Calendários de Basiris

O mundo de Basiris possui diversos sistemas de contagem do tempo, muitos deles associados a tradições religiosas, Estados específicos ou acontecimentos históricos locais.

Os ciclos de Selis e Doran são apresentados em Sobre as luas de Basiris. A divisão sazonal utilizada pelo calendário valdoriano é detalhada em Sobre as estações do ano.

Entre historiadores, o calendário élfico é considerado o sistema mais preciso para o estabelecimento de cronologias extensas. Ele é utilizado pelos elfos do Alto Reino de Arvandar e possui registros que antecedem em milhares de anos a maior parte das civilizações atualmente conhecidas.

O calendário valdoriano, utilizado principalmente em Bravória, Dravória e Eirval, preserva a estrutura do calendário élfico, mas emprega uma contagem de anos e nomes de meses próprios.


Calendário Élfico

O calendário élfico é o calendário mais antigo ainda vigente em Basiris. Ele é composto por doze meses, e suas semanas possuem oito dias, começando sempre por Teracia.

O ano possui exatamente 401 dias. Como esse número deixa resto um quando dividido pelos oito dias da semana, o primeiro dia de cada novo ano ocorre um dia da semana depois do primeiro dia do ano anterior.

O calendário é utilizado primariamente pelo Alto Reino de Arvandar.

Meses

PosiçãoNomeQuantidade de dias
1Fellinor30
2Fevrinor31
3Marigur30
4Aberico45
5Meyur32
6Julingor24
7Gunhendir32
8Luna55
9Suksmaen30
10Oitubir28
11Noveris33
12Delumbro31

O calendário élfico é tão antigo que nem mesmo os elfos contemporâneos conhecem com segurança a origem dos nomes de seus meses.

No meio acadêmico, especula-se que sua estrutura já fosse utilizada antes da Transposição Élfica. Entretanto, não existem registros preservados que permitam determinar quando o calendário foi criado ou qual era o significado original de seus termos.

Dias da semana

AbreviaçãoNome do dia
TERTeracia
QUAQuarnia
QUIQuiracia
SEXSexrincia
SETSetunio
OCLOclineo
PRIPrimor
SECSecunda

A semana começa em Teracia e termina em Secunda.

Como escrever datas

As datas no calendário élfico são escritas da seguinte maneira:

Ano 147408, Quiracia, vigésimo quarto dia de Suksmaen.

Em textos cotidianos, formas abreviadas também podem ser utilizadas, desde que o ano e o mês permaneçam identificáveis.

Festivais élficos

DataCelebraçãoInício
5 de LunaFestival dos Cinco Reis93.202 E.E.
7 de MeyurAelvarion147.325 E.E.
Data variávelÁpice das FadasTradição contínua desde 3.548 E.E.

O Ápice das Fadas acompanha a dupla lua cheia de Selis e Doran e retorna a cada 825 dias. Registros anteriores ao ano 3.548 descrevem uma versão mais rara associada a três luas, mas não preservam dados suficientes para reconstruir suas datas.


Cronologia Élfica

Era Élfica

Ano 1 — Os elfos consideram como início de sua era o ano em que morreram os últimos ancestrais que haviam atravessado diretamente o plano das fadas. A partir desse momento, permaneceram apenas os elfos pertencentes às gerações nascidas depois da Transposição Élfica.

Ano 3548 — Tem início a tradição contínua documentada do Ápice das Fadas. Registros mais antigos descrevem uma celebração semelhante, mais rara e associada a três luas.

Ano 12372 — O primeiro reino élfico conhecido, Ilipharia, é fundado no centro de Aetheryon para organizar rotas, leis e defesas entre comunidades anteriormente ligadas apenas por pactos locais.

Ano 15430 — Tem início o período conhecido como Período dos Quinze Reinos.

Anos 56073–93202 — Ocorre a Guerra dos Quinze Reis, conflito que encerra o período dos Quinze Reinos e dá início ao governo dos Cinco Reis Magos.

Aproximadamente 90000–93202 — A Guerra das Estrelas sobrepõe-se à fase final da guerra interna. Em 5 de Luna de 93.202 E.E., os Cinco Reis expulsam o Povo das Estrelas, encerram formalmente os dois conflitos e celebram o primeiro Festival dos Cinco Reis.

