Os humanos são um dos povos mais numerosos e amplamente distribuídos de Basiris. Estão presentes em praticamente todos os continentes conhecidos e constituem a maioria da população de Bravória, Dravória e Eirval.
Embora sejam um povo antigo, os registros conhecidos indicam que Anões e Gnomos já possuíam comunidades organizadas antes das primeiras sociedades humanas documentadas. Isso não significa necessariamente que tenham surgido antes, apenas que deixaram registros mais antigos e preservados com maior continuidade.
Não existe uma cultura humana única.
Os humanos de Bravória, Dravória, Eirval, Kaldren, Hugória, Iskara ou Yashima podem possuir línguas, religiões, estruturas familiares e tradições completamente diferentes. Em muitos casos, dois grupos humanos de regiões distantes compartilham menos costumes entre si que com os povos não humanos ao lado dos quais vivem.
A grande distribuição humana costuma ser explicada pela combinação de:
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elevada fertilidade;
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gerações relativamente curtas;
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facilidade de adaptação;
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migrações constantes;
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expansão comercial e política;
-
capacidade de gerar descendentes com diversos outros povos.
Sua existência é frequentemente resumida por uma afirmação presente em diferentes versões ao redor do mundo:
“Os humanos não permanecem onde nasceram por tempo suficiente para acreditar que aquele seja o único lugar onde podem viver.”
Informações gerais
Nome: humanos
Tipo: povo amplamente distribuído
Origem: desconhecida
Registros mais antigos: posteriores aos primeiros registros anões e gnomos conhecidos
Maioridade: geralmente entre 15 e 18 anos
Longevidade comum: entre 70 e 85 anos
Longevidade excepcional: entre 100 e 115 anos
Continentes onde são maioria: Bravória, Dravória e Eirval
Distribuição em outros continentes: minorias numerosas
Compatibilidade reprodutiva: elevada, especialmente com outros povos humanoides
Afinidade mágica: variável, sem tendência universal reconhecida
Principal característica histórica: rápida formação e transformação de comunidades
Origem
A origem dos humanos é desconhecida.
Diferentemente dos Elfos, cuja origem em Aetheryon é bem estabelecida, ou dos Draconatos, originários de Yashima, os humanos aparecem nos registros antigos de diferentes continentes sem que exista uma migração inicial claramente identificada.
As primeiras fontes conhecidas descrevem comunidades humanas em regiões de:
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Bravória;
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Dravória;
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Eirval;
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Kaldren;
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Iskara;
-
Yashima.
Esses registros não são suficientemente antigos ou completos para determinar onde o povo surgiu.
Alguns estudiosos defendem que os humanos se originaram em uma única região e se espalharam antes da escrita.
Outros acreditam que diferentes populações surgiram de forma independente.
Há ainda tradições religiosas segundo as quais os humanos foram criados em diversos lugares simultaneamente ou nasceram da mistura de povos mais antigos.
Nenhuma dessas teorias é universalmente aceita.
Antiguidade
Os humanos são considerados antigos, mas não estão entre os povos com registros históricos mais remotos.
As tradições anãs e gnômicas preservam documentos, inscrições e estruturas anteriores às primeiras sociedades humanas conhecidas.
Isso levou alguns estudiosos a afirmar que anões e gnomos antecedem biologicamente os humanos.
Outros contestam essa conclusão, observando que:
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materiais humanos antigos eram menos duráveis;
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muitas comunidades não utilizavam escrita;
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migrações destruíram ou dispersaram registros;
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parte das primeiras ruínas pode ter sido atribuída incorretamente a outros povos.
A ordem exata do surgimento dos povos permanece desconhecida.
Distribuição
Humanos são encontrados em quase todos os territórios conhecidos de Basiris.
São maioria em:
Em outros continentes, constituem minorias numerosas, comunidades comerciais, populações fronteiriças ou grupos integrados a sociedades formadas por outros povos.
Sua presença não indica necessariamente colonização recente.
Em algumas regiões, comunidades humanas existem há milhares de anos.
Em outras, chegaram durante períodos históricos relativamente próximos por meio de:
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comércio;
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guerra;
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expedições;
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exílio;
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migração;
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casamentos;
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expansão de Estados.
A distribuição humana é irregular. Podem ser maioria em uma cidade e quase inexistentes numa região vizinha.
Aparência
Os humanos apresentam grande diversidade física.
A aparência varia conforme herança familiar, região e história populacional.
Entre as características humanas encontram-se ampla variedade de:
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tons de pele;
-
tipos e cores de cabelo;
-
cores de olhos;
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estaturas;
-
constituições físicas;
-
traços faciais.
Essa diversidade é comparável àquela observada entre populações humanas do mundo real, sem uma aparência considerada universal ou original.
