Basiris é o nome mais difundido para o mundo habitado e para o conjunto de terras, mares e céus conhecidos por seus povos. O termo atravessa línguas e tradições muito diferentes, embora sua pronúncia, origem e significado variem de região para região.
Nenhum Estado governa Basiris, nenhuma cultura conhece toda a sua extensão e não existe um calendário aceito por todos os seus habitantes. O que se chama de mundo conhecido é, na verdade, uma rede incompleta de continentes, rotas marítimas, caminhos celestes, relatos de viajantes e mapas produzidos por povos que nem sempre concordam entre si.
No ano 947 da Era Aureniana, as relações entre regiões distantes passam por uma transformação acelerada. A navegação oceânica ampliou o contato entre continentes, novas expedições alcançaram terras antes conhecidas apenas por rumores e o reencontro com Aetheryon, a ilha-continente suspensa, obrigou estudiosos a rever antigas certezas sobre a geografia e a história do mundo.
Informações gerais
Nome mais difundido: Basiris
Natureza: mundo conhecido e habitado
Sol: Titania
Luas atualmente visíveis: Selis e Doran
Ano atual da Era Aureniana: 947
Continentes e grandes massas de terra documentados: Bravória, Dravória, Aetheryon, Eirval, Kaldren, Iskara, Yashima e Hugória
Continente histórico: Teramar
Extensão total: desconhecida
Autoridade política ou religiosa universal: inexistente
O nome Basiris
A origem da palavra Basiris é incerta.
Filólogos já tentaram atribuí-la a idiomas élficos antigos, línguas anãs, tradições marítimas kaldrenas e vocábulos hoje desaparecidos de Teramar. Nenhuma dessas explicações é aceita de forma universal. Em algumas culturas, Basiris designa toda a criação material; em outras, refere-se apenas às terras sob o céu de Titania, Selis e Doran.
O termo se difundiu principalmente por meio da navegação, da diplomacia e da tradução de mapas. Cartógrafos costumam empregá-lo por conveniência mesmo quando registram o nome local utilizado pelo povo estudado.
Essa aparente unidade de nome não representa unidade de conhecimento. Um mapa produzido em Valdória, um atlas de Aetheryon e uma carta marítima de Yashima podem chamar o mundo de Basiris e, ainda assim, representar suas fronteiras de maneiras profundamente diferentes.
O mundo conhecido
Os mapas mais abrangentes reconhecem oito grandes continentes ou massas continentais atualmente existentes. Essa classificação é prática, não absoluta: estudiosos divergem sobre o tamanho de algumas terras, sobre a continuidade de cadeias de ilhas e até sobre quais regiões deveriam ser consideradas continentes independentes.
Bravória e Dravória
Bravória e Dravória formavam originalmente o continente de Teramar. A separação ocorreu durante a Batalha do Patricídio, quando os Campos da Travessia afundaram e o mar ocupou a região que unia suas duas metades.
Os dois continentes preservam numerosas ligações históricas. Compartilham a memória de Auren, do Reino de Valdória e de sua queda, além de tradições religiosas, jurídicas e linguísticas. Apesar disso, são formados por Estados independentes, com interesses próprios e interpretações frequentemente conflitantes sobre a herança de Teramar.
Bravória e Dravória constituem o núcleo do chamado Mundo Aureniano.
Aetheryon
Aetheryon é uma ilha-continente suspensa sobre o Mar de Nuvens e a terra natal conhecida dos elfos. Durante grande parte da história registrada abaixo das nuvens, sua existência sobreviveu apenas em lendas, fragmentos religiosos e relatos considerados improváveis.
O contato moderno foi restabelecido pela Expedição do navio Plákido em 864 E.A. Desde então, viagens, estudos e negociações entre os dois céus cresceram de forma gradual. Em 944 E.A., todo o continente passou a integrar o Alto Reino de Arvandar.
Aetheryon é o exemplo mais evidente de como a expressão “mundo conhecido” depende da perspectiva de quem desenha o mapa.
