O Alto Reino de Arvandar é o Estado que reúne toda a ilha-continente suspensa de Aetheryon e seus povos élficos. Formado em 944 E.A., após um longo processo diplomático conduzido pela Casa Maeryndor, o reino representa a primeira unificação política ampla de Aetheryon desde os períodos mais antigos da história élfica.

Sua capital é Ithariel, antiga sede dos reis Maeryndor e uma das mais antigas cidades ainda habitadas de Basiris.

O soberano atual é Caelen I Maeryndor, que governa Ithariel há 2.076 anos, mas ocupa o título de Alto Rei de Arvandar apenas desde a fundação do Estado unificado.

Arvandar possui aproximadamente 2.700.000 habitantes, dos quais cerca de 98% são elfos. A população restante é composta principalmente por diplomatas, comerciantes, estudiosos, representantes estrangeiros e pequenos grupos de migrantes vindos dos continentes abaixo das nuvens.

Embora seja chamado de reino, Arvandar não pertence à tradição política de Valdória e não reconhece as restrições aurenianas sobre o uso do título real.

“Ithariel já era antiga quando os primeiros reis aprenderam a escrever seus nomes. Arvandar, contudo, nasceu ontem.”


Informações gerais

Nome oficial: Alto Reino de Arvandar
Nome comum: Arvandar
Natureza: Estado élfico unificado
Continente: Aetheryon
Capital: Ithariel
População: aproximadamente 2.700.000 habitantes
Composição populacional: cerca de 98% elfos
Forma de governo: monarquia absoluta consultiva
Dinastia reinante: Casa Maeryndor
Soberano atual: Caelen I Maeryndor
Título do soberano: Alto Rei de Arvandar
Fundação de Arvandar: 944 E.A. / 147.405 E.E.
Religião predominante: Panteão Élfico
Língua oficial: élfico
Principal instituição consultiva: Conselho das Folhas Antigas


O nome Arvandar

O nome Arvandar deriva de uma das figuras mais antigas da tradição élfica.

Segundo os registros religiosos e históricos de Aetheryon, Arvandar, o Primeiro teria sido o primeiro elfo a caminhar pelo mundo depois dos próprios deuses.

As versões sobre sua existência divergem.

Algumas tradições o consideram:

  • o primeiro elfo criado pelos deuses;
  • o líder daqueles que deixaram a Terra das Fadas;
  • o primeiro elfo nascido em Aetheryon;
  • uma figura simbólica que representa todo o povo;
  • uma divindade menor posteriormente reinterpretada como ancestral.

O nome foi escolhido para o Estado unificado por não pertencer exclusivamente a nenhuma cidade, dinastia ou cultura regional de Aetheryon.

Ao adotá-lo, Caelen procurou apresentar a unificação como o reencontro de um povo dividido, não como a simples expansão de Ithariel.


Aetheryon e Arvandar

Aetheryon e Arvandar não são sinônimos.

Aetheryon é a ilha-continente suspensa acima das nuvens, terra natal conhecida dos elfos.

Arvandar é o Estado político formado recentemente dentro desse continente.

Antes da unificação, Aetheryon era dividido entre:

  • reinos;
  • cidades soberanas;
  • domínios familiares;
  • territórios religiosos;
  • comunidades independentes;
  • antigas jurisdições de difícil classificação.

Essas entidades compartilhavam ancestralidade, língua e diversas tradições, mas não reconheciam uma única autoridade política.

O Alto Reino não eliminou completamente essas divisões. Muitos antigos governantes conservaram títulos, terras e instituições locais, desde que reconhecessem a supremacia da Coroa de Arvandar.


Os cinco antigos reinos

A divisão política mais duradoura de Aetheryon surgiu depois da Guerra dos Quinze Reis, encerrada em 93.202 E.E. Cinco soberanos de extraordinário poder mágico estabeleceram um equilíbrio que substituiu os quinze tronos anteriores.

