Yashima é um extenso continente situado a nordeste de Dravória e a leste de Kaldren. Suas regiões meridionais abrigam antigas cidades, campos cultivados, portos, templos e numerosos Estados rivais, enquanto o norte se torna progressivamente mais frio, vazio e desconhecido.

O continente é habitado principalmente por Draconatos, Yuan-ti, Genasi, Tritões e Humanos. Cada um desses povos estabeleceu seus próprios Estados, organizados em torno de clãs, famílias, guildas e ordens guerreiras.

Embora compartilhem a língua Yashimin, um sistema comum de escrita e diversas concepções religiosas, os povos yashimanos raramente estiveram politicamente unidos. A maior parte de sua história foi marcada por guerras entre Estados que disputam terras, rotas, prestígio e legitimidade.

A única unificação conhecida ocorreu há aproximadamente trezentos anos, quando Jin Kaoryu fundou o Império de Tenryu. O domínio genasi sobre todo o continente durou apenas vinte anos e terminou após uma grande rebelião contra a repressão imposta aos demais povos.

Desde então, Yashima voltou a dividir-se entre cinco grandes Estados e diversos territórios menores.

“Os estrangeiros veem um só continente. Os yashimanos veem cinco povos, mil clãs e nenhuma espada digna de governar todos eles.”


Informações gerais

Nome: Yashima
Natureza: continente
Localização: nordeste de Dravória e leste de Kaldren
Dimensão: aproximadamente comparável a Kaldren
Região povoada: principalmente o sul
Clima predominante: temperado, tornando-se frio e posteriormente ártico ao norte
Idioma comum: Yashimin
Sistema de escrita: escrita yashimana
Principais povos: draconatos, yuan-ti, genasi, tritões e humanos
Organização política: Estados guerreiros associados a povos específicos
Título dos governantes: Shōrai
Antigo Estado unificado: Império de Tenryu
Fundador de Tenryu: Jin Kaoryu
Principais exportações: seda, porcelana, chá e especiarias
Relação com o Mundo Aureniano: comércio, diplomacia, migração, missões religiosas e conflitos ocasionais


Geografia

Yashima é uma grande massa continental cuja verdadeira extensão setentrional permanece desconhecida.

As regiões meridionais possuem clima temperado e concentram praticamente toda a população registrada. Ali se encontram:

  • planícies agrícolas;

  • grandes rios;

  • florestas;

  • cadeias montanhosas;

  • portos;

  • cidades fortificadas;

  • territórios costeiros.

À medida que se avança para o norte, as temperaturas diminuem rapidamente.

As florestas temperadas dão lugar a:

  • coníferas;

  • montanhas geladas;

  • tundras;

  • geleiras;

  • vastas extensões sem assentamentos conhecidos.

Nenhuma expedição yashimana confirmou onde o continente termina ao norte.


A ligação com Kaldren

Nos mapas conhecidos, Yashima e Kaldren aparecem como continentes separados.

Contudo, ambos fazem parte da mesma massa terrestre e encontram-se unidos em algum ponto do extremo norte.

Essa ligação não é conhecida por seus habitantes.

O território entre as duas regiões é tão frio e inóspito que nenhuma expedição conhecida conseguiu atravessá-lo completamente. As populações de Kaldren e Yashima também são tão diferentes que poucos estudiosos consideram seriamente a hipótese de uma continuidade terrestre.

Para os kaldrenos, Yashima encontra-se além dos mares orientais.

Para os yashimanos, Kaldren é uma terra distante do oeste.

Nenhum dos dois povos sabe que poderia alcançar o outro viajando por terra através do norte.


O sul povoado

A maior parte da população yashimana vive numa ampla faixa meridional.

Essa região oferece:

  • terras férteis;

  • rios navegáveis;

  • acesso ao mar;

  • florestas produtivas;

  • temperaturas moderadas;

  • rotas comerciais.

As maiores cidades cresceram próximas a:

  • deltas;

  • vales;

  • baías protegidas;

  • cruzamentos de estradas;

  • passagens montanhosas.

Apesar da guerra frequente, o sul possui redes comerciais antigas que continuam funcionando mesmo quando os Estados interrompem relações diplomáticas.

Mercadores, guildas e templos frequentemente mantêm contatos através das fronteiras.


O norte desconhecido

O norte de Yashima é pouco habitado e quase inteiramente ausente dos mapas detalhados.