Ano 93403 — Um dos Cinco Reis Magos parte para explorar o Mar de Nuvens acompanhado por um contingente de duzentos elfos. Nenhum integrante da expedição retorna.

Ano 147325 — Em 7 de Meyur, o navio Plákido chega a Aetheryon, estabelecendo o primeiro contato registrado dos elfos com uma civilização mortal externa em mais de cem mil anos. O aniversário passa a ser celebrado como Aelvarion.

Ano 147405 — Em 2 de Marigur, as antigas coroas reconhecem Caelen I Maeryndor como Alto Rei durante a Unificação de Arvandar.


Calendário Valdoriano

O calendário valdoriano utiliza a estrutura do antigo calendário élfico, introduzida em Teramar por Fenmael.

A contagem de seus anos começa no momento em que Auren retirou a espada Alvor da pedra. Esse acontecimento marca o início da chamada Era Aureniana.

Os nomes dos meses foram adaptados para auxiliar agricultores e comunidades rurais na identificação das estações, dos ciclos de cultivo e das atividades esperadas durante cada período do ano.

Os nomes dos dias da semana preservam as mesmas formas utilizadas pelo calendário élfico.

Assim como o calendário élfico, o calendário valdoriano possui:

  • 401 dias por ano;

  • doze meses;

  • semanas de oito dias;

  • Teracia como primeiro dia da semana.

Suas quatro estações possuem limites próprios e não coincidem com a mudança do ano: o inverno começa em Nevaria e termina somente ao fim de Pouparia do ano seguinte. Consulte Sobre as estações do ano.

Os doze meses valdoriano possuem, juntos, 397 dias. Os quatro dias restantes são feriados intercalares, que não pertencem a nenhum mês.

Esses feriados, contudo, continuam pertencendo normalmente ao ciclo semanal. Portanto, a contagem dos dias da semana não é interrompida quando um feriado intercalar ocorre.

Meses

PosiçãoNomeQuantidade de dias
1Descansaria30
2Pouparia31
3Florio30
4Plantio45
5Elio32
6Veron24
7Iricion32
8Coron51
9Denil30
10Colhil28
11Repartil33
12Nevaria31

Dias intercalares

Os quatro dias intercalares não recebem número de mês. Eles são contados separadamente e possuem nomes próprios.

Ordem no anoPosiçãoFeriado
1Entre [[Sobre anos e eras#Calendário ValdorianoDescansaria]] e [[Sobre anos e eras#Calendário Valdoriano
2Entre [[Sobre anos e eras#Calendário ValdorianoVeron]] e [[Sobre anos e eras#Calendário Valdoriano
3Entre [[Sobre anos e eras#Calendário ValdorianoColhil]] e [[Sobre anos e eras#Calendário Valdoriano
4Depois de [[Sobre anos e eras#Calendário ValdorianoNevaria]]

Somados aos 397 dias pertencentes aos meses, os quatro feriados completam os 401 dias do ano valdoriano.


Vigília das Duas Margens

A Vigília das Duas Margens é celebrada entre Descansaria e Pouparia.

A data recorda a Batalha do Patricídio, a destruição dos Campos da Travessia e o cataclismo provocado pela Gênese, que dividiu Teramar nos continentes de Bravória e Dravória.

O feriado homenageia principalmente:

Embora Malrik seja reconhecido como responsável direto pela liberação descontrolada da Gênese, o feriado não é dedicado a ele. Seu foco permanece nas vítimas e na memória compartilhada pelas duas margens.

A interpretação tradicional da posição do feriado no calendário afirma:

Em Descansaria, o povo repousa. Na Vigília, recorda. Em Pouparia, prepara-se para não perder novamente.


Dia da Primeira Coroa

O Dia da Primeira Coroa é celebrado entre Veron e Iricion.

A data recorda a Consagração de Auren, quando o jovem Auren retirou Alvor da pedra no ano 1 da Era Aureniana e partiu com Fenmael.

O nome utiliza “Coroa” em sentido profético. Auren ainda não era rei; o acontecimento foi posteriormente interpretado como o primeiro chamado para a responsabilidade que culminaria na fundação do reino.