Os Cinco Reis Magos governavam a partir de:

Antigo reinoCapital históricaCidades posteriormente associadasFunção preservada no Alto Reino
Reino de ItharielItharielMirathen e CaelthirCoroa, arquivos, coordenação mágica e política continental
Reino de VelutharVelutharFeyndarilDefesa ocidental, ventos e relações com ilhas menores
Reino de OryndalisOryndalisOrvalis e ElandrionAdministração das águas, transporte fluvial e produção agrícola
Reino de ThalmyrionThalmyrionTerritórios da Coroa SetentrionalAstronomia, profecias e observação das correntes celestes
Reino de SyltharionSyltharionSeralyth e VeylothenComércio exterior, portos aéreos e defesa sudoriental

Os cinco reinos não permaneceram imutáveis. Linhagens terminaram, territórios foram transferidos, cidades conquistaram autonomia e Ithariel ampliou sua influência por meio de tratados. Mesmo assim, essa divisão continua orientando sotaques, costumes, rivalidades e direitos locais.

Na atualidade, Ithariel e Syltharion são de longe os centros mais importantes. Ithariel concentra a autoridade do novo Estado; Syltharion controla o principal acesso ao mundo exterior. Oryndalis, Veluthar e Thalmyrion conservam prestígio histórico e competências próprias, mas não dispõem da mesma população ou influência.

O título de antigo rei ou rainha pode continuar sendo usado como dignidade regional. Nenhuma dessas coroas possui soberania externa ou autoridade superior à do Alto Rei.


A formação do Alto Reino

A unificação de Arvandar foi resultado de um processo gradual.

Durante séculos, a Casa Maeryndor ampliou a influência de Ithariel por meio de:

  • casamentos;
  • tratados;
  • arbitragem de disputas;
  • intercâmbio acadêmico;
  • proteção de rotas;
  • acordos mágicos;
  • reconhecimento religioso.

A etapa final ocorreu depois da intensificação do contato com o mundo abaixo das nuvens e do crescimento de preocupações sobre o futuro de Aetheryon.

A chegada do Plákido, em 864 E.A., já havia demonstrado que o continente não estava sozinho.

Nas décadas seguintes, os reinos élficos precisaram lidar com:

  • expansão do comércio estrangeiro;
  • circulação de novas ideias;
  • presença de diplomatas;
  • migração;
  • disputas sobre tecnologia;
  • temor de interferência externa;
  • antigas profecias sobre a queda de Aetheryon.

Essas pressões fortaleceram a ideia de que os elfos precisavam apresentar uma autoridade comum diante do mundo exterior.


A unificação de 944 E.A.

Em 2 de Marigur de 147.405 E.E., equivalente a 1 de Florio de 944 E.A., os principais soberanos, conselhos e linhagens de Aetheryon reconheceram Caelen I como Alto Rei de Arvandar. A data é lembrada como a Unificação de Arvandar.

O acordo foi alcançado por negociação e adesão política dos antigos reinos.

Sua fase final foi marcada principalmente por:

  • negociações;
  • concessões;
  • garantias de autonomia;
  • reconhecimento de antigos títulos;
  • promessas de proteção;
  • integração de instituições.

Alguns territórios resistiram por mais tempo e aceitaram o novo reino apenas depois de receberem privilégios específicos.

Outros reconheceram Caelen por considerarem a união necessária diante das transformações que alcançavam Aetheryon.

Pequenas comunidades continuam fora da administração direta da Coroa, mas todas integram territorialmente o Alto Reino e reconhecem sua soberania.


Casa Maeryndor

A Casa Maeryndor governava Ithariel muito antes da criação do Alto Reino.

Sua antiguidade, riqueza e prestígio permitiram que se apresentasse como mediadora entre as diferentes sociedades de Aetheryon.

A linhagem afirma descender de companheiros próximos de Arvandar, embora os registros mais antigos misturem história, tradição religiosa e genealogia política.

A força da casa não depende apenas de sua ancestralidade.

Ela controla ou influencia:

  • Ithariel;
  • importantes arquivos;
  • instituições mágicas;
  • rotas antigas;
  • redes diplomáticas;
  • alianças familiares.

A criação do Alto Reino transformou uma dinastia regional na casa soberana de praticamente todo o continente.


Caelen I Maeryndor

Caelen I Maeryndor governa Ithariel há 2.076 anos.

Para os padrões humanos, seu reinado possui antiguidade quase incompreensível. Para os elfos, Caelen ainda é considerado um governante relativamente jovem.

Ele nasceu numa época em que muitas das atuais disputas de Aetheryon ainda não existiam e assumiu o trono de Ithariel antes do início da Era Aureniana.

Sua imagem pública combina:

  • erudição;
  • paciência;
  • habilidade diplomática;
  • interesse pelo mundo exterior;
  • confiança na capacidade de renovação do povo elfo.