Relatos mencionam:

  • ruínas;

  • espíritos antigos;

  • dragões;

  • comunidades isoladas;

  • animais adaptados ao frio;

  • templos abandonados.

Não existe consenso sobre a presença de grandes sociedades nessas regiões.

Algumas ordens religiosas sustentam que o norte foi habitado em eras antigas. Outras afirmam que certas terras jamais deveriam receber assentamentos permanentes.

A dificuldade de exploração é o principal motivo pelo qual Yashima ainda não foi completamente mapeada.


Povos de Yashima

Os cinco grandes povos do continente são:

Cada povo possui seu próprio grande Estado.

Esses Estados são politicamente associados ao povo dominante e mantêm fortes restrições à participação dos demais povos em posições de poder.

Cidades estrangeiras, portos comerciais e regiões de fronteira podem abrigar populações diversas, mas o núcleo político de cada Estado permanece profundamente ligado ao seu povo fundador.


Draconatos

Os Draconatos são originários de Yashima.

Suas tradições afirmam que os primeiros draconatos surgiram sob a proteção de grandes dragões, embora diferentes clãs apresentem versões incompatíveis sobre esse nascimento.

A sociedade draconata valoriza especialmente:

  • linhagem;

  • honra familiar;

  • serviço;

  • disciplina;

  • reputação.

Seus clãs mantêm registros detalhados de ancestrais, alianças e rivalidades.

Draconatos migraram para diversos continentes ao longo dos séculos e hoje podem ser encontrados em Kaldren, Dravória e outras terras. Mesmo assim, Yashima continua sendo reconhecida como sua origem ancestral.


Yuan-ti

Os Yuan-ti constituem um dos grandes povos yashimanos e controlam um dos Estados mais antigos do sul.

Suas sociedades são organizadas em torno de:

  • famílias extensas;

  • templos;

  • guildas;

  • linhagens sacerdotais;

  • ordens administrativas.

Estrangeiros frequentemente descrevem os yuan-ti apenas por sua relação com serpentes, venenos e ritos religiosos.

Essa visão ignora a diversidade de suas cidades, crenças e instituições.

Os yuan-ti yashimanos possuem forte tradição diplomática e comercial, mas mantêm relações difíceis com vários Estados vizinhos.


Genasi

Os Genasi são numerosos em Yashima e formam o povo que mais recentemente governou o continente inteiro.

Suas comunidades são marcadas por grande diversidade física e mágica.

Existem linhagens associadas a:

  • fogo;

  • água;

  • terra;

  • ar;

  • outras manifestações elementais.

A convivência entre essas linhagens nem sempre é harmoniosa.

Durante o período de Tenryu, a elite genasi tentou apresentar os diferentes elementos como partes de uma única ordem imperial.

O fracasso dessa tentativa ainda influencia a política do atual Estado genasi.


Tritões

Os Tritões concentram-se no litoral e nas águas próximas ao sul de Yashima.

Seu Estado controla:

  • cidades costeiras;

  • portos;

  • fortalezas marítimas;

  • comunidades parcialmente submersas;

  • rotas de navegação.

Embora seu território em terra firme seja menor que o dos demais Estados, sua influência marítima é considerável.

Os tritões dominam conhecimentos relacionados a:

  • navegação;

  • correntes;

  • construção costeira;

  • combate marítimo;

  • magia aquática.

Sua presença garante que nenhum conflito continental possa ignorar completamente o mar.


Humanos

Os Humanos são um dos grandes povos de Yashima, mas não constituem maioria continental.

Seu Estado é marcado por grande variedade regional e pela influência de numerosas famílias guerreiras.

Humanos também vivem como minorias em cidades dos demais Estados, especialmente em:

  • portos;

  • centros comerciais;

  • regiões fronteiriças;

  • comunidades estrangeiras.

A adaptação humana às diferentes sociedades yashimanas fez com que surgissem tradições locais bastante distintas entre si.


Os cinco grandes Estados

Yashima encontra-se dividida entre cinco grandes Estados, cada um associado a um dos povos principais.

São eles:

  • um Estado draconato;

  • um Estado yuan-ti;

  • um Estado genasi;

  • um Estado tritão;

  • um Estado humano.

Além deles, existem:

  • cidades independentes;

  • territórios religiosos;

  • pequenos domínios;

  • regiões disputadas;

  • comunidades do norte que não reconhecem autoridade meridional.

