Povo das Estrelas

Povo das Estrelas é o nome atribuído pelos elfos aos invasores extraplanares enfrentados por Aetheryon durante a Guerra das Estrelas, aproximadamente entre 90.000 e 93.202 E.E.

As tradições afirmam que vieram do Mar Astral. Seu nome próprio, sua terra de origem e o motivo da invasão permanecem desconhecidos.


O nome

A expressão é uma tradução de diferentes termos élficos antigos. Dependendo do texto, eles também podem ser interpretados como:

  • povo vindo além das estrelas;
  • habitantes do caminho estelar;
  • aqueles que atravessaram o céu;
  • hoste exterior;
  • estrangeiros do vazio luminoso.

Não existe evidência de que os invasores utilizassem qualquer dessas denominações para si mesmos.


Natureza

Os registros não permitem determinar se o Povo das Estrelas constituía uma única espécie. Representações produzidas durante a guerra mostram diferenças de corpo, armadura e proporção que podem corresponder a povos distintos, castas, transformações mágicas ou erros dos artistas.

Descrições recorrentes mencionam:

  • armaduras sem abertura aparente;
  • superfícies escuras marcadas por pontos luminosos;
  • corpos preservados ou mineralizados depois da morte;
  • movimento sem apoio visível;
  • comunicação por luz, pressão mental e sons pouco semelhantes à fala;
  • instrumentos que alteravam peso, direção e distância.

Muitos combatentes jamais viram um invasor fora de sua proteção. Por isso, parte das características atribuídas ao povo pode pertencer apenas a trajes ou equipamentos.


Conduta durante a guerra

As forças estelares atacaram assentamentos, observatórios, minas, concentrações de mana e centros capazes de organizar resistência.

Também recolheram:

  • minerais;
  • cristais;
  • matéria vegetal;
  • criaturas vivas;
  • objetos mágicos;
  • fragmentos de construções.

Os elfos não sabem se buscavam conquista, pesquisa, alimento, combustível, território ou algum objetivo que não conseguiram compreender. Tentativas de negociação registradas nas primeiras décadas não produziram acordo conhecido.


Magia e artefatos

Os instrumentos estelares combinavam efeitos que estudiosos modernos classificariam como magia de:

  • gravidade;
  • deslocamento;
  • comunicação mental;
  • luz;
  • contenção;
  • transformação de matéria;
  • travessia planar.

Essa classificação é aproximada. Um artefato pode produzir efeitos arcanos sem ter sido criado segundo as tradições mágicas de Basiris.

Grande parte do material recuperado deixou de funcionar depois da expulsão. Objetos ainda ativos são instáveis, incompletos ou difíceis de distinguir de fragmentos inertes.


Vestígios abaixo das nuvens

Depois do contato entre Aetheryon e os povos inferiores, estudiosos compararam relíquias élficas com achados que durante séculos não possuíam explicação.

Entre os possíveis vestígios estão:

  • armas fragmentadas;
  • ligas metálicas sem método conhecido de produção;
  • cadáveres mineralizados;
  • estruturas encontradas longe de qualquer assentamento antigo;
  • cristais que apresentam imagens de céus desconhecidos;
  • objetos tratados como meteoritos, ossos de deuses ou relíquias de gigantes.

Nem todo achado incomum possui origem estelar. A semelhança visual, por si só, não constitui prova.


Destino

O Povo das Estrelas foi expulso de Basiris em 93.202 E.E. Não se sabe quantos sobreviveram, para onde foram ou se conservaram meios de retornar.

Nenhum contato posterior foi comprovado. Sinais, sonhos e fenômenos astrais ocasionalmente atribuídos a eles permanecem inconclusivos.