Caelen defende que Aetheryon não pode responder às transformações atuais apenas por meio do isolamento.

Essa posição o colocou em conflito com setores tradicionalistas que acreditam que o contato com os povos abaixo das nuvens constitui risco maior que qualquer ameaça externa.


O título de Alto Rei

O título de Alto Rei foi criado para distinguir o governo de Arvandar das antigas coroas regionais.

Caelen não aboliu todos os títulos reais existentes.

Reis, rainhas e soberanos locais que aceitaram a unificação podem continuar utilizando suas antigas dignidades, mas encontram-se subordinados à Coroa de Arvandar.

O Alto Rei possui autoridade sobre:

  • política externa;
  • defesa comum;
  • relações entre os antigos reinos;
  • circulação entre territórios;
  • grandes instituições mágicas;
  • reconhecimento de leis gerais;
  • assuntos que envolvam todo o continente.

Governos locais mantêm autonomia sobre muitos temas internos.


Governo

Arvandar é formalmente uma monarquia absoluta.

A autoridade final pertence ao Alto Rei.

Caelen pode:

  • promulgar leis;
  • reconhecer ou retirar títulos;
  • nomear representantes;
  • conduzir diplomacia;
  • mobilizar forças;
  • intervir em disputas territoriais.

Entretanto, a tradição política élfica torna difícil governar apenas por decretos.

Elfos que lideram famílias e instituições há milhares de anos não abandonam sua influência simplesmente porque uma nova estrutura foi criada.

Por isso, Caelen governa ouvindo diversos conselhos, assembleias e autoridades locais.

Três instituições não devem ser confundidas:


Conselho das Folhas Antigas

O Conselho das Folhas Antigas foi criado durante a unificação para representar as famílias nobres e as antigas instituições de Aetheryon.

É composto principalmente pelos membros mais velhos ou prestigiosos das grandes linhagens.

O Conselho não possui autoridade formal para impedir uma decisão do Alto Rei.

Sua influência, porém, é enorme.

Ele pode:

  • apresentar pareceres;
  • contestar reformas;
  • negociar concessões;
  • mediar conflitos;
  • reunir oposição;
  • atrasar a aplicação de medidas;
  • orientar famílias nobres.

Ignorar completamente o Conselho poderia transformar uma decisão real em lei sem aplicação prática.

O Conselho das Folhas não representa formalmente as antigas coroas. Essa função pertence ao Conselho das Cinco Coroas, criado para interpretar as garantias territoriais concedidas em 944 E.A.


Jovens e anciãos

Caelen é considerado jovem para os padrões da política élfica.

Seu reinado favoreceu maior participação de elfos que ainda não possuem vários milênios de idade.

Jovens estudiosos, diplomatas e administradores encontraram espaço crescente na corte.

Eles tendem a apoiar:

  • contato com o mundo exterior;
  • reformas;
  • intercâmbio tecnológico;
  • revisão de antigas instituições;
  • participação de pessoas sem linhagem nobre.

Os anciãos receiam que mudanças aceleradas destruam estruturas preservadas durante milênios.

A criação do Conselho das Folhas Antigas foi uma forma de equilibrar essas forças.


Absolutismo consultivo

O governo de Arvandar é frequentemente descrito como uma forma de absolutismo consultivo.

O Alto Rei possui autoridade legal ampla, mas espera-se que escute:

  • famílias nobres;
  • instituições acadêmicas;
  • autoridades religiosas;
  • governantes locais;
  • comunidades;
  • especialistas.

Consultar não significa obedecer.

Caelen pode decidir contra a maioria dos conselhos, mas precisa considerar as consequências de enfrentar instituições capazes de resistir durante séculos.


População

Arvandar possui aproximadamente 2.700.000 habitantes.

Cerca de 98% são elfos.

Os demais incluem principalmente:

  • humanos;
  • anões;
  • halflings;
  • gnomos;
  • representantes de outros povos;
  • indivíduos de ascendência híbrida.

A população estrangeira cresceu depois da unificação e permanece concentrada em:

  • Ithariel;
  • portos aéreos;
  • centros comerciais;
  • comunidades diplomáticas;
  • instituições acadêmicas.

Em muitas regiões interiores, habitantes jamais encontraram pessoalmente alguém vindo de abaixo das nuvens.


