O Ducado de Maelora ocupa as planícies e o litoral sudeste de Eirval, alcançando a foz do Rio Niall e as estradas meridionais. É um território agrícola, populoso e militarmente organizado, responsável por grande parte dos cereais, animais e contingentes de infantaria que abastecem o leste da ilha.
Maelora é governada por Cormac Maelor, veterano e defensor declarado de Mertens VIII Niallach-Aurenaigh. O duque deseja uma Coroa capaz de impedir guerras entre Estados e confirmar a sucessão de sua casa. Em troca, espera que Mertens reconheça a autonomia do exército maeloriano e escolha como herdeira a candidata apoiada pelo duque.
“A unidade protege a colheita; a autonomia decide quem a cultiva.”
Informações gerais
| Campo | Informação |
|---|---|
| Capital | Dúnvar |
| Governo | Ducado hereditário militar e agrário |
| Governante | Cormac Maelor |
| Casa governante | Casa Maelor |
| Localização | Planícies e litoral sudeste |
| Povos mais numerosos | Humanos e halflings, com comunidades anãs e estrangeiras |
| Economia | Cereais, criação animal, couro, cerâmica, transporte fluvial e construção |
| Símbolo | Touro negro diante de um sol vermelho |
| Cores | Vermelho, negro e trigo |
| Posição política | Realista em defesa e sucessão, autonomista no comando militar |
Geografia
Maelora possui campos mais abertos que o centro e o oeste de Eirval. O Rio Niall atravessa sua fronteira norte e desemboca em Cuan Niall, principal porto agrícola do ducado. Estradas conectam Dúnvar, o estuário e a costa meridional.
Chuvas garantem fertilidade, mas também provocam enchentes. Diques e celeiros elevados são parte essencial da paisagem. A expansão dos campos sobre a Mata de Aerwyn gera conflitos com templos, comunidades locais e guardiões de Coillena.
História
A Casa Maelor surgiu de comandantes responsáveis por proteger celeiros durante as guerras anteriores à primeira unificação. Mertens I reconheceu seu ducado em troca de tropas e abastecimento.
Maelora apoiou a revolta contra Bryan apenas depois que tributos reais começaram a confiscar sementes reservadas. Desde então, suas leis proíbem retirar a totalidade dos estoques de uma comunidade, mesmo em guerra.
Durante a reunificação de Nielsen IV, o ducado permaneceu neutro até a vitória real parecer provável. A prudência preservou suas terras e criou uma reputação de lealdade calculada.
Governo e sucessão
O duque governa com o Conselho dos Celeiros, composto por comandantes, grandes produtores, cidades e representantes de comunidades agrícolas. O conselho autoriza mobilizações e administra reservas de emergência.
Cormac não possui filhos reconhecidos. Dois ramos da Casa Maelor disputam a sucessão: sua sobrinha Eira Maelor, administradora dos portos, e seu primo Darach Maelor, comandante militar. O duque favorece Eira, mas parte do exército prefere Darach.
A confirmação final caberá ao Alto Rei, tornando a lealdade de Maelora inseparável de seus interesses dinásticos.
Sociedade e religião
Maelorianos valorizam trabalho público, disciplina e capacidade de sustentar outras pessoas. Festivais agrícolas incluem demonstrações militares porque proteger celeiros é considerado parte do cultivo.
Bláirenn, Caerwyn, Coillena e Dubhena são amplamente cultuados. O rito da primeira colheita honra simultaneamente crescimento, proteção e restituição ao solo.
Economia e forças
O ducado exporta cereais, carne, couro, cerâmica e materiais de construção. Caer Mertens depende de seus alimentos, enquanto Maelora depende do porto real para parte do comércio exterior.
O Exército dos Campos combina infantaria, arqueiros e unidades de engenharia. É a maior força terrestre permanente entre os Estados autônomos, embora seus oficiais não recebam automaticamente títulos de cavalaria real.
Relações com os outros Estados
- Niallach: depende dos cereais maelorianos e oferece o porto que escoa os excedentes. A confirmação da sucessão torna essa relação econômica também dinástica.
- Aerndal: parceiro em cavalaria e rival por prestígio militar. Eira favorece cooperação; Darach teme que crédito aerndaliano compre influência entre os oficiais.
- Lioscair: complementa a produção de alimentos e preserva sementes valiosas, mas critica a concentração de terras em Maelora.
- Nemedra: fornece madeira e remédios, enquanto acusa fazendeiros maelorianos de avançar sobre limites antigos da floresta.
- Tírnavar: transporta grãos para mercados externos. Tarifas marítimas e desaparecimentos de navios afetam diretamente os cofres ducais.
Relação com Mertens VIII
Cormac apoia coordenação defensiva, estradas seguras e arbitragem real. Rejeita qualquer comando direto da Coroa sobre tropas maelorianas fora de guerra continental reconhecida pela Corte Geral de Eirval.
Seu apoio a Mertens é sincero, mas condicionado: deseja que o rei confirme Eira como sucessora. Outros Estados observam se o jovem soberano mediará a disputa ou aceitará trocar reconhecimento por soldados.
Maelora em 947 E.A.
O envelhecimento de Cormac torna a sucessão urgente. Eira organiza o abastecimento da capital; Darach reúne oficiais e acusa a prima de depender excessivamente de mercadores reais.
Mertens precisa de Maelora para sustentar a Paz das Estradas. Maelora precisa de Mertens para evitar uma guerra sucessória. Ambos afirmam agir pelo bem de Eirval, mas nenhum pode separar completamente esse bem de sua própria sobrevivência política.