As cerimônias costumam enfatizar destino, dever, aceitação de responsabilidade e o começo de jornadas cujos resultados ainda não podem ser conhecidos.

O Dia da Primeira Coroa também é reconhecido em Eirval. Entretanto, sua celebração eirvaliana foi adaptada a uma tradição local e não possui Auren como figura central.


Dia da Mesa Longa

O Dia da Mesa Longa é celebrado entre Colhil e Repartil.

Trata-se de um feriado popular e sazonal associado ao encerramento das colheitas, à divisão dos alimentos e à preparação das comunidades para os períodos mais frios.

A festa recebe esse nome pela tradição de unir diversas mesas menores em uma única mesa comunitária. Famílias, templos, guildas, vizinhos e viajantes compartilham alimentos e bebidas.

Seu significado é tradicionalmente resumido pela ideia de que uma comunidade não pode considerar sua colheita bem-sucedida enquanto parte de seus integrantes permanece com fome.


Noite das Janelas Acesas

A Noite das Janelas Acesas ocorre depois de Nevaria e constitui o último dia do ano valdoriano.

É uma celebração familiar associada ao inverno, à hospitalidade, à troca de presentes e à passagem para um novo ano.

Durante a noite, residências, templos, estalagens e edifícios públicos mantêm luzes acesas em suas janelas. A tradição representa a promessa de que viajantes, pessoas distantes e aqueles que não possuem onde permanecer ainda poderão encontrar um lugar onde sejam recebidos.

Como último dia do ano, a Noite das Janelas Acesas é imediatamente seguida pelo primeiro dia de Descansaria do ano seguinte.


Reconhecimento dos feriados

Os quatro dias intercalares são reconhecidos nos Estados que utilizam o calendário valdoriano, incluindo comunidades de Bravória, Dravória e Eirval.

As tradições e interpretações podem variar entre diferentes regiões. Um mesmo feriado pode possuir caráter histórico, religioso, familiar ou exclusivamente popular, dependendo do Estado em que é celebrado.


Feriados anuais de data fixa

Além dos quatro dias intercalares, o calendário valdoriano registra feriados que ocupam dias normais de seus respectivos meses e se repetem anualmente a partir de acontecimentos históricos específicos.

DataFeriadoPrimeira celebraçãoObservância principal
10 de CoronDia da Sé SagradaAno 4Reconhecido em Bravória e amplamente celebrado em [[Estado Sagrado de Primerânia
19 de NevariaDia do Soberano de TeramarAno 17Comemoração da fundação de Valdória e da tradição de soberania de Auren
6 de ElioFestival da Ascensão CelesteAno 864Celebração da chegada do Plákido a Aetheryon, especialmente importante em [[Principado De Feris

Ao contrário dos dias intercalares, essas celebrações conservam normalmente o número, o mês e o dia da semana de suas datas.


Dias da semana

AbreviaçãoNome do dia
TERTeracia
QUAQuarnia
QUIQuiracia
SEXSexrincia
SETSetunio
OCLOclineo
PRIPrimor
SECSecunda

A semana valdoriana começa em Teracia, assim como a semana élfica.

Os feriados intercalares recebem normalmente um desses dias. Caso, por exemplo, o último dia de um mês seja Quiracia, o feriado seguinte será Sexrincia e o primeiro dia do próximo mês será Setunio.

Como escrever datas

As datas do calendário valdoriano são escritas da seguinte maneira:

Quiracia, 24 de Denil do ano 947.

Nos dias intercalares, o mês é omitido:

Primor, Dia da Primeira Coroa do ano 947.


Era Aureniana

Ano 1 — No Dia da Primeira Coroa, guiado pela voz de Fenmael, Auren retira Alvor da pedra e parte com o mago para um local desconhecido.

Ano 11 — Após dez anos ausente, Auren retorna a Teramar. Em 12 de Colhil, têm início as Guerras Aurenianas.

Ano 17 — As Guerras Aurenianas terminam no Dia da Mesa Longa. Em 19 de Nevaria, Valdória é formalmente fundada, Auren é reconhecido como rei e Morgana como rainha. No mesmo ano, nasce o príncipe Malrik.