Demografia élfica

A população de Arvandar cresce de maneira extremamente lenta.

Elfos normalmente possuem apenas um ou dois filhos durante toda a vida, e muitos não possuem nenhum.

Essa baixa natalidade produziu:

  • cidades antigas com pouca expansão;
  • famílias pequenas;
  • enorme proteção às crianças;
  • preocupação com perdas em guerras;
  • dificuldade para substituir trabalhadores e especialistas.

A unificação não resolveu a questão demográfica.

Alguns estudiosos defendem que o contato com outros povos pode ajudar Arvandar por meio de imigração e intercâmbio.

Tradicionalistas consideram essa solução mais perigosa que o próprio declínio populacional.


Estrangeiros e migrantes

A crise de confiança sobre o futuro de Aetheryon e a expansão das relações internacionais aumentaram o número de visitantes.

Arvandar recebe:

  • comerciantes;
  • estudiosos;
  • diplomatas;
  • artesãos;
  • cartógrafos;
  • representantes religiosos;
  • migrantes.

A presença estrangeira ainda é pequena quando comparada à população total, mas cresce rapidamente segundo a percepção élfica.

Uma comunidade que passa de cinquenta para quinhentos habitantes em poucas décadas pode parecer insignificante aos humanos. Para elfos acostumados a mudanças quase imperceptíveis, ela representa transformação profunda.


Relação com os povos abaixo das nuvens

A posição oficial de Caelen é de cooperação cautelosa.

O Alto Rei considera que os elfos não podem ignorar os povos abaixo das nuvens.

Defende:

  • comércio;
  • intercâmbio acadêmico;
  • diplomacia;
  • cooperação tecnológica;
  • conhecimento geográfico;
  • preparação conjunta para crises.

Setores tradicionalistas sustentam que Aetheryon possui poder mágico suficiente para proteger-se sem alianças externas.

Alguns chegam a afirmar que os problemas do mundo inferior não dizem respeito aos elfos.

Essa posição é rejeitada publicamente pelo rei.


Isolacionismo

O movimento isolacionista não forma uma única organização.

Ele inclui:

  • nobres;
  • sacerdotes;
  • estudiosos;
  • comunidades rurais;
  • antigos governantes;
  • cidadãos comuns.

Seus argumentos variam.

Alguns temem:

  • doenças;
  • conflitos;
  • espionagem;
  • migração;
  • perda cultural;
  • tecnologias estrangeiras.

Outros consideram os povos de vida curta incapazes de manter compromissos duradouros.

Há ainda aqueles que acreditam que Aetheryon poderia sobreviver a qualquer crise simplesmente fechando suas fronteiras.


Religião

A principal tradição religiosa do reino é o Panteão Élfico.

Não existe necessariamente uma única instituição centralizada responsável por todo o culto.

Diferentes regiões enfatizam:

  • divindades;
  • aspectos;
  • santos;
  • ancestrais;
  • interpretações teológicas.

A Coroa reconhece o Panteão Élfico como parte fundamental da identidade de Arvandar, mas permite diferentes formas de culto.

Religiões estrangeiras são toleradas principalmente nas cidades de contato, desde que respeitem as leis locais.


A escrita élfica

A escrita ocupa posição central na cultura de Arvandar.

Leis, tratados, decisões, observações e acontecimentos são cuidadosamente registrados.

Os arquivos podem conter:

  • genealogias;
  • debates;
  • registros climáticos;
  • diários;
  • acordos;
  • decisões judiciais;
  • experimentos mágicos;
  • observações astronômicas.

A preferência institucional é pelo idioma élfico.

Documentos estrangeiros importantes são traduzidos e arquivados em versões élficas.

Em alguns órgãos, apenas a versão élfica possui validade legal.


Arquivos e verdade

A existência de registros extensos não significa que a história de Arvandar seja perfeitamente conhecida.

Documentos podem:

  • contradizer-se;
  • refletir interesses familiares;
  • omitir derrotas;
  • exagerar feitos;
  • utilizar formas antigas da língua;
  • permanecer selados.

Muitas disputas políticas são também disputas documentais.

Uma família pode sustentar um direito apresentando um tratado escrito seis mil anos antes, enquanto seus adversários contestam a interpretação, autenticidade ou contexto do documento.


Arquitetura

A arquitetura de Arvandar foi projetada para atravessar eras.

Construções são planejadas com a expectativa de permanecerem em uso por milhares de anos.