Eirval
Eirval é uma ilha-continente de clima predominantemente quente e úmido. Seus Estados reconhecem a autoridade do Alto Reino de Eirval e do soberano sediado em Caer Mertens, embora preservem ampla autonomia e coloquem seus interesses locais acima dos da Coroa com considerável frequência.
O continente possui identidade própria, mas mantém relações profundas com o Mundo Aureniano por meio das tradições de Guinevere, Helena e Nielsen, da circulação do Valdórico e de séculos de intercâmbio político e comercial.
Kaldren
Kaldren é um vasto continente setentrional. Suas regiões meridionais e costeiras aparecem com frequência nos mapas aurenianos devido ao comércio, mas grande parte de seu interior permanece pouco documentada fora das tradições dos próprios povos kaldrenos.
Tratar Kaldren como uma cultura única é um erro comum em obras estrangeiras. O continente abriga sociedades, religiões e sistemas políticos muito diferentes, conectados por rotas que antecedem vários Estados atuais de Bravória e Dravória.
Iskara
Iskara encontra-se a sudeste de Dravória e abriga civilizações antigas, cidades monumentais e tradições próprias sobre a origem de seus povos. É reconhecida como a terra ancestral de diversas populações que posteriormente se espalharam por outras partes de Basiris.
As relações entre Iskara e o Mundo Aureniano foram marcadas tanto pelo comércio quanto pela circulação de relatos incompletos, estereótipos e interpretações estrangeiras. Obras recentes procuram substituir essas descrições por registros produzidos a partir das perspectivas iskarianas.
Yashima
Yashima é um continente oriental formado por grandes Estados, domínios regionais e tradições de clãs. Seus povos desenvolveram antigas redes marítimas e uma história política que não depende das eras de Valdória.
Embora mercadores yashimanos sejam conhecidos em portos distantes, o conhecimento aureniano sobre o interior do continente permanece desigual e frequentemente limitado às regiões conectadas às principais rotas oceânicas.
Hugória
Hugória é o nome atribuído por exploradores aurenianos ao continente chamado Yaxalán por muitos de seus habitantes. Sua documentação recente está ligada às viagens de Hugo Navegante, mas seus povos possuem histórias e nomes muito anteriores à chegada dessas expedições.
O uso de “Hugória” é comum em mapas aurenianos e controverso entre estudiosos. Atlas mais cuidadosos registram os dois nomes e deixam claro que a descoberta de uma rota não equivale à descoberta de uma terra já habitada.
Os céus de Basiris
O céu atualmente visível é iluminado por Titania, o Sol, e pelas luas Selis e Doran. As tradições mais antigas de diferentes povos reconhecem as três como fadas celestes, embora religiões e escolas filosóficas discordem sobre o significado exato dessa natureza.
Selis apresenta luz branca ou prateada. Doran possui tonalidade dourada. Seus ciclos não são idênticos, e a coincidência de seus ápices produz a dupla lua cheia, fenômeno associado a celebrações como o Festival da Noite Iluminada e o Ápice das Fadas.
Algumas lendas de Aetheryon afirmam que o céu antigo possuía uma terceira lua. Não há consenso histórico sobre a narrativa. Certas versões tratam a lua perdida como alegoria, outras como memória de um fenômeno celeste e outras como uma verdade deliberadamente esquecida. O conto A Lua que Titania Deixou de Ver é uma das formas preservadas dessa tradição.
Para os ciclos observáveis e sua relação com os calendários, consulte Sobre as luas de Basiris.
Povos e culturas
Basiris é habitada por povos de origens, histórias e naturezas muito diferentes. Entre aqueles com presença amplamente documentada encontram-se humanos, elfos, anões, gnomos, halflings, tieflings, orcs, goblins, hobgoblins e bugbears.
Existem também povos cuja natureza está profundamente ligada à magia, como as Fadas e as mouras. As categorias empregadas por estudiosos nem sempre correspondem à maneira como cada comunidade compreende a própria identidade.