Ano 26 — Fenmael retorna a Valdória depois de aproximadamente dez anos. A natureza de Morgana é revelada, resultando em seu banimento da corte.

Ano 28 — Auren desposa Guinevere.

Ano 29 — Nasce a princesa Helena.

Ano 35 — Malrik abandona Valdória, proclama-se legítimo herdeiro do reino e inicia a Guerra de Sucessão Valdoriana.

Ano 36 — Auren e Malrik enfrentam-se na Batalha do Patricídio, nos Campos da Travessia. Ao tentar utilizar Gênese, Malrik perde o controle sobre o poder da arma, provocando o cataclismo que divide Teramar nos continentes de Bravória e Dravória.

A tradição predominante sustenta que Auren derrotou Malrik, mas sucumbiu aos ferimentos pouco depois. Relatos minoritários atribuem a Morgana alguma participação nos momentos finais da batalha, embora nenhuma versão tenha sido comprovada.

Durante os combates da Batalha do Patricídio, no setor próximo ao antigo Estreito das Lágrimas, Selma, a Iluminada é morta.

Ano 37Guinevere alcança Eirval com parte dos sobreviventes da corte valdoriana. As fontes divergem quanto à presença de Helena durante a travessia.

Guinevere estabelece relações com o reino local governado pela família de Nielsen. Tradições bravórias e dravórias afirmam que a própria Guinevere desposou Nielsen, enquanto os relatos eirvalianos atribuem o casamento a Helena. A identidade da mãe de Mertens I permanece desconhecida.

Ano 803Theo Navegante funda Navegaria durante uma expedição ao continente de Kaldren.

Durante a exploração do interior, encontra uma embarcação em uma região distante de qualquer corpo d’água. Incapaz de explicar sua presença, Theo registra a descoberta, mas não consegue determinar a natureza ou a finalidade da estrutura.

Ano 860 — Durante uma expedição para além das rotas conhecidas de Eirval, Hugo Navegante documenta a existência de um continente até então desconhecido pelos cartógrafos bravórios. A nova terra seria posteriormente denominada Hugória em sua homenagem.

Ainda no mesmo ano, após retornar da expedição, Hugo retoma os estudos sobre a embarcação encontrada décadas antes por seu avô, Theo. Ele descobre que o veículo não dependia da água para navegar, tratando-se de um navio capaz de voar.

Embora não compreendesse integralmente suas inscrições e mecanismos, conseguiu restaurar parte de seu funcionamento por meio de sucessivos experimentos.

Ano 863 — No vigésimo sétimo dia de Nevaria, o navio, batizado de Plákido, parte em sua primeira jornada em direção ao céu.

Ano 864 — No sexto dia de Elio, o Plákido atraca em Syltharion, estabelecendo o primeiro contato documentado entre os povos das terras abaixo das nuvens e os elfos de Aetheryon.

Ano 870 — Após anos de negociações, é estabelecido o livre comércio entre os Estados de Bravória e antigos reinos élficos de Aetheryon.

Ano 944 — Aetheryon é unificada sob o Alto Reino de Arvandar. Em 27 de Iricion, durante o Festival da Noite Iluminada, o novo reino e os Estados de Bravória firmam a Pax Bravori-Theryan.


Conversão entre os calendários

A diferença entre a contagem dos anos dos calendários élfico e valdoriano é de 146461 anos.

O ano 1 da Era Aureniana corresponde ao ano 146462 da Era Élfica.

Como os dois calendários possuem exatamente 401 dias, a conversão anual é direta:

Ano élfico − 146461 = ano valdoriano

Ano élficoAno valdoriano
1464621
147325864
147331870

A conversão de dias e meses exige maior cuidado. Embora os dois calendários possuam o mesmo número total de dias, suas divisões mensais são diferentes, e o calendário valdoriano possui quatro dias intercalares.

Para converter uma data completa, é necessário determinar sua posição entre os 401 dias do ano e então localizar o dia correspondente no outro calendário.

Os ciclos de Selis e Doran permanecem contínuos durante essa conversão. Por essa razão, os valores usados para ancorar suas fases são diferentes em cada cronologia, embora datas equivalentes apresentem a mesma fase lunar. Os limites correspondentes das quatro estações podem ser consultados em Correspondência com o calendário élfico.