A política do Alto Reino de Arvandar não se organiza em partidos permanentes. Elfos tendem a formar correntes ao redor de instituições, linhagens, cidades e problemas específicos. Uma mesma pessoa pode apoiar abertura comercial, autonomia regional e reformas sociais sem considerar essas posições contraditórias.

As denominações abaixo são simplificações utilizadas por cronistas e diplomatas.

Unificadores

Defendem instituições continentais fortes, política externa única e integração de defesa, arquivos e infraestrutura.

Sua principal figura é Caelen I Maeryndor, embora nem todos apoiem o ritmo ou os métodos do Alto Rei. Possuem força em Ithariel, na administração nova e entre especialistas que trabalham com problemas que atravessam antigas fronteiras.

Temem que autonomia excessiva recrie cinco Estados incapazes de responder juntos a uma crise.

Autonomistas das Cinco Cartas

Aceitam o Alto Reino, mas consideram as Cinco Cartas limites permanentes à centralização.

São influentes em Syltharion, Oryndalis, Veluthar e Thalmyrion. Não desejam dissolver Arvandar; querem garantir que unidade não signifique administração de todo o continente segundo os costumes de Ithariel.

Sua força vem de governos locais e competências que a Coroa ainda não consegue substituir.

Portas Abertas

Defendem comércio, intercâmbio acadêmico, viagens e relações mais intensas com o mundo abaixo das nuvens.

Comerciantes de Syltharion, jovens estudiosos e parte da diplomacia de Haelyndor formam sua base. Seus adversários acusam-nos de avaliar riscos em décadas quando certas consequências mágicas podem durar eras.

Margem Guardada

Aceita contato exterior, mas exige controle rigoroso sobre circulação, tecnologia, migração e exportação de conhecimentos.

Selussa de Syltharion é frequentemente associada a essa corrente. Seus membros apoiam a Pax, mas rejeitam a ideia de que cooperação obrigue Aetheryon a abrir todos os seus arquivos ou mercados.

Céu Fechado

Considera o primeiro contato o início de uma invasão lenta. Defende restrições severas à presença estrangeira e, em seus setores mais radicais, o fechamento das rotas do Mar de Nuvens.

A corrente não possui comando único. Reúne nobres que perderam influência, religiosos alarmados por profecias, comunidades temerosas de migração e estudiosos preocupados com contaminação mágica.

Alguns atuam apenas por meios legais. Outros estariam dispostos a provocar crises para demonstrar que a abertura fracassou.

Primeiro Broto

Movimento renovador formado por jovens, habitantes sem linhagem reconhecida, ofícios recentes e defensores de maior participação política.

O nome afirma que uma instituição nova não precisa esperar mil anos para ser considerada legítima. O Primeiro Broto exige:

  • assentos consultivos para bairros e profissões recentes;
  • acesso mais amplo à administração;
  • revisão de privilégios hereditários;
  • reconhecimento de estrangeiros residentes;
  • prazos claros para decisões públicas.

Possui entusiasmo e pouca estrutura. Linhagens antigas temem que seja facilmente influenciado por interesses estrangeiros.

Alianças variáveis

Unificadores e Primeiro Broto cooperam em reformas administrativas, mas divergem quando a Coroa concentra poder.

Autonomistas e Céu Fechado votam juntos contra Ithariel, embora discordem profundamente sobre comércio.

Portas Abertas e Margem Guardada defendem a Pax, mas disputam cada tarifa, licença e arquivo.

Essa fluidez torna a política difícil de prever. Uma crise externa pode fortalecer a unidade continental ou oferecer aos isolacionistas a prova que procuram.