Entre seus elementos mais conhecidos encontram-se:

  • cidades elevadas;
  • árvores colossais integradas às estruturas;
  • encostas rochosas habitadas;
  • pontes vivas;
  • raízes moldadas;
  • cristais de mana;
  • inscrições rúnicas;
  • jardins suspensos.

A arquitetura não busca separar completamente construção e natureza.

Edifícios podem crescer, ser guiados ou receber novos elementos ao longo dos séculos.


Cidades elevadas

Muitas cidades de Arvandar foram erguidas sobre:

  • copas de árvores;
  • grandes raízes;
  • plataformas rochosas;
  • encostas;
  • ilhas flutuantes menores.

Essa elevação possui funções:

  • defensivas;
  • simbólicas;
  • ambientais;
  • mágicas.

Ruas podem distribuir-se em diferentes níveis conectados por pontes, escadarias, elevadores mágicos e caminhos vivos.


Pontes vivas

Pontes vivas são formadas por raízes, cipós e árvores conduzidos por magia e cultivo.

Elas não são simplesmente conjuradas.

Seu crescimento pode levar décadas ou séculos.

Equipes especializadas cuidam de:

  • direção;
  • resistência;
  • saúde;
  • adaptação.

Uma ponte pode alargar-se conforme uma cidade cresce ou desenvolver novos caminhos para atender a bairros recentes.

Sua destruição é considerada perda arquitetônica e biológica.


Cristais de mana

Cristais de mana são empregados em diversas construções.

Podem cumprir funções relacionadas a:

  • iluminação;
  • sustentação;
  • transporte;
  • conservação;
  • comunicação;
  • proteção.

Palácios e edifícios públicos utilizam cristais esculpidos com precisão mágica.

Seu uso é regulado por tradições antigas, pois extração e manipulação inadequadas podem prejudicar os fluxos mágicos de Aetheryon.


Cultura material

Objetos élficos são frequentemente produzidos para sobreviver a seus criadores.

Ferramentas, móveis, armas e obras de arte podem permanecer em uso durante milênios.

Isso influencia a relação com:

  • propriedade;
  • herança;
  • moda;
  • consumo.

Mudanças estéticas existem, mas ocorrem lentamente.

Um estilo considerado antigo por um elfo pode anteceder toda a história registrada do Mundo Aureniano.


Ithariel

Ithariel é a capital de Arvandar e antiga sede da Casa Maeryndor.

A cidade concentra:

  • a Coroa;
  • o Conselho das Folhas Antigas;
  • arquivos;
  • templos;
  • instituições mágicas;
  • embaixadas;
  • comunidades estrangeiras.

A elevação de Ithariel à capital do Alto Reino aumentou ainda mais sua importância.

Representantes dos antigos reinos mantêm residências e delegações na cidade, transformando-a no principal centro diplomático de Aetheryon.


Rede urbana

As doze grandes cidades de Aetheryon exercem funções complementares. A unificação não as transformou em administrações idênticas: cada uma preserva conselhos, leis e instituições formadas ao longo de milhares de anos.

  • Ithariel: capital política, arcana e documental;
  • Syltharion: principal porto aéreo, centro de comércio e primeiro contato;
  • Oryndalis: centro das águas, do transporte fluvial e da produção alimentar;
  • Veluthar: fortaleza da borda ocidental e centro de estudos dos ventos;
  • Thalmyrion: cidade dos observatórios e da memória celeste;
  • Elandrion: entreposto dos rios orientais;
  • Mirathen: passagem montanhosa e centro de engenharia de cristais;
  • Feyndaril: cidade florestal e agrícola do oeste;
  • Veylothen: defensora dos vales sudorientais;
  • Seralyth: centro de jardins sagrados, artes e formação religiosa;
  • Caelthir: antiga cidade real e principal centro arqueológico;
  • Orvalis: cidade das névoas, da cura e das águas setentrionais.

Ithariel e Syltharion também concentram a maior parte da população estrangeira. Nas demais cidades, visitantes vindos de baixo ainda podem ser tratados como raridade.


Defesa

A defesa de Arvandar é coordenada pela Coroa, mas depende de forças regionais.

O reino mantém:

  • guardas reais;
  • conjuradores;
  • ordens locais;
  • unidades dos antigos reinos;
  • sistemas mágicos defensivos.