Nenhum dos cinco possui força suficiente para dominar todos os demais.


Os etno-Estados

Os grandes Estados de Yashima foram construídos com base na ideia de que cada povo deveria governar a si próprio.

Na prática, isso produziu territórios nos quais o povo fundador controla:

  • o governo;

  • o exército;

  • a alta administração;

  • as principais instituições religiosas;

  • as terras mais importantes.

Estrangeiros e minorias podem viver nesses Estados, mas raramente alcançam posições elevadas.

Em algumas regiões, as restrições são apenas tradicionais.

Em outras, encontram-se registradas em lei.

Essa organização alimenta tensões, migrações e disputas de fronteira.


O título de Shōrai

O governante de cada grande Estado utiliza o título de Shōrai.

A palavra costuma ser traduzida como:

Senhor da Guerra.

O Shōrai não é apenas um comandante militar.

Ele controla:

  • o governo;

  • a administração;

  • as forças armadas;

  • a diplomacia;

  • a nomeação de autoridades;

  • a distribuição de terras.

O título surgiu em períodos de conflito e consolidou-se como principal dignidade política do continente.

Cada Estado possui seus próprios costumes sucessórios. Em alguns, o título é hereditário. Em outros, o novo Shōrai precisa ser confirmado pelos principais clãs ou ordens guerreiras.


Clãs e famílias

Clãs e famílias constituem a base de grande parte da sociedade yashimana.

Eles podem controlar:

  • terras;

  • fortalezas;

  • templos;

  • guildas;

  • unidades militares;

  • rotas comerciais.

A lealdade ao Estado frequentemente passa pela lealdade à família.

Um Shōrai incapaz de manter o apoio dos principais clãs pode continuar legalmente no poder, mas perder sua capacidade de governar.

Casamentos, adoções e juramentos são instrumentos políticos fundamentais.


Ordens guerreiras

Yashima possui numerosas ordens guerreiras.

Algumas servem diretamente aos Shōrai. Outras respondem a:

  • templos;

  • clãs;

  • cidades;

  • guildas;

  • famílias nobres.

Essas ordens podem especializar-se em:

  • duelo;

  • cavalaria;

  • arco;

  • infantaria;

  • combate naval;

  • proteção de templos;

  • magia de guerra;

  • caça a criaturas sobrenaturais.

O prestígio de uma ordem pode ultrapassar as fronteiras de seu Estado de origem.


Guildas

As guildas yashimanas exercem funções econômicas e políticas.

Elas organizam:

  • artesãos;

  • mercadores;

  • navegadores;

  • estudiosos;

  • conjuradores;

  • transportadores.

Algumas guildas operam em vários Estados e conseguem manter rotas comerciais durante as guerras.

Governantes dependem delas para arrecadação, produção e abastecimento.

Essa dependência concede às guildas influência suficiente para negociar diretamente com clãs e Shōrai.


Idioma yashimin

O Yashimin é a língua comum de Yashima.

Existem diferenças regionais de:

  • pronúncia;

  • vocabulário;

  • formalidade;

  • construção de frases.

Mesmo assim, falantes de diferentes Estados geralmente conseguem comunicar-se.

O yashimin é utilizado em:

  • comércio;

  • diplomacia;

  • literatura;

  • administração;

  • religião;

  • guerra.

Estrangeiros frequentemente tratam o idioma como uniforme, ignorando as diferenças sociais e regionais reconhecidas pelos próprios yashimanos.


Escrita yashimana

Os povos de Yashima compartilham um sistema de escrita comum.

Uma mesma inscrição pode ser compreendida por pessoas que pronunciam suas palavras de maneira diferente.

Isso permitiu a preservação de:

  • tratados;

  • textos religiosos;

  • registros comerciais;

  • genealogias;

  • obras literárias;

  • manuais militares.

A escrita comum também facilitou a administração do antigo Império de Tenryu.

Após a fragmentação, cada Estado preservou o sistema, embora tenha desenvolvido estilos próprios de caligrafia e vocabulário oficial.


Religião

Yashima possui grande diversidade religiosa.

Não existe um único panteão ou sacerdócio continental.

As tradições podem envolver:

  • ancestrais;

  • espíritos;

  • dragões;

  • divindades locais;

  • forças naturais;

  • princípios filosóficos;

  • reencarnação;

  • equilíbrio entre o mundo material e o espiritual.

