A Paz das Estradas é a principal proposta política de Mertens VIII Niallach-Aurenaigh em 947 E.A. O projeto pretende reduzir pedágios arbitrários, proteger pontes e permitir cooperação contra salteadores sem transformar cavaleiros reais numa força de ocupação.

O texto ainda é uma proposta. Cada Estado apoia seus objetivos gerais e tenta limitar as cláusulas que alcançam o próprio território.

Problemas que motivaram o acordo

As rotas de Eirval atravessam diferentes leis, pedágios e autoridades. Um viajante pode pagar várias vezes pela mesma carga, enquanto criminosos cruzam uma ponte e alegam estar fora da jurisdição que os perseguia.

Os principais problemas são:

  • pedágios sem padrão ou aviso;
  • pontes mantidas por uma margem e cobradas pela outra;
  • salteadores protegidos por fronteiras;
  • peregrinos impedidos de alcançar santuários;
  • mercadorias retidas durante disputas nobiliárquicas;
  • ausência de regras comuns para perseguição;
  • estradas abertas sobre terras sagradas ou comunitárias sem consulta.

O projeto real

O rascunho possui sete partes.

Tabela de pedágios

Cada Estado preserva o direito de cobrar, mas deve publicar valores, justificar categorias e aceitar recibos reconhecidos nas rotas participantes.

Dever de manutenção

Quem arrecada numa ponte ou estrada assume responsabilidade por reparos, sinalização e abrigo emergencial.

Crimes de caminho

Assalto, destruição deliberada de ponte, falsificação de salvo-conduto e ataque a hospedaria reconhecida passam a receber definição comum.

Mandado de travessia

Um magistrado local ou real pode emitir mandado permitindo perseguição além da fronteira. A autoridade que entra deve informar o Estado atravessado e aceitar acompanhamento local.

Perseguição urgente

Diante de crime de caminho recente, uma patrulha pode atravessar a fronteira antes de receber resposta, mas deve parar após três dias ou ao alcançar fortificação, porto, clareira protegida ou terra comunitária com restrição própria.

Casas neutras

Santuários de caminho, hospedarias juramentadas e postos de socorro podem receber proteção comum. Utilizá-los para prender hóspede sem apresentar acusação reconhecida constitui violação da Paz.

Revisão

O acordo seria revisto pela Corte Geral de Eirval depois de oito anos. Nenhuma prerrogativa temporária se tornaria permanente automaticamente.

Posição dos Estados

Niallach

Deseja regras uniformes e capacidade real de agir quando autoridades locais protegem criminosos ou demoram deliberadamente.

Aerndal

Apoia a proposta e deseja transformá-la no primeiro passo para um conselho permanente. Também procura preservar receitas das grandes estradas do norte.

Ardcarra

Aceita mandados nas regiões baixas, mas exige proibição absoluta de entrada automática em fortalezas, minas e reservatórios.

Nemedra

Exige que os Pactos de Clareira prevaleçam sobre qualquer mapa real. Uma estrada não pode adquirir direito de existir apenas porque viajantes começaram a utilizá-la.

Lioscair

Aceita cooperação desde que patrulhas respondam às leis comunitárias e não transformem hospitalidade em obrigação de alojar forças armadas.

Tírnavar

Apoia padronização terrestre, mas quer que portos e navegação sejam negociados separadamente. Teme que registros de carga criados para combater salteadores se tornem controle real das tarifas marítimas.

Maelora

Deseja estradas seguras para alimentos e tropas. Recusa qualquer cláusula que permita à Coroa requisitar estoques ou comandar o Exército dos Campos sem decisão própria ou guerra continental reconhecida.

A maioria possível

Niallach e Aerndal formam o núcleo favorável. Maelora tende a apoiar em troca de garantias militares e atenção à sucessão. Lioscair pode oferecer a quarta bandeira se obtiver controle comunitário sobre patrulhas.

Uma aprovação com esses quatro Estados seria legal, mas deixaria o norte montanhoso, a floresta central e os portos ocidentais parcialmente fora da execução prática.

Mertens procura um texto capaz de receber ao menos cinco bandeiras e converter a sexta oposição em abstenção.

Importância histórica

Se aprovada, a Paz será a primeira grande ampliação coordenada da atuação real desde a Concordata de Nielsen.

Se fracassar, demonstrará que a Coroa consegue reunir Eirval para cerimônias e sucessões, mas não para resolver um problema que todos reconhecem.