A baixa natalidade torna perdas militares particularmente graves.

Por isso, estratégias élficas valorizam:

  • prevenção;
  • fortificação;
  • magia;
  • precisão;
  • redução de baixas.

A crença de que Aetheryon seria inexpugnável ainda possui muitos defensores, mas Caelen considera perigoso confiar apenas no isolamento e na elevação do continente.


Profecias da queda

As antigas profecias das Fadas adquiriram nova importância durante a unificação.

Pouco antes de desaparecerem de Aetheryon, há aproximadamente dois mil anos, elas falavam sobre:

  • a queda da ilha;
  • cidades atravessando as nuvens;
  • uma peregrinação;
  • a terra chamada Avalon.

Durante muito tempo, essas declarações foram tratadas como metáforas, enigmas ou memórias religiosas.

A chegada do Plákido e as transformações posteriores levaram parte da população a reconsiderá-las.

O governo não reconhece oficialmente que a queda física de Aetheryon seja inevitável, mas mantém estudiosos dedicados à interpretação das profecias.


Calendário élfico

Arvandar utiliza sua própria contagem histórica.

No ano atual:

947 E.A. corresponde a 147.408 E.E.

A sigla E.E. significa Era Élfica.

A relação entre os calendários é:

Ano élfico = ano aureniano + 146.461

Assim:

  • chegada do Plákido, 864 E.A.: 147.325 E.E.;
  • abertura comercial, 870 E.A.: 147.331 E.E.;
  • fundação de Arvandar, 944 E.A.: 147.405 E.E.;
  • presente, 947 E.A.: 147.408 E.E.

Relações exteriores

A unificação permitiu que Aetheryon apresentasse uma política externa mais coerente.

Antes de Arvandar, diferentes reinos podiam negociar separadamente com estrangeiros.

Atualmente, tratados de maior importância precisam do reconhecimento da Coroa.

Arvandar mantém relações especialmente relevantes com:

O intercâmbio envolve:

  • cartografia;
  • astronomia;
  • magia;
  • tecnologia;
  • comércio;
  • diplomacia.

A Casa Saelyndor

A Casa Saelyndor constitui o exemplo mais importante de presença política élfica em Bravória.

Em 944 E.A., no mesmo ano da fundação do Alto Reino, foi reconhecida como casa nobre do Grão-Ducado de Aramonte.

O reconhecimento ocorreu após:

  • grandes pagamentos;
  • empréstimos;
  • financiamento de obras públicas;
  • transferência tecnológica;
  • negociações prolongadas.

A posição da Casa Saelyndor é oficialmente particular, não uma extensão direta do governo de Arvandar.

Entretanto, muitos bravórios suspeitam que a casa funcione como instrumento da influência élfica.


Tensões internas

Arvandar enfrenta tensões relacionadas a:

  • centralização;
  • presença estrangeira;
  • autoridade da Casa Maeryndor;
  • autonomia dos antigos reinos;
  • reformas;
  • profecias da queda;
  • declínio populacional.

A unificação ainda é recente demais para que suas instituições tenham sido plenamente testadas.

As principais correntes políticas incluem unificadores, autonomistas das Cinco Cartas, Portas Abertas, Margem Guardada, Céu Fechado e o movimento renovador Primeiro Broto.

Para os humanos, três anos parecem tempo insuficiente para avaliar um Estado.

Para os elfos, a própria criação de uma instituição tão ampla em apenas três anos demonstra a urgência que orientou o processo.


Arvandar na atualidade

No ano 947 E.A., o Alto Reino de Arvandar existe há apenas três anos.

Sua população é antiga, suas cidades atravessaram eras e sua dinastia governa Ithariel há milênios. O Estado que reúne todos esses elementos, entretanto, acaba de nascer.

Caelen I procura equilibrar:

  • juventude e antiguidade;
  • reforma e tradição;
  • isolamento e contato;
  • unidade e autonomia.

O Conselho das Folhas Antigas teme que o rei conduza Aetheryon a transformações irreversíveis.

Os jovens consideram que transformações irreversíveis já começaram no momento em que o Plákido atravessou as nuvens.

Arvandar foi criado para preservar o povo elfo diante de um mundo que se tornou maior, mais próximo e menos previsível.

Resta saber se a unificação ocorreu cedo o bastante para impedir a queda anunciada pelas fadas — ou se ela representa apenas o primeiro passo da própria profecia.