Migrações e descendência híbrida tornaram diversas regiões ainda mais variadas.
Em cidades comerciais antigas, traços associados a múltiplas populações podem estar presentes numa mesma família.
Marcas naturais
Alguns humanos nascem com características incomuns que não indicam necessariamente ancestralidade sobrenatural ou híbrida.
Essas marcas podem incluir:
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manchas de nascimento com formatos definidos;
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pigmentação irregular;
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mechas de cor distinta;
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padrões naturais sobre a pele;
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olhos com pequenas variações de tonalidade;
-
sensibilidade incomum à magia.
Na maioria dos casos, essas características não concedem qualquer capacidade extraordinária.
Algumas culturas as interpretam como:
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sinais divinos;
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presságios;
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marcas familiares;
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efeitos de exposição mágica;
-
simples variações naturais.
A ausência de uma explicação universal permite que o mesmo traço seja reverenciado numa região e ignorado em outra.
Sensibilidade mágica
A capacidade mágica humana varia profundamente entre indivíduos.
Não existe evidência de que os humanos possuam, como povo:
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maior afinidade natural;
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menor potencial;
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resistência especial;
-
predisposição para uma forma específica de magia.
Alguns humanos demonstram sensibilidade mágica desde a infância.
Outros desenvolvem habilidades por:
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estudo;
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devoção;
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pactos;
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treinamento;
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exposição a fenômenos sobrenaturais;
-
herança familiar.
A maioria não utiliza magia de forma ativa.
A grande população humana faz com que existam numerosos magos, clérigos e outros praticantes, mesmo sem uma proporção superior à observada entre outros povos.
Ciclo de vida
Infância
A infância humana costuma estender-se até aproximadamente os 11 ou 12 anos.
Esse período varia segundo cultura, condições econômicas e estrutura familiar.
Em comunidades rurais ou pobres, crianças podem assumir tarefas produtivas cedo, embora isso não signifique reconhecimento como adultas.
Adolescência
A adolescência normalmente ocorre entre os 12 e os 18 anos.
É marcada por:
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desenvolvimento físico;
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aprendizado profissional;
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ritos de passagem;
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treinamento militar ou religioso;
-
maior participação na vida comunitária.
Algumas sociedades reconhecem responsabilidades graduais, em vez de uma única passagem para a vida adulta.
Maioridade
A maioridade humana costuma ser reconhecida entre os 15 e os 18 anos.
A idade exata depende do Estado ou da cultura.
Aos 15 anos, uma pessoa pode ser considerada adulta em determinadas sociedades e ainda permanecer sob tutela em outras.
Maioridade jurídica, religiosa, militar e matrimonial nem sempre ocorre na mesma idade.
Vida adulta
A maior parte da vida produtiva humana ocorre entre os 18 e os 60 anos.
Durante esse período são comuns:
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formação de famílias;
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exercício profissional;
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serviço político;
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participação militar;
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migrações;
-
acúmulo de bens e prestígio.
A brevidade relativa da vida humana influencia profundamente suas instituições.
Decisões políticas, obras e disputas precisam produzir resultados dentro de poucas décadas para serem presenciadas por seus responsáveis.
Velhice
A velhice costuma tornar-se evidente entre os 60 e os 70 anos.
Humanos que alcançam os 80 anos são respeitados em muitas comunidades, embora essa idade não seja extraordinária.
Indivíduos acima de 100 anos são raros.
Magia, medicina e condições favoráveis podem prolongar a vida, mas não eliminam o envelhecimento natural.
Longevidade
A longevidade humana comum varia entre 70 e 85 anos.
Indivíduos que alcançam entre 100 e 115 anos são considerados excepcionais.
Esses números dependem de:
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acesso a alimentos;
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medicina;
-
magia;
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segurança;
-
condições de trabalho;
-
guerras;
-
epidemias.
Em regiões violentas ou empobrecidas, a expectativa média pode ser muito inferior sem que a capacidade biológica do povo seja diferente.
Fertilidade
Humanos estão entre os povos mais férteis de Basiris.
Essa característica, combinada com seu ciclo de vida curto, permite que populações humanas cresçam rapidamente.
Uma família humana pode produzir várias gerações durante a vida de um único anão, gnomo ou elfo.
Isso cria sociedades nas quais:
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cidades crescem em poucas décadas;
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fronteiras mudam rapidamente;
-
tradições são reinterpretadas;
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famílias ascendem e desaparecem;
-
crises demográficas podem ser superadas em períodos relativamente curtos.
Essa velocidade também contribui para conflitos territoriais e pressão sobre recursos.
Descendência híbrida
Humanos possuem compatibilidade reprodutiva incomum com outros povos.