Algumas religiões são organizadas em grandes instituições. Outras permanecem ligadas a comunidades, famílias ou lugares específicos.


Cosmologia compartilhada

Apesar da diversidade, muitas tradições yashimanas compartilham algumas ideias fundamentais.

Entre elas estão:

  • o mundo material convive com o espiritual;

  • ancestrais podem continuar influenciando seus descendentes;

  • espíritos habitam lugares, objetos e fenômenos naturais;

  • desequilíbrios podem produzir doenças, desastres ou manifestações sobrenaturais;

  • a morte não representa necessariamente o fim da existência.

Essas ideias não constituem uma religião única, mas formam uma base cultural reconhecida em grande parte do continente.


Espíritos

Espíritos fazem parte do cotidiano yashimano.

Podem estar associados a:

  • rios;

  • casas;

  • florestas;

  • montanhas;

  • estradas;

  • armas;

  • famílias;

  • ruínas.

Alguns são reverenciados. Outros são evitados, negociados ou combatidos.

É comum que construções importantes recebam ritos destinados a reconhecer os espíritos do local.

Ignorar essas práticas pode ser considerado imprudente, ofensivo ou perigoso.


Dragões

Dragões possuem importância especial nas tradições yashimanas.

Eles podem ser considerados:

  • ancestrais;

  • guardiões;

  • soberanos espirituais;

  • forças naturais;

  • criaturas perigosas.

A relação entre draconatos e dragões é particularmente disputada.

Alguns clãs draconatos afirmam descender de dragões específicos. Outros consideram essas genealogias simbólicas ou politicamente fabricadas.

Dragões vivos são raros, mas sua existência não é tratada apenas como lenda.


Magia

A magia é amplamente aceita em Yashima.

Ela está presente em:

  • templos;

  • exércitos;

  • guildas;

  • famílias;

  • administração;

  • agricultura;

  • navegação.

Conjuradores podem servir como:

  • sacerdotes;

  • oficiais;

  • estudiosos;

  • artesãos;

  • guerreiros;

  • diplomatas.

Cada Estado regulamenta a prática de maneira diferente.

Nenhum dos grandes Estados proíbe completamente a magia, pois fazê-lo representaria uma desvantagem política e militar significativa.


Tecnologia

O desenvolvimento tecnológico de Yashima é comparável ao do Mundo Aureniano.

O continente é mais avançado em algumas áreas e menos em outras.

Seus conhecimentos destacam-se especialmente em:

  • produção de seda;

  • porcelana;

  • papel;

  • construção naval;

  • irrigação;

  • metalurgia fina;

  • conservação de alimentos;

  • técnicas agrícolas.

Em outras áreas, tecnologias aurenianas podem ser mais eficientes ou amplamente difundidas.

Não existe pólvora em Yashima ou em qualquer outra região conhecida de Basiris.


Guerra

A guerra é uma presença constante na história yashimana.

Os conflitos envolvem:

  • fronteiras;

  • sucessões;

  • rotas;

  • portos;

  • terras férteis;

  • prestígio;

  • antigas ofensas.

Os exércitos podem incluir:

  • infantaria disciplinada;

  • guerreiros nobres;

  • arqueiros;

  • cavalaria;

  • frotas;

  • conjuradores;

  • criaturas mágicas;

  • máquinas de cerco.

Nenhum Estado possui superioridade absoluta em todos esses campos.


O Império de Tenryu

Há aproximadamente trezentos anos, Jin Kaoryu iniciou a única unificação conhecida de Yashima.

Suas conquistas levaram à formação do Império de Tenryu.

O império reuniu os cinco grandes povos sob autoridade genasi e estabeleceu:

  • administração comum;

  • tributos;

  • exército imperial;

  • leis continentais;

  • controle das rotas;

  • uma capital central.

A unificação durou vinte anos.


Jin Kaoryu

Jin Kaoryu foi um governante genasi, comandante e conquistador.

Suas campanhas combinaram:

  • força militar;

  • alianças;

  • intimidação;

  • integração administrativa;

  • uso de magia elemental.

Jin apresentou a unificação como o fim das guerras entre os povos.

Seus partidários o chamavam de fundador de uma ordem capaz de reunir os diferentes elementos de Yashima.

Seus inimigos o consideravam um conquistador que utilizava a promessa de paz para justificar submissão.


A administração de Tenryu

Durante os primeiros anos, o Império de Tenryu preservou parte das instituições locais.

