Os Campos da Travessia eram a região que ligava por terra as metades ocidental e oriental de Teramar. Foram destruídos no ano 36 da Era Aureniana durante a Batalha do Patricídio.
As águas que ocuparam a área formam parte da atual Baía das Lágrimas, entre Valdória e a costa ocidental de Dravória.
Geografia original
Os Campos formavam uma faixa relativamente estreita quando comparada às duas grandes extensões continentais. Isso não significa que fossem um corredor vazio ou uma ponte natural estreita em toda sua extensão.
A região incluía planícies, colinas baixas, cursos menores, propriedades e trechos costeiros. Sua importância vinha da concentração das rotas possíveis entre oeste e leste.
O antigo Estreito das Lágrimas era uma passagem marítima menor nas proximidades. Ele não separava Teramar. O cataclismo ampliou e deformou essas águas até produzir a baía atual.
Ocupação
Antes da destruição, existiam nos Campos:
- aldeias;
- propriedades agrícolas;
- hospedarias;
- postos de correio;
- fortalezas;
- canais e pontes;
- mercados de passagem;
- santuários;
- acampamentos permanentes de manutenção.
Seus moradores não formavam um povo isolado. Famílias do oeste e do leste conviviam, e muitas possuíam parentes, terras ou negócios dos dois lados.
Importância anterior a Auren
Mesmo antes das Guerras Aurenianas, controlar os Campos significava cobrar pedágios, movimentar exércitos e decidir quais mercadorias alcançariam o outro lado de Teramar.
Pequenas guerras e alianças frequentemente giravam em torno de fortalezas da região.
Durante o Reino de Valdória
O Reino de Valdória transformou os Campos no principal eixo das Estradas Reais de Teramar.
A Coroa ampliou:
- pavimentação;
- pontes;
- postos de mensageiros;
- patrulhas;
- depósitos;
- hospedarias juramentadas;
- estruturas para movimentação militar.
A proximidade de Valdória tornou a região uma extensão logística da capital e o caminho mais rápido para as províncias orientais.
Durante a Guerra de Sucessão
Os Campos tornaram-se inevitavelmente estratégicos. Malrik precisava atravessá-los para alcançar Valdória; Auren precisava defendê-los para proteger a capital e conservar a unidade territorial.
Exércitos ocuparam propriedades, requisitaram alimentos e transformaram estradas civis em linhas de marcha.
Destruição
Durante a Batalha do Patricídio, o uso descontrolado de Gênese rompeu e afundou a região.
Não restaram grandes ilhas habitáveis. A maioria das construções foi destruída pela abertura do solo, pelas ondas e pelo movimento das novas costas.
Milhares de moradores e combatentes morreram.
Ruínas submersas
Expedições encontraram:
- pedras de estrada;
- fundações;
- armas deformadas;
- fragmentos de muralha;
- rodas e peças de carroça;
- marcos administrativos;
- restos de acampamentos.
Os objetos costumam estar quebrados e dispersos. Correntes, profundidade e instabilidade tornam a exploração perigosa.
Memória
Bravória e Dravória reivindicam a memória dos Campos, mas nenhuma pode afirmar continuidade territorial completa.
Famílias descendentes de sobreviventes preservam nomes de aldeias que já não podem ser localizadas. Documentos de propriedade relacionados à região possuem valor histórico, não domínio prático sobre a baía.
Os Campos em 947 E.A.
O nome permanece em estudos, cerimônias e projetos de exploração. Pescadores utilizam nomes antigos para bancos, correntes e pontos de mergulho.
Restauracionistas mais radicais imaginam reconstruir uma ligação permanente entre as margens. Para a maioria dos estudiosos, recuperar politicamente Teramar é concebível; reerguer os Campos é um projeto mágico imprevisível e potencialmente tão perigoso quanto a força que os destruiu.