Podem gerar descendentes com uma grande variedade de povos humanoides, embora cada combinação apresente características próprias.
Os filhos normalmente manifestam uma mistura dos traços dos pais.
Essa mistura não ocorre de forma uniforme.
Uma pessoa pode apresentar:
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aparência predominantemente humana;
-
características mais próximas do outro povo;
-
combinação claramente intermediária;
-
traços que surgem apenas durante o crescimento;
-
capacidades ou limitações específicas.
A ancestralidade não pode ser determinada com segurança apenas pela aparência.
Herança distante
Características não humanas podem permanecer em linhagens humanas por muitas gerações.
Com o passar do tempo, esses traços geralmente tornam-se sutis.
Podem reaparecer como:
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formato ligeiramente diferente das orelhas;
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olhos incomuns;
-
maior resistência física;
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sensibilidade mágica;
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pigmentação;
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pequenas alterações na longevidade;
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detalhes do rosto ou da estrutura corporal.
O efeito é comparável à permanência de traços de populações ancestrais antigas em pessoas modernas: real, mas discreto e variável.
Uma pessoa pode possuir ancestralidade distante sem conhecer sua origem ou ser reconhecida socialmente como híbrida.
Termos de ancestralidade
Termos como meio-elfo, meio-orc e designações semelhantes são amplamente utilizados.
Eles geralmente indicam que uma pessoa possui um progenitor humano e outro pertencente ao povo mencionado.
Esses termos não descrevem necessariamente uma divisão biológica exata.
Uma pessoa chamada meio-elfa pode possuir aparência mais humana, mais élfica ou intermediária.
Descendentes de híbridos também podem continuar utilizando a mesma designação por motivos familiares ou culturais.
Em algumas regiões, termos mais específicos são empregados para indicar:
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linhagem;
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comunidade;
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origem;
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geração;
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grau de mistura.
Identidade
Não existe uma identidade humana universal forte.
Humanos costumam definir-se por:
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Estado;
-
cidade;
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continente;
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religião;
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etnia;
-
profissão;
-
família;
-
língua.
Um humano de Bravória pode sentir pouca identificação cultural com um humano de Iskara ou Yashima.
Mesmo em regiões de maioria humana, diferenças internas frequentemente possuem maior importância que a oposição entre humanos e outros povos.
A ideia de uma unidade humana surge principalmente em contextos específicos, como:
-
guerras entre povos;
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estudos acadêmicos;
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discursos políticos;
-
mitos de origem.
Fora dessas situações, “humano” costuma ser uma descrição física, não uma identidade cultural completa.
Expansão
A ampla distribuição humana não possui uma única causa.
Ela resulta principalmente de dois fatores.
Fertilidade
Populações humanas conseguem crescer e recuperar-se rapidamente.
Mesmo após guerras, doenças ou desastres, comunidades podem reconstruir sua população em poucas gerações.
Brevidade da vida
A vida relativamente curta cria uma percepção de urgência.
Humanos tendem a:
-
migrar mais cedo;
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fundar assentamentos;
-
assumir riscos;
-
procurar riqueza;
-
explorar territórios;
-
alterar instituições.
Enquanto um povo longevo pode avaliar uma mudança durante décadas, diversas gerações humanas podem nascer, governar e morrer no mesmo período.
Isso não torna todos os humanos inquietos ou ambiciosos, mas influencia a velocidade de suas sociedades.
Diversidade cultural
Humanos adaptam-se às sociedades onde vivem.
Em regiões de maioria anã, podem adotar:
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organização por casas;
-
longos contratos;
-
técnicas de mineração;
-
valores de continuidade.
Em comunidades halflings, podem integrar estruturas familiares extensas e tradições agrícolas.
Em portos cosmopolitas, formam famílias, guildas e bairros mistos.
Essa capacidade não representa ausência de cultura própria.
Cada sociedade humana possui tradições específicas, mas nenhuma pode ser utilizada para representar todo o povo.
Bravória
Humanos constituem a maioria da população de Bravória.
São especialmente predominantes no:
Ambos os Estados são majoritariamente humanos, mas não possuem leis de exclusão contra os demais povos tradicionais do continente.
Anões, halflings e gnomos podem:
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possuir propriedades;
-
exercer profissões;
-
integrar instituições;
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ocupar cargos;
-
participar da vida política.
A maioria humana nesses territórios é demográfica e histórica, não definida por uma ideologia oficial de supremacia.
Feris
Em Feris, os humanos formam a maior parte da população e da Casa Solgard.
A identidade feriana, entretanto, está mais associada a:
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navegação;
-
serviço ao Principado;
-
exploração;
-
tradição jurídica;
-
lealdade dinástica;
do que à origem do povo.
