O Conselho das Folhas Antigas é a principal assembleia consultiva de linhagens, arquivos, escolas e instituições tradicionais do Alto Reino de Arvandar. Foi formalizado durante a unificação, mas muitas de suas cadeiras derivam de conselhos e precedentes muito anteriores ao reino.

Função

O Conselho aconselha o Alto Rei, examina reformas e preserva a participação das estruturas que sustentaram Aetheryon durante milênios.

Ele pode:

  • emitir pareceres públicos ou selados;
  • convocar especialistas;
  • registrar objeções formais;
  • mediar disputas entre linhagens;
  • recomendar nomeações;
  • exigir que uma proposta seja comparada com precedentes históricos;
  • organizar resistência institucional a medidas consideradas perigosas.

Não possui autoridade jurídica para impedir uma decisão de Caelen I Maeryndor. Sua força depende de reputação, conhecimento e da capacidade de convencer arquivos, escolas, famílias e administradores a cooperar ou atrasar uma política.

Composição

Não existe número fixo de membros. Uma “folha” pode pertencer a:

  • uma grande linhagem;
  • uma escola mágica reconhecida;
  • um arquivo histórico;
  • uma instituição religiosa antiga;
  • uma corporação responsável por infraestrutura essencial;
  • uma comunidade cuja autonomia anteceda os Cinco Reis Magos.

O direito de ocupar uma folha precisa ser demonstrado por continuidade institucional. Riqueza recente, população numerosa ou influência estrangeira não garantem assento.

A crítica dos jovens

Renovadores acusam o Conselho de confundir sobrevivência com mérito. Uma instituição pode possuir milhares de anos e ainda assim representar poucas pessoas, enquanto bairros novos, estrangeiros residentes e ofícios surgidos após o primeiro contato permanecem sem voz.

As Folhas respondem que instituições recentes ainda não provaram que conseguirão sobreviver às consequências das decisões que defendem.

Relação com as Cinco Coroas

O Conselho das Cinco Coroas protege competências territoriais definidas nas Cartas de Arvandar. As Folhas protegem continuidade social e institucional.

Uma antiga família de Syltharion pode possuir folha sem representar a cidade. Da mesma forma, o representante territorial de Syltharion pode não ocupar qualquer folha.

Essa separação impede que as antigas coroas controlem toda a consulta política, mas também multiplica os caminhos pelos quais uma reforma pode ser contestada.

O Conselho em 947 E.A.

As principais disputas envolvem:

  • criação de cadeiras para instituições surgidas depois do contato;
  • acesso estrangeiro a arquivos;
  • velocidade das reformas de Caelen;
  • reconhecimento de comunidades sem linhagem;
  • limites da autoridade continental;
  • profecias relacionadas à queda de Aetheryon.

O Conselho teme tornar-se ornamento de uma monarquia centralizada. Caelen teme que ele transforme consulta em direito de impedir qualquer mudança.