Cosmologia de Basiris
A cosmologia de Basiris reúne as tentativas de explicar a posição do mundo entre outros planos, os domínios dos deuses, a natureza dos astros e o destino das almas.
Não existe um modelo cosmológico universal. Magos, sacerdotes, filósofos e povos diferentes reconhecem fenômenos planares, mas discordam sobre sua organização e significado.
O mundo material
Basiris é tratado como parte do mundo material, o domínio no qual vivem os povos conhecidos e no qual distância, tempo e matéria apresentam maior regularidade.
Mesmo essa regularidade possui limites. Grandes concentrações de magia, territórios feéricos, relíquias e intervenções divinas podem alterar localmente aquilo que os estudiosos consideram natural.
Planos reconhecidos
Dois domínios aparecem de maneira recorrente em tradições de continentes diferentes:
- a Terra das Fadas, ou Feywild, associada à origem de elfos e fadas;
- o Plano Infernal, associado aos nove infernos, aos diabos e à origem remota dos tieflings.
Outros planos são descritos por religiões, escolas arcanas e relatos de viajantes, mas seus nomes e relações variam tanto que não formam uma cartografia comum. Algumas tradições representam os planos como mundos paralelos; outras, como regiões espirituais, camadas da realidade, estados da alma ou domínios sustentados pela vontade de criaturas poderosas.
Deuses e pós-vida
Cada deus e religião oferece uma explicação própria para aquilo que acontece depois da morte. Entre as doutrinas conhecidas encontram-se julgamento, repouso junto a uma divindade, dissolução, retorno ao mundo, renascimento e continuidade entre ancestrais.
A existência da magia divina demonstra que poderes respondem à fé e aos sacerdotes, mas não comprova uma única descrição da pós-vida. Visões religiosas são interpretadas de acordo com a tradição de quem as recebe, e nenhuma expedição estabeleceu um caminho verificável que todos os cultos reconheçam.
Por isso, divergências sobre a morte não são tratadas apenas como problemas acadêmicos. Elas influenciam funerais, leis, guerras, juramentos e a maneira como diferentes povos compreendem culpa e responsabilidade.
Astros e manifestações
O Sol e as luas podem ser observados, medidos e previstos. Sua natureza final, contudo, permanece discutida.
Tradições feéricas afirmam que Titania, Selis e Doran existem na Terra das Fadas e projetam no mundo material as manifestações reconhecidas como astros. Outras escolas consideram que fada e astro são o mesmo corpo, ou que as fadas governam estruturas celestes materiais.
Como ninguém alcançou o Sol ou qualquer uma das luas, nenhum desses modelos foi comprovado. A regularidade astronômica não elimina a possibilidade de vontade feérica, assim como as narrativas religiosas não substituem a observação dos ciclos.
Limites do conhecimento
Estudiosos conseguem identificar efeitos planares, proteger locais contra certas manifestações e, em casos excepcionais, produzir contatos breves com outros domínios. Isso não equivale a compreender a totalidade do cosmos.
No conhecimento atual, Basiris não possui:
- um mapa completo dos planos;
- uma explicação única para sua origem;
- uma doutrina universal sobre almas;
- rotas públicas e estáveis entre mundos;
- provas capazes de conciliar todas as religiões.
A cosmologia permanece um campo no qual experiência, fé e hipótese se sobrepõem sem que uma delas tenha eliminado as demais.