O Ducado de Ardcarra ocupa os Montes Brannoch e os vales setentrionais de Eirval. Suas fortalezas guardam passagens, pedreiras e as nascentes do Rio Ailenn. Humanos constituem o povo mais numeroso, mas comunidades anãs e gnômicas possuem influência profunda sobre a engenharia, a mineração e a administração das águas.
Ardcarra reconhece com firmeza Mertens VIII Niallach-Aurenaigh como Alto Rei. Sua governante, Maevra Carraigh, considera a Coroa indispensável para impedir guerras pelos rios. Ao mesmo tempo, recusa qualquer proposta que permita a agentes reais inspecionar livremente minas, reservatórios ou fortificações ducais.
“A água deixa nossas montanhas; a responsabilidade por ela não.”
Informações gerais
| Campo | Informação |
|---|---|
| Capital | Caer Ailenn |
| Governo | Ducado hereditário limitado pelo Conselho das Alturas |
| Governante | Maevra Carraigh |
| Casa governante | Casa Carraigh |
| Localização | Cordilheira e vales do norte central |
| Povos mais numerosos | Humanos, anões e gnomos |
| Economia | Pedra, metais, instrumentos, lã, água e pedágios de passagem |
| Símbolo | Três picos sobre uma nascente prateada |
| Cores | Cinza, azul-claro e cobre |
| Posição política | Leal à Coroa, defensivo quanto à soberania territorial |
Geografia
Ardcarra inclui a maior parte dos Montes Brannoch, única grande cordilheira indicada nos mapas de Eirval. Os picos não alcançam as altitudes extremas de outros continentes, mas seus desfiladeiros, chuvas e neblinas tornam a travessia perigosa.
O ducado controla as nascentes do Rio Ailenn e vários afluentes menores. Reservatórios, canais de pedra e comportas regulam a água utilizada pelas regiões baixas. Também reivindica participação na proteção do Lago Sem Céu, localizado a oeste das montanhas. Esse poder torna Ardcarra necessário e constantemente suspeito aos olhos de seus vizinhos.
História
Antes das unificações, os vales eram governados por fortalezas independentes. A Casa Carraigh tornou-se dominante ao organizar a defesa conjunta das passagens e garantir turnos de água durante uma sequência de deslizamentos e invernos chuvosos.
Ardcarra resistiu a Mertens I antes de jurar fidelidade. Durante a revolta contra Bryan, suas fortalezas impediram que o rei enviasse tropas para o oeste. A Concordata de Nielsen reconheceu expressamente que nenhuma força real poderia ocupar uma fortaleza ardcarriana sem convite, salvo diante de invasão estrangeira confirmada pela Corte Geral.
Governo
A duquesa governa com o Conselho das Alturas, formado por representantes das principais fortalezas, comunidades mineiras, guardiões das águas e templos. O conselho não escolhe livremente a dinastia, mas pode bloquear novas minas, grandes desvios de água e mobilizações prolongadas.
As leis locais tratam sabotagem de nascente como crime comparável a envenenamento. Disputas técnicas são julgadas com a participação de engenheiros, moradores e clérigos de Coillena ou Caerwyn.
Sociedade e religião
Ardcarrianos valorizam competência demonstrada, preparação e responsabilidade coletiva. A distinção entre civil e militar é menos rígida que em outras regiões: pontes, estoques e rotas de evacuação fazem parte da defesa.
Caerwyn é amplamente cultuado nas fortalezas; Réaltin, nos observatórios; Aodhrán, nos arquivos de água; e Coillena, nas nascentes preservadas. O sincretismo aureniano é aceito, mas templos locais resistem a autoridades religiosas externas.
Economia e forças
O ducado exporta pedra trabalhada, cobre, ferro em pequena escala, lã, instrumentos de medição e serviços de engenharia. Importa grãos, sal, frutas e produtos marítimos.
Sua força militar é a Guarda dos Três Picos, composta por lanceiros, besteiros, batedores de montanha e equipes de engenharia. Ardcarra pode bloquear passagens com rapidez, mas possui dificuldade para sustentar campanhas longe de seus vales.
Relações com os outros Estados
- Aerndal: depende das águas que descem das montanhas e oferece crédito para obras. Toda barragem, mina ou desvio de curso pode se tornar uma disputa continental.
- Nemedra: divide a proteção do Lago Sem Céu e teme que mineração contamine florestas e rios. As duas regiões cooperam na fronteira, mas divergem sobre quem possui autoridade técnica final.
- Maelora e Lioscair: fornecem os alimentos que os vales não produzem em quantidade suficiente; em troca, recebem ferramentas, pedra e especialistas.
- Tírnavar: é o principal comprador de metal e pedra para portos e navios, tornando o litoral uma saída indispensável para a riqueza mineral.
- Niallach: serve de árbitro quando uma decisão hídrica afeta mais de um Estado, função aceita desde que não resulte em ocupação permanente.
Relação com Mertens VIII
Maevra apoia a mediação real sobre rios e pontes. Para ela, somente a Coroa possui legitimidade suficiente para reunir todos os vales afetados por uma decisão hídrica.
Entretanto, considera inaceitável a presença permanente de fiscais ou cavaleiros reais. Ardcarra deseja um rei forte no salão de negociação e limitado diante dos portões de suas fortalezas.
Ardcarra em 947 E.A.
Chuvas recentes alteraram uma nascente e expuseram um novo veio de cristal nas montanhas. Aerndal e Nemedra afirmam que qualquer exploração poderá afetar o fluxo dos rios. Maevra aceita uma audiência real, mas não uma inspeção estrangeira.
Enquanto isso, Mertens propõe incorporar as passagens de Ardcarra à Paz das Estradas. O ducado precisa decidir se a proteção continental vale o risco de abrir suas rotas à autoridade da Coroa.