Nenhum povo possui uma única cultura ou pátria. Humanos predominam em várias regiões, mas estão longe de formar uma sociedade uniforme. Anões e gnomos mantêm registros muito antigos em diferentes continentes. Halflings são encontrados em comunidades distantes umas das outras. Elfos possuem sua história mais contínua em Aetheryon, mas o contato recente produziu novas comunidades e os primeiros meio-elfos conhecidos.
Línguas de comércio, diplomacia e conquista permitem a comunicação entre regiões, mas nenhuma língua é universal. O valdórico possui grande circulação no Mundo Aureniano; fora dele, sua utilidade depende da rota, do porto e da história local.
Tempo, eras e memória
Não existe uma data única aceita em todo o mundo.
A Era Aureniana é utilizada principalmente em Bravória, Dravória e Eirval, além de regiões influenciadas por suas instituições. Seu ano 1 começa com a Consagração de Auren. Aetheryon conserva uma cronologia élfica muito mais antiga, enquanto Kaldren, Iskara, Yashima e Hugória possuem sistemas próprios de registro.
Converter datas entre calendários exige mais do que comparar a duração dos anos. Festas intercalares, ciclos lunares, mudanças históricas e diferentes convenções sobre o início do dia podem produzir divergências entre registros.
Para uma visão comparativa, consulte Sobre anos e eras.
Magia e compreensão do mundo
A magia faz parte da história natural, política e religiosa de Basiris, mas não é compreendida de maneira uniforme. Aquilo que uma tradição chama de dádiva divina pode ser descrito por outra como fenômeno arcano, pacto, herança feérica ou manifestação de uma lei ainda desconhecida.
As grandes instituições de estudo conseguem observar correntes de mana, fenômenos celestes, objetos encantados e efeitos produzidos por criaturas extraordinárias. Isso não significa que exista consenso sobre a origem final da magia ou sobre a estrutura completa da realidade.
Questões relativas aos deuses, às fadas, a outros planos e à própria natureza do mundo permanecem abertas. A Questão Cosmopia é um dos exemplos mais conhecidos de como divergências cosmológicas podem adquirir consequências religiosas e políticas muito concretas.
Conhecimento, mapas e fronteiras
Os mapas de Basiris devem ser lidos como documentos históricos, não como retratos absolutos.
Uma carta pode registrar com grande precisão uma costa comercial e representar seu interior apenas por relatos. Outra pode omitir deliberadamente fortalezas, rotas ou ilhas consideradas estratégicas. Mapas antigos de Aetheryon descrevem o mundo abaixo das nuvens de forma tão incompleta quanto antigos mapas aurenianos descrevem o céu.
Além dos continentes documentados, marinheiros relatam ilhas sem registro, costas avistadas durante tempestades e rotas que não puderam ser repetidas. Algumas histórias são invenções. Outras podem representar partes de Basiris que ainda não aparecem nos atlas mais difundidos.
Por isso, mundo conhecido não significa mundo inteiro. Significa apenas aquilo que determinado povo conseguiu observar, preservar e reconhecer como verdadeiro.
Basiris na era atual
O ano 947 E.A. é marcado por uma expansão sem precedentes das relações entre regiões distantes.
O contato entre Aetheryon e as terras abaixo das nuvens deixou de ser uma curiosidade de exploradores e tornou-se assunto de diplomatas, mercadores, estudiosos e governos. A navegação aureniana alcança novas rotas. Povos anteriormente descritos apenas por estrangeiros passam a disputar a forma como sua história é registrada. Instituições como a Sociedade do Horizonte tentam conectar conhecimentos produzidos em diferentes continentes.
Essas aproximações não tornam Basiris mais simples. Quanto mais os povos aprendem uns sobre os outros, mais percebem a extensão do que ainda desconhecem.
Para uma introdução voltada aos acontecimentos e regiões mais relevantes para a campanha atual, consulte Mundo Conhecido.