirmação sucessória pertence ao Alto Rei;
  • a Paz das Estradas exige cooperação de Maelora sem entregar seu exército à Coroa.

Os celeiros estão cheios, as tropas disciplinadas e as estradas funcionando. Justamente por isso a crise é perigosa: cada facção possui recursos suficientes para acreditar que pode vencer rapidamente. Dúnvar precisa transformar sua eficiência institucional em continuidade política antes que ela se torne capacidade para uma guerra sucessória.