O certeiro
Origem
Alaric foi um dos cavaleiros da Távola de Valdória, lembrado como o portador do arco sagrado Longínqua.
Os registros sobre sua juventude são extremamente escassos. As primeiras referências confiáveis já o apresentam entre os aliados de Auren durante as Guerras Aurenianas, reconhecido por sua extraordinária habilidade com o arco e por sua capacidade de sobreviver em regiões inexploradas.
Cronistas contemporâneos observam que Alaric passava mais tempo distante dos acampamentos do que qualquer outro membro da Távola de Valdória, retornando frequentemente com informações decisivas para o avanço das campanhas.
As Guerras Aurenianas
Durante a unificação de Teramar, Alaric assumiu a responsabilidade pelas missões de reconhecimento e exploração.
Enquanto os demais cavaleiros conduziam exércitos ou protegiam cidades, Alaric percorria montanhas, florestas e regiões ainda desconhecidas, identificando rotas de suprimento, passagens naturais e posições favoráveis para as tropas de Auren.
Diversos cronistas atribuem a ele a descoberta de caminhos que permitiram ao exército valdoriano surpreender adversários considerados inalcançáveis.
Sua precisão com Longínqua tornou-se lendária, mas muitos historiadores defendem que seu maior talento não era acertar alvos distantes, e sim enxergar possibilidades onde outros viam apenas obstáculos.
Longínqua
Após a fundação de Valdória, Alaric tornou-se responsável pela vigilância das fronteiras e pela exploração dos territórios ainda pouco conhecidos do reino.
Foi sob sua supervisão que diversas estradas secundárias, postos avançados e rotas comerciais passaram a ligar regiões antes consideradas isoladas.
Seu arco, Longínqua, acabou tornando-se símbolo da capacidade de olhar além do horizonte.
Diversos tratados militares posteriores atribuem a Alaric a máxima de que “o caminho mais seguro raramente é o mais conhecido”, embora não exista qualquer documento contemporâneo que confirme sua autoria.
A Guerra de Sucessão
Durante a Guerra de Sucessão Valdoriana, Alaric permaneceu fiel a Auren.
As fontes afirmam que coordenou a rede de batedores do reino, permitindo que inúmeras comunidades fossem evacuadas antes da chegada dos exércitos de Malrik.
Também foi responsável por conduzir grupos de refugiados através de trilhas pouco conhecidas, evitando confrontos diretos sempre que possível.
Mesmo assim, nem sua experiência foi suficiente para impedir o colapso definitivo de Valdória.
Após a Queda de Valdória
Após a Batalha do Patricídio, Alaric conduziu um grupo de sobreviventes rumo às grandes florestas do oeste de Bravória, região então considerada praticamente inabitável.
Segundo a tradição, recusou qualquer proposta para estabelecer um novo reino, preferindo dedicar seus últimos anos à exploração da floresta e ao assentamento seguro das famílias que o acompanharam.
As primeiras aldeias fundadas sob sua orientação cresceriam ao longo das gerações até dar origem ao reino que posteriormente ocuparia aquela região.
Embora seus descendentes tenham se tornado governantes, nenhuma fonte indica que o próprio Alaric tenha aceitado qualquer título de nobreza.
Legado
Entre os membros da Távola de Valdória, Alaric é lembrado como o cavaleiro que sempre enxergava um caminho adiante.
Além de sua reputação como um dos maiores arqueiros da Era Aureniana, tornou-se símbolo da exploração, da adaptação e da perseverança diante do desconhecido.
Os governantes do reino surgido nas florestas ocidentais reivindicam sua descendência direta, preservando sua memória como o pioneiro que transformou uma terra considerada intransponível em um lar.
Em diversos tratados militares e de exploração, permanece a recomendação de que um comandante deve possuir “os olhos de Alaric” antes de desejar “a espada de Auren”.