A Baía das Lágrimas é a extensão marítima formada entre Bravória e Dravória após a destruição dos Campos da Travessia na Batalha do Patricídio, em 36 E.A.
Suas margens mais importantes são ocupadas por Valdória, no lado bravório, e por territórios de Maldária, incluindo Rubraria, no lado dravoriano.
Formação
Antes da ruptura, existia na região uma passagem marítima menor conhecida como Estreito das Lágrimas. Ela não separava Teramar em duas partes.
O uso descontrolado de Gênese afundou os Campos, deformou as costas e ampliou as águas do antigo estreito. O resultado foi a baía atual.
Relação com o Lago do Destino
A baía e o Lago do Destino são corpos d’água independentes. O lago encontra-se inteiramente ao norte de Valdória e não desemboca na baía.
Entre ambos existe uma faixa urbanizada de fortificações, jardins, bairros e propriedades.
Distância entre as margens
A separação é pequena em escala continental. Em dias claros, a costa dravoriana pode ser vista de torres e cais de Valdória.
A travessia mais curta entre Valdória e Dravória leva aproximadamente quatro horas em condições favoráveis. Rotas meridionais podem exigir muito mais tempo.
Navegação
A baía concentra:
- transporte de passageiros;
- comércio entre os continentes;
- patrulhas;
- pesca;
- peregrinação;
- expedições arqueológicas;
- contrabando;
- disputas sobre salvamento e ruínas.
Correntes e bancos formados pela ruptura tornam algumas áreas perigosas. Pilotos experientes conhecem rotas que evitam destroços e alterações súbitas de profundidade.
Ruínas submersas
Sob as águas encontram-se fragmentos dos Campos da Travessia:
- pedras de estrada;
- fundações;
- muralhas quebradas;
- armas deformadas;
- restos de carroças;
- marcos administrativos;
- acampamentos militares.
Não existem grandes cidades intactas sob a baía. A força do cataclismo fragmentou a maior parte das estruturas.
Gênese
A lança Gênese desapareceu durante a ruptura e jamais foi recuperada de forma confirmada.
Isso alimenta expedições, fraudes e vigilância. Autoridades de ambas as margens tratam alegações sobre a arma como questão de segurança, mesmo quando parecem absurdas.
Valor político
A baía separa Estados atuais e conecta populações que compartilham língua, religião, famílias e memória.
Valdória trata a margem oposta como parte histórica da mesma ordem. Maldária observa a antiga capital através das águas e preserva uma das principais reivindicações ao trono.
Memória
A Vigília das Duas Margens recorda os mortos, as famílias separadas e as comunidades destruídas.
Um dito valdoriano afirma:
“Dravória não parece outro continente. Parece a margem que nos foi arrancada.”
A baía em 947 E.A.
O comércio é regular, e a travessia não constitui fronteira hostil permanente. Ainda assim, qualquer tensão entre Bravória, Dravória, Valdória ou Maldária aparece primeiro nos cais.
A baía permanece simultaneamente rota comercial, túmulo, fronteira e prova visível de que um conflito dinástico conseguiu alterar o mundo.