Aramonte é a capital e a cidade mais populosa do Grão-Ducado de Aramonte. Localizada no centro das grandes rotas terrestres e fluviais do Estado, a cidade é a sede da Casa Valtorre, do Conselho dos Pares de Aramonte, da Assembleia das Cidades e das principais instituições administrativas do Grão-Ducado.
Sua origem remonta aos primeiros anos posteriores à divisão de Teramar. No ano 42 da Era Aureniana, Rowan foi reconhecido na cidade como primeiro grão-duque e Guardião dos Caminhos Centrais. A partir desse acontecimento, o nome do assentamento passou gradualmente a designar também todo o território submetido à sua proteção.
Aramonte cresceu ao redor do encontro de importantes estradas e cursos fluviais. Pontes, mercados, celeiros e postos de vigia sempre exerceram maior importância para sua formação do que muralhas monumentais ou grandes templos.
A cidade é conhecida por sua população plural. Humanos, anões, halflings e gnomos vivem em todos os seus distritos e estão presentes entre artesãos, comerciantes, magistrados, militares e famílias nobres.
Ainda assim, Aramonte permanece marcada por uma rígida distinção entre nobreza e burguesia. Uma pessoa pode acumular grande riqueza, dirigir uma guilda ou financiar obras públicas sem possuir acesso às instituições reservadas aos pares reconhecidos pela Coroa.
A cidade é frequentemente descrita por seus habitantes como:
“O lugar onde todas as estradas se encontram, mas nem todas as portas se abrem.”
Informações gerais
Nome: Aramonte
Estado: Grão-Ducado de Aramonte
Fundação tradicional: 42 E.A.
Fundador: Rowan
População predominante: humanos, anões, halflings e gnomos
Governo municipal: Intendência da Capital
Soberano: Lourenço II de Valtorre
Herdeiro reconhecido: Martim de Valtorre
Gentílico: aramontês; aramontesa
Principais atividades: administração, comércio terrestre, transporte fluvial, manufaturas, finanças, armazenamento e serviços nobiliárquicos
Nome
O nome Aramonte é anterior à formação do Grão-Ducado.
Os documentos mais antigos utilizam a palavra para designar uma elevação ocupada por um posto fortificado, um mercado sazonal e um local de reunião entre comunidades das terras centrais.
A origem do termo é incerta.
A interpretação mais difundida relaciona-o a uma antiga expressão traduzida como “monte da reunião” ou “elevação do acordo”. Segundo essa teoria, o local já era utilizado para julgamentos, assembleias e trocas comerciais antes da fundação do Reino de Valdória.
Outra hipótese afirma que Aramonte teria sido o nome de uma família proprietária da antiga fortificação. Nenhum registro confiável dessa suposta linhagem foi preservado.
Após Rowan estabelecer ali sua sede, o nome passou a identificar primeiro o território protegido pelo cavaleiro e, posteriormente, o Estado fundado sob sua autoridade.
Para evitar confusão, documentos oficiais normalmente utilizam:
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Cidade de Aramonte, para a capital;
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Grão-Ducado de Aramonte, para o Estado.
No uso cotidiano, a distinção depende do contexto.
Geografia
Aramonte foi construída sobre elevações baixas próximas ao encontro de grandes rotas fluviais.
A cidade não ocupa uma única margem. Seus bairros estendem-se sobre diferentes lados das águas, ligados por pontes de pedra, passagens menores e embarcações de travessia.
Essa característica deu origem ao título tradicional dos soberanos aramonteses:
Senhor das Quatro Margens.
As terras ao redor da capital são férteis e intensamente cultivadas. Celeiros, pomares, propriedades nobiliárquicas e pequenas comunidades rurais formam um cinturão ao redor das muralhas.
As principais estradas partem de Aramonte em direção a:
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Pontebrava e Porto Carvalho, a oeste;
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Guarda Fria e Pedra Alta, ao norte;
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Ribeira Clara, a leste;
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Porto Valtorre, ao sul;
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antigas rotas que conduziam a Auramar.
A posição central tornou a cidade o principal ponto de redistribuição de mercadorias do Grão-Ducado.
Mesmo cargas que não se destinam à capital frequentemente passam por seus registros, armazéns ou postos de fiscalização.
Fundação
O assentamento anterior
Antes da chegada de Rowan, Aramonte era um pequeno núcleo fortificado cercado por mercados, celeiros e propriedades rurais.
Sua importância vinha da posição estratégica.
Quem controlasse o assentamento poderia vigiar:
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travessias fluviais;
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estradas do interior;
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rotas de abastecimento;
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caminhos entre as regiões ocidentais e orientais.
Durante a Guerra de Sucessão Valdoriana, o local foi utilizado alternadamente por forças leais a Auren, mensageiros, refugiados e destacamentos encarregados de proteger suprimentos.
A destruição provocada pela guerra deixou parte de suas pontes inutilizada e interrompeu a autoridade sobre as comunidades próximas.
A chegada de Rowan
Após sobreviver à Batalha do Patricídio, Rowan percorreu as terras centrais durante a chamada Marcha dos Caminhos.
Entre os anos 37 e 42 E.A., reuniu soldados dispersos, construtores, curadores, administradores e refugiados de diferentes povos.
Aramonte tornou-se o principal ponto de apoio dessa marcha.
A posição da cidade permitia a Rowan:
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distribuir alimentos;
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enviar mensageiros;
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reconstruir pontes;
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organizar patrulhas;
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mediar disputas;
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manter comunicação entre comunidades isoladas.
No ano 42 E.A., representantes das cidades, propriedades e comunidades centrais reuniram-se no assentamento e reconheceram Rowan como autoridade comum.
