O Ducado de Nemedra ocupa o coração florestal de Eirval, abrangendo a maior parte da Grande Floresta de Nemedra, clareiras habitadas, caminhos de peregrinação e parte do litoral centro-ocidental. Sua capital, Liosvar, foi construída ao redor de uma clareira sagrada, enquanto Cuan Elar conecta as rotas da mata ao mar.

Nemedra é leal ao Alto Rei porque a Coroa historicamente reconhece limites que governantes locais nem sempre conseguem defender sozinhos. Sua duquesa, Elowen Riaven, apoia Mertens VIII Niallach-Aurenaigh como mediador, mas teme que estradas reais, navios e novos assentamentos submetam a floresta à mesma unidade que pretendem oferecer aos povos.

“Nenhum juramento é antigo o bastante para tornar a floresta propriedade.”


Informações gerais

CampoInformação
CapitalLiosvar
GovernoDucado hereditário pactuado com assembleias territoriais
GovernanteElowen Riaven
Casa governanteCasa Riaven
LocalizaçãoFlorestas centrais e costa centro-ocidental
Povos mais numerososHumanos e halflings, com gnomos e outros povos
EconomiaMadeira controlada, ervas, resinas, tinturas, frutas, caça licenciada e peregrinação
SímboloUm cervo branco sob uma árvore aberta
CoresVerde profundo, prata e castanho
Posição políticaLeal à Coroa como garantidora de pactos e limites

Floresta e povoamento

A Grande Floresta de Nemedra não é uma mata contínua e intocada. Aldeias, pomares, caminhos, antigos muros e campos cultivados existem entre grandes porções de floresta úmida. Algumas áreas são manejadas há séculos; outras permanecem fechadas à exploração por razões ecológicas, religiosas ou feéricas.

Estradas mudam de direção para contornar árvores, nascentes e locais considerados protegidos. Isso torna viagens mais lentas e alimenta a reputação de que ninguém atravessa Nemedra pela rota que imaginava.

Os Pactos de Clareira

A autoridade da Casa Riaven baseia-se nos Pactos de Clareira, acordos firmados com comunidades, templos, famílias de guardiões e, segundo certas tradições, entidades feéricas. Os pactos definem onde é permitido plantar, construir, caçar e retirar madeira.

Nem todos os termos sobreviveram de forma clara. Alguns existem apenas em canções, marcos ou costumes. A incerteza permite interpretações honestas e manipulações convenientes.

Durante as unificações, Nemedra aceitou a Coroa em troca do reconhecimento desses limites. A Concordata de Nielsen confirmou que estradas continentais dentro do ducado deveriam respeitar lugares sagrados identificados pelas autoridades locais.

Governo

A duquesa governa com a Assembleia das Clareiras, convocada por representantes de aldeias, cidades, casas guardiãs, templos e ofícios ligados à floresta. A assembleia pode impedir concessões extensas de terra e exigir reparação ambiental.

Liosvar administra contratos, impostos e relações externas, mas muitas comunidades resolvem questões cotidianas por costumes próprios. O desafio constante é distinguir autonomia legítima de abusos escondidos pela distância.

Sociedade e presença feérica

Nemedra possui a maior concentração de relatos feéricos de Eirval. Luzes entre árvores, caminhos que mudam e animais capazes de compreender fala aparecem tanto em histórias infantis quanto em depoimentos oficiais.

Os habitantes respeitam pequenas regras: não aceitar presentes sem perguntar o preço, não oferecer o nome completo em clareiras desconhecidas e nunca prometer proteção a um lugar que não se pretende visitar novamente. Nem toda história é verdadeira, mas poucas pessoas arriscam descobrir quais são.

Coillena é a principal referência religiosa, acompanhada por Fion-máil, Bláirenn e Dubhena. Bosques funerários e jardins de recuperação fazem parte da paisagem. No extremo setentrional, o ducado participa da proteção do Lago Sem Céu, cuja faixa neutra também é reconhecida por Ardcarra e Tírnavar.

Economia e defesa

Nemedra exporta madeira certificada, resinas, remédios, frutas, pigmentos e trabalhos artesanais, principalmente por Cuan Elar. O ducado limita cortes e exige replantio, fiscalização e restituição. Mercadores afirmam que o sistema favorece casas antigas; guardiões respondem que preços baixos escondem custos pagos pela floresta.

A Vigília Verde reúne arqueiros, guias, curandeiros e guardiões de trilhas. Ela evita batalhas abertas, utiliza terreno e prioriza retirar civis ou intrusos antes que um conflito alcance áreas sagradas.

Relações com os outros Estados

  • Ardcarra: compartilha a tutela do Lago Sem Céu e das águas setentrionais. Mineração e engenharia são aceitas apenas quando não rompem pactos de preservação.
  • Lioscair: é o parceiro cultural mais próximo, com intercâmbio de sementes, curandeiros e decisões comunitárias.
  • Tírnavar: compra madeira naval certificada e oferece o porto de Cuan Elar como elo com o mar. A demanda dos estaleiros frequentemente excede o corte permitido.
  • Maelora: fornece alimentos em troca de madeira e ervas, mas disputas surgem onde novos campos se aproximam da mata protegida.
  • Niallach: garante compradores e arbitragem; Nemedra teme que estradas reais convertam concessões limitadas em exploração permanente.

Relação com Mertens VIII

Elowen respeita o compromisso do rei de não unificar Eirval queimando aquilo que pretende proteger. Apoia cavaleiros reais contra saqueadores e compradores estrangeiros que violam concessões.

Contudo, opõe-se à abertura indiscriminada de estradas. Para Nemedra, uma estrada protegida pode ser também uma ferida que permite exploração permanente.

Nemedra em 947 E.A.

Uma antiga via reapareceu depois de uma tempestade, encurtando em vários dias a viagem entre o oeste e Caer Mertens. Mertens deseja incorporá-la à Paz das Estradas. A Assembleia das Clareiras afirma que o caminho atravessa um território cujo pacto ninguém consegue ler por inteiro.

O ducado precisa escolher entre conexão e cautela, enquanto viajantes continuam usando a estrada antes que qualquer decisão seja tomada.