Origem
Eleopor foi um nobre de Valdória, conhecido pelos registros históricos como irmão da rainha Morgana e tio do príncipe Malrik.
Pouco se sabe sobre sua juventude.
Segundo os próprios relatos apresentados à corte valdoriana, ele teria nascido na mesma região que Morgana e acompanhado a irmã desde antes de sua chegada ao Reino de Valdória.
Nenhum documento independente confirma essas informações.
Apesar da escassez de registros, sua presença na corte é atestada desde os primeiros anos do reinado de Auren, sempre ocupando uma posição de relativa proximidade com a família real.
Na Corte de Valdória
Ao contrário de muitos nobres da época, Eleopor jamais exerceu cargos militares ou buscou destaque político.
Os cronistas o descrevem como um homem reservado, frequentemente encarregado de representar Morgana em assuntos administrativos menores ou de supervisionar propriedades pertencentes à rainha.
Embora raramente aparecesse em cerimônias oficiais, era figura constante dentro do palácio.
Diversas cartas preservadas da época mencionam sua convivência próxima com o príncipe Malrik, sugerindo que participou ativamente de sua criação durante a infância.
Nenhum documento, entretanto, atribui a Eleopor participação significativa nas decisões do Conselho Real.
A Queda de Morgana
Quando Fenmael revelou que Morgana era, na realidade, uma Moura, Eleopor desapareceu da corte juntamente com a irmã.
Não há registros de qualquer tentativa de permanecer em Valdória.
Os cronistas apenas observam que ambos deixaram a capital no mesmo período.
Seu paradeiro permaneceu desconhecido durante vários anos.
O Retorno
Eleopor voltou a ser mencionado apenas décadas depois, durante os acontecimentos que antecederam a Guerra de Sucessão Valdoriana.
Fontes contemporâneas indicam que foi ele quem restabeleceu o contato entre Morgana e o príncipe Malrik, após anos de afastamento.
Embora raramente apareça como protagonista dos acontecimentos, diversos historiadores consideram que Eleopor desempenhou papel fundamental como intermediário entre ambos.
Alguns autores chegam a descrevê-lo como o principal organizador da rede de aliados que permitiu a Morgana influenciar parte da nobreza valdoriana durante os meses que antecederam a guerra.
A extensão exata dessa atuação permanece objeto de debate.
A Guerra de Sucessão
Durante a guerra civil, Eleopor permaneceu ao lado das forças de Malrik.
Diferentemente do sobrinho, entretanto, evitava participar diretamente dos combates.
Os poucos registros militares que o mencionam o associam principalmente ao planejamento logístico, ao transporte de recursos e às comunicações entre os exércitos rebeldes.
Seu nome também aparece ligado ao roubo da lança sagrada Gênese, embora nenhuma fonte contemporânea permita determinar qual teria sido sua participação na operação.
Desaparecimento
Após a Batalha do Patricídio, Eleopor desaparece completamente da documentação histórica.
Nenhum cronista descreve sua morte.
Também não existem registros confiáveis de seu julgamento, captura ou exílio.
Sua ausência alimentou inúmeras lendas ao longo dos séculos.
Algumas tradições afirmam que teria perecido durante o cataclismo que dividiu Teramar.
Outras defendem que sobreviveu e continuou acompanhando Morgana após a queda de Valdória.
Nenhuma dessas hipóteses pôde ser comprovada.
Legado
Ao contrário de Auren, Morgana ou Malrik, Eleopor raramente ocupa posição central nas narrativas históricas sobre a queda de Valdória.
Ainda assim, historiadores modernos frequentemente destacam que sua atuação discreta pode ter exercido influência muito maior do que sugerem os registros contemporâneos.
Sua capacidade de permanecer praticamente invisível durante alguns dos acontecimentos mais importantes da história de Teramar tornou-o objeto de especial interesse entre estudiosos da política valdoriana.
Até hoje, permanece impossível determinar onde terminava sua lealdade à irmã e onde começavam suas próprias ambições.