Clãs e governantes que aceitavam Jin podiam conservar:

  • terras;

  • títulos;

  • funções administrativas;

  • tradições religiosas.

Gradualmente, porém, o governo tornou-se mais centralizado.

Cargos importantes passaram a ser ocupados quase exclusivamente por genasi.

A administração imperial começou a tratar os demais povos como subordinados a uma ordem considerada naturalmente superior.


Repressão étnica

A principal causa da queda do Império de Tenryu foi a repressão contra os povos não genasi.

Essa política incluiu:

  • exclusão de cargos;

  • tributação desigual;

  • intervenção em templos;

  • remoção de líderes;

  • confisco de terras;

  • deslocamentos forçados;

  • restrições militares.

A repressão não foi necessariamente planejada desde o início da unificação.

Ela cresceu conforme a elite imperial tentou assegurar o controle sobre territórios resistentes.

Ao final do domínio de Tenryu, a promessa de unidade havia se transformado em supremacia genasi.


A Grande Rebelião

Depois de vinte anos de domínio, os Estados submetidos iniciaram uma rebelião coordenada.

Draconatos, yuan-ti, tritões e humanos formaram alianças temporárias contra o governo imperial.

Clãs genasi contrários à repressão também participaram.

A guerra destruiu a administração central e obrigou o poder genasi a recuar para suas terras ancestrais.

O Império de Tenryu deixou de existir, mas sua memória continua moldando a política continental.


O herdeiro de Tenryu

O atual Estado genasi considera-se sucessor legítimo do Império de Tenryu.

Seus governantes preservam:

  • símbolos imperiais;

  • arquivos;

  • títulos;

  • cerimônias;

  • antigas reivindicações territoriais.

Oficialmente, a unificação é apresentada como uma era de paz destruída por governantes rebeldes.

Os demais Estados lembram o mesmo período como uma ocupação marcada por repressão.

Essa divergência impede qualquer reconciliação duradoura.


Guerras atuais

Yashima não vive uma única guerra contínua, mas uma sequência quase constante de conflitos.

Guerras podem encerrar-se numa fronteira e começar em outra.

Alianças mudam de acordo com:

  • casamentos;

  • sucessões;

  • interesses comerciais;

  • disputas religiosas;

  • ambições dos Shōrai.

Nenhum Estado deseja permitir o surgimento de uma nova hegemonia.

Mesmo antigos inimigos podem unir-se temporariamente quando acreditam que um rival está se tornando poderoso demais.


Comércio interno

As guerras não interrompem completamente o comércio.

Guildas, portos e rotas religiosas mantêm circulação entre os Estados.

Os principais produtos incluem:

  • arroz e outros grãos;

  • seda;

  • porcelana;

  • chá;

  • especiarias;

  • metais;

  • papel;

  • ferramentas;

  • objetos mágicos.

Mercadores costumam pagar tributos diferentes a cada território atravessado.

Isso torna algumas rotas extremamente lucrativas e outras inviáveis.


Comércio exterior

Yashima exporta principalmente:

  • seda;

  • porcelana;

  • especiarias;

  • chá.

Esses produtos são altamente valorizados em Dravória, Iskara, Eirval e Bravória.

Em troca, os yashimanos importam:

  • metais;

  • madeiras;

  • animais;

  • produtos mágicos;

  • artigos de luxo;

  • conhecimentos técnicos.

O comércio exterior ocorre principalmente pelos portos do sul.


Relações com Dravória

Yashima mantém uma relação antiga e tensa com Dravória.

Há comércio regular, embaixadas e circulação de pessoas.

Também ocorrem:

  • disputas marítimas;

  • apreensões de navios;

  • conflitos armados;

  • acusações de espionagem;

  • rivalidades comerciais.

Nenhum dos lados deseja interromper completamente as relações, pois o comércio beneficia ambos.

Ao mesmo tempo, os Estados yashimanos desconfiam das ambições dravorianas e da expansão de sua influência marítima.


Relações com Iskara

Yashima e Iskara reconhecem-se há muito tempo.

A distância impede relações tão constantes quanto aquelas mantidas com Dravória, mas existem rotas comerciais e diplomáticas.

Produtos yashimanos chegam aos portos iskari através de:

  • viagens diretas;

  • intermediários;

  • rotas costeiras;

  • mercados dravorianos.

Religiões e tradições mágicas também circularam entre os dois continentes, embora sua influência seja difícil de medir.