Anões, halflings e gnomos participam de estaleiros, escolas, expedições e estruturas administrativas.
Verdanha
Em Verdanha, humanos também constituem a maioria.
A Casa Avelar é humana, assim como grande parte das comunidades florestais.
As tradições verdanhianas valorizam vínculo com a terra, responsabilidade comunitária e preservação, sem estabelecer esses valores como exclusivamente humanos.
Famílias de diferentes povos estão presentes nas cidades, rios e bosques do Ducado.
Dravória
Humanos são maioria em Dravória, embora o continente possua grande diversidade regional.
A memória da antiga Teramar e de Valdória possui forte influência sobre as identidades humanas dravorianas.
O sentimento de reunificação entre Bravória e Dravória é, de modo geral, mais intenso em Dravória.
Isso não significa que todos os humanos dravorianos apoiem uma restauração política.
Eirval
Em Eirval, humanos também constituem a maioria da população.
As culturas humanas eirvalianas desenvolveram-se de forma distinta das bravorianas e dravorianas, apesar de contatos e migrações históricas.
A chegada de Guinevere após a queda de Valdória ocupa posição importante em algumas tradições políticas do continente.
Instituições centradas em humanos
A predominância humana produziu instituições historicamente centradas nesse povo em alguns Estados.
Isso pode ser observado em:
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leis de maioridade;
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duração de mandatos;
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estruturas familiares;
-
regras de herança;
-
calendários de serviço;
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ritmos de educação;
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expectativas sobre envelhecimento.
Essas instituições nem sempre foram criadas para excluir outros povos, mas podem funcionar de forma desigual.
Um mandato considerado longo para um humano pode ser breve para um anão.
Uma herança organizada por gerações humanas pode causar dificuldades em famílias longevas.
A adaptação dessas estruturas tornou-se objeto de debate em sociedades plurais.
Relações com outros povos
As relações humanas variam conforme região e período.
Não existe uma atitude universal diante de anões, elfos, tabaxi ou qualquer outro povo.
Humanos podem formar:
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alianças;
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famílias;
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Estados;
-
comunidades;
-
rivalidades;
-
preconceitos.
Sua facilidade de gerar descendentes híbridos tornou comuns linhagens mistas e identidades compartilhadas.
Essa proximidade não impediu conflitos, mas tornou difícil estabelecer divisões biológicas absolutas em sociedades antigas e cosmopolitas.
Estereótipos
Outros povos frequentemente descrevem humanos como:
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impacientes;
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férteis;
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adaptáveis;
-
ambiciosos;
-
instáveis;
-
inventivos;
-
breves.
Essas descrições refletem principalmente a diferença de longevidade.
Um anão pode considerar apressada uma decisão planejada por dez anos.
Um elfo pode observar uma dinastia humana inteira desaparecer durante uma etapa de sua própria formação.
Humanos, por sua vez, podem considerar povos longevos:
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lentos;
-
excessivamente cautelosos;
-
presos ao passado;
-
pouco dispostos a agir.
Esses estereótipos ignoram diferenças individuais e culturais.
Brevidade e memória
A curta vida humana exerce grande influência sobre sua relação com a história.
Poucos humanos convivem diretamente com acontecimentos ocorridos há mais de um século.
A memória precisa ser preservada por:
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documentos;
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monumentos;
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tradições;
-
instituições;
-
narrativas familiares.
Isso torna a história humana particularmente vulnerável a:
-
reinterpretação;
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propaganda;
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perda documental;
-
idealização.
Ao mesmo tempo, permite que sociedades humanas se afastem mais rapidamente de antigas rivalidades ou normas.
Uma injustiça lembrada pessoalmente por um anão pode já ter se tornado lenda entre humanos.
Humanos na atualidade
Os humanos permanecem um dos povos mais influentes de Basiris.
Sua influência não resulta de superioridade física, mágica ou intelectual.
Ela deriva principalmente de:
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população;
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distribuição;
-
velocidade geracional;
-
capacidade de adaptação;
-
formação de comunidades mistas.
Humanos constroem Estados, abandonam-nos, migram e fundam outros antes que povos longevos concluam uma única transição geracional.
Essa velocidade pode produzir:
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inovação;
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expansão;
-
instabilidade;
-
conflito;
-
renovação.
Nenhuma dessas características define individualmente uma pessoa humana.
A principal dificuldade em escrever sobre o povo humano é justamente a ausência de uma essência única.
Eles não compartilham uma cultura, uma religião, uma aparência ou uma origem conhecida.
O que compartilham é a capacidade de viver em quase qualquer sociedade e, ao fazê-lo, transformá-la e serem transformados por ela.