Mar de Nuvens

O Mar de Nuvens é o conjunto de camadas de vapor, tempestades, correntes de ar e concentrações de mana situado ao redor e abaixo da ilha-continente suspensa de Aetheryon. Ele separou os elfos das terras inferiores por mais de cem mil anos e continua sendo uma das regiões mais perigosas para a navegação celeste.

Natureza

O nome sugere uma superfície uniforme, mas o Mar de Nuvens possui profundidade, correntes e zonas distintas. Algumas camadas são claras e navegáveis. Outras escondem tempestades permanentes, gelo, descargas mágicas ou bolsões nos quais instrumentos deixam de funcionar.

Ilhas menores, formações rochosas e destroços podem permanecer suspensos entre as camadas. Sua posição muda conforme correntes de mana e condições climáticas.

Perspectiva élfica

Para os antigos habitantes de Aetheryon, o Mar de Nuvens era fronteira, abismo e prova do isolamento do continente. Expedições alcançavam ilhas próximas, mas descidas profundas raramente regressavam.

O desaparecimento de um dos Cinco Reis Magos e de duzentos acompanhantes, em 93.403 E.E., fortaleceu a convicção de que nada habitável existia abaixo.

A travessia do Plákido

Em 864 E.A., o Plákido tornou-se a primeira embarcação moderna conhecida a atravessar completamente as camadas e alcançar Syltharion vindo de baixo.

A viagem demonstrou que o Mar não era intransponível. As décadas seguintes mostraram que também não se tornaria seguro apenas por ter sido atravessado uma vez.

Travessias dependem de:

  • cartas atualizadas;
  • observação de correntes de mana;
  • instrumentos de altitude;
  • sinais entre embarcações e estações;
  • cascos preparados para gelo e pressão;
  • pilotos certificados para abandonar rotas instáveis.

A Sociedade do Horizonte mantém os registros mais completos. Companhias comerciais possuem mapas próprios, mas informações sobre quedas e perigos devem ser compartilhadas.

Fenômenos conhecidos

Viajantes relatam:

  • tempestades em camadas sobrepostas;
  • inversão de bússolas;
  • sons distantes sem origem visível;
  • estrelas observadas durante o dia;
  • perda da sensação de subida ou descida;
  • névoas que devolvem uma embarcação ao ponto de entrada;
  • correntes capazes de sustentar grandes estruturas por horas.

Nem todo relato corresponde a magia. Desorientação, falta de oxigênio, reflexos e falhas de instrumento explicam muitos casos — mas não todos.

O Mar em 947 E.A.

Rotas antes estáveis começaram a apresentar pequenas mudanças. Ventos surgem fora de época, bússolas apontam para baixo e clarões são observados em regiões sem tempestade.

As autoridades ainda tratam esses casos como problemas de navegação independentes. A Sociedade do Horizonte começou a comparar relatórios com maior cuidado.