Relações com Kaldren

O contato direto entre Yashima e Kaldren é limitado.

Embora os dois territórios façam parte da mesma massa continental, suas populações conhecidas encontram-se separadas pelas regiões árticas do norte.

As relações ocorrem principalmente por rotas marítimas longas.

Mercadores e navegadores conhecem a existência um do outro, mas não suspeitam da ligação terrestre.


Estrangeiros em Yashima

Existem embaixadas, comunidades mercantis, visitantes e missões religiosas estrangeiras nas cidades do sul.

A presença externa é maior nos portos.

Estrangeiros podem encontrar:

  • bairros próprios;

  • hospedarias;

  • templos;

  • intérpretes;

  • escritórios comerciais.

As regras variam entre os Estados.

Alguns incentivam o comércio estrangeiro. Outros limitam deslocamentos e exigem supervisão constante.


Yashimanos no exterior

Pessoas de Yashima vivem em outros continentes em números significativos.

Entre elas estão:

  • comerciantes;

  • marinheiros;

  • diplomatas;

  • artesãos;

  • estudiosos;

  • guerreiros;

  • missionários;

  • migrantes.

Comunidades yashimanas podem ser encontradas principalmente em portos de Dravória e Iskara.

Grupos menores existem em Bravória, Eirval e Kaldren.

Essas comunidades preservam o idioma, a escrita e diversas tradições familiares.


O nome Yashima

Yashima é um nome nativo.

A palavra é utilizada por diferentes povos para designar o conjunto das terras meridionais conhecidas, embora seu significado original seja discutido.

Algumas traduções tradicionais incluem:

  • “as muitas terras”;

  • “terra das oito margens”;

  • “domínio entre mares”.

O termo é antigo e antecede o Império de Tenryu.

Os estrangeiros adotaram Yashima como nome de todo o continente, inclusive para as regiões setentrionais que os próprios yashimanos pouco conhecem.


Identidade yashimana

Existe uma identidade yashimana, mas ela não substitui pertencimentos mais próximos.

Um habitante pode considerar-se antes de tudo:

  • membro de um povo;

  • súdito de um Estado;

  • integrante de um clã;

  • seguidor de uma religião;

  • cidadão de uma cidade.

A identidade continental torna-se mais importante no contato com estrangeiros.

Fora de Yashima, diferenças entre draconatos, yuan-ti, genasi, tritões e humanos podem parecer menores diante da língua, escrita e costumes compartilhados.


Percepção estrangeira

Estrangeiros frequentemente tratam Yashima como uma única civilização.

Eles associam todo o continente a:

  • seda;

  • porcelana;

  • guerreiros;

  • chá;

  • espíritos;

  • dragões;

  • guerras entre clãs.

Essa visão ignora diferenças profundas entre os cinco grandes Estados.

Práticas comuns num território podem ser proibidas ou desconhecidas em outro.

Até mesmo o significado do título de Shōrai varia conforme as tradições locais.


Yashima como centro

Os habitantes do Mundo Aureniano costumam descrever Yashima como o extremo oriental das terras conhecidas.

Os yashimanos raramente compartilham essa perspectiva.

Para eles, seu continente encontra-se no centro de rotas que conectam:

  • Dravória;

  • Iskara;

  • mares orientais;

  • arquipélagos;

  • terras ainda mais distantes.

Bravória e Eirval podem parecer tão remotas aos yashimanos quanto Yashima parece aos povos aurenianos.


Yashima na atualidade

No ano 947 E.A., Yashima permanece dividida entre cinco grandes Estados.

Nenhum deles possui força suficiente para dominar os demais, mas todos temem o surgimento de uma nova potência continental.

O Estado genasi continua reivindicando o legado do Império de Tenryu. Seus vizinhos consideram essa pretensão uma ameaça à própria sobrevivência.

As guerras continuam, mas também continuam:

  • o comércio;

  • as peregrinações;

  • a diplomacia;

  • a migração;

  • o intercâmbio cultural.

Yashima compartilha uma língua, uma escrita e uma visão de mundo na qual espíritos e ancestrais participam da realidade cotidiana.

Isso não foi suficiente para produzir unidade política.

Para os estrangeiros, Yashima é uma civilização antiga e distante.

Para seus habitantes, é um mundo formado por povos que compartilham símbolos, palavras e tradições, mas ainda disputam quem possui o direito de governá-lo.