Ele recusou o título de rei e adotou a dignidade de:
Grão-Duque de Aramonte e Guardião dos Caminhos Centrais.
Esse acontecimento é considerado a fundação tanto da cidade em sua forma atual quanto do Grão-Ducado.
A cidade de Rowan
Durante o governo de Rowan, Aramonte não possuía a aparência de uma capital monumental.
O primeiro grão-duque dedicou seus recursos principalmente a:
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pontes;
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celeiros;
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estradas;
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poços;
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postos de vigia;
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alojamentos;
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tribunais itinerantes.
Sua residência era descrita como uma fortificação austera, construída sobre o núcleo do antigo posto valdórico.
A tradição afirma que Rowan se recusava a permanecer na capital durante longos períodos. Preferia percorrer pessoalmente as estradas e inspecionar as comunidades sob sua proteção.
Os primeiros habitantes da cidade vinham de origens variadas.
Humanos, anões, halflings e gnomos que haviam participado da Marcha dos Caminhos receberam terrenos, funções e responsabilidades. Essa diversidade tornou-se uma característica permanente de Aramonte.
A frase atribuída ao fundador aparece atualmente sobre uma das entradas da cidade:
“A estrada não pergunta de que sangue são os pés que a percorrem.”
Crescimento da capital
Nos séculos posteriores, Aramonte expandiu-se além da elevação original.
O crescimento ocorreu ao redor de:
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pontes;
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mercados;
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moinhos;
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cais fluviais;
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sedes de guildas;
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propriedades nobiliárquicas;
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edifícios administrativos.
A cidade nunca foi reconstruída segundo um único planejamento.
Suas ruas combinam antigas vias valdóricas, caminhos formados espontaneamente e avenidas abertas por diferentes soberanos.
Essa sobreposição torna algumas regiões difíceis de atravessar. Uma rua larga pode terminar numa ponte estreita, enquanto antigas vielas conduzem diretamente a grandes praças administrativas.
A diversidade arquitetônica também reflete os diferentes povos que participaram da construção da cidade.
São comuns:
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edifícios de pedra profunda e fachadas reforçadas associados a antigas casas anãs;
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pátios baixos e jardins internos desenvolvidos por famílias halflings;
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oficinas compactas, passagens elevadas e mecanismos hidráulicos construídos por gnomos;
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solares, torres e casarões ligados às antigas famílias humanas.
Esses estilos não permanecem restritos a comunidades isoladas. Ao longo dos séculos, foram adotados e combinados por toda a população.
A Guerra da Coroa Partida
Aramonte foi o principal campo político e militar da Guerra da Coroa Partida, travada entre 754 e 762 E.A.
Após a morte de Afonso XII de Aramonte, a cidade dividiu-se entre os partidários de:
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Constança de Aramonte, reconhecida como herdeira pelo Ato de Continuidade;
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Otávio de Aramonte, defendido pelos partidários do costume sucessório masculino;
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posteriormente, Henrique de Valtorre, que assumiu a liderança da oposição após a morte de Otávio.
Diferentes distritos apoiaram facções distintas.
Guildas, magistrados urbanos e parte dos comerciantes favoreceram Constança. Muitas famílias nobres e unidades militares apoiaram seus adversários.
Os combates provocaram:
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destruição de pontes;
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incêndios;
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saques;
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fome;
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deslocamento da população;
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divisão das muralhas entre facções.
A guerra terminou em 762 E.A., quando Henrique de Valtorre tomou a capital.
Constança desapareceu durante a retirada do antigo palácio. Seu corpo jamais foi apresentado de maneira incontestável.
Aramonte sob os Valtorre
Após sua vitória, Henrique I de Valtorre transferiu a sede de sua família para a capital e iniciou uma ampla reconstrução.
O novo soberano precisava demonstrar continuidade com Rowan e, ao mesmo tempo, apagar os principais símbolos políticos da dinastia derrotada.
Henrique preservou:
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o nome da cidade;
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o título de grão-duque;
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os símbolos ligados aos caminhos;
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o costume do Filho Varão;
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os principais ritos de posse.
Entretanto, substituiu administradores, confiscou propriedades e reorganizou a aristocracia durante a Reordenação dos Pares.
Muitos solares urbanos mudaram de mãos.
Famílias leais à antiga Casa foram expulsas, enquanto oficiais, financiadores e fornecedores da vitória receberam propriedades dentro da capital.
As mudanças atingiram nobres humanos, anões, halflings e gnomos. Os títulos foram redistribuídos de acordo com lealdade e utilidade para a nova Coroa.
Organização urbana
Aramonte não possui divisões completamente regulares. Seus distritos são definidos por pontes, antigas muralhas, mercados e elevações.
Alto da Coroa
O Alto da Coroa ocupa a parte mais elevada da cidade.
Ali se encontram:
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a residência da Casa Valtorre;
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jardins nobiliárquicos;
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alojamentos diplomáticos;
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quartéis da Guarda Ducal.
O distrito foi ampliado depois da Guerra da Coroa Partida.
Seus acessos são controlados, mas não completamente fechados à população. Audiências, cerimônias e sessões públicas atraem visitantes à região.
O Alto da Coroa preserva construções da antiga dinastia, embora muitas tenham sido reformadas pelos Valtorre.
Quatro Margens
O distrito das Quatro Margens corresponde ao núcleo administrativo e comercial localizado ao redor das principais pontes.
É a região mais movimentada da capital.
Ali funcionam:
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cartórios;
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casas de câmbio;
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hospedarias;
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escritórios;
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depósitos;
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tribunais;
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mercados cobertos.
As quatro margens representadas no nome não correspondem a quatro bairros formalmente iguais. O termo é uma designação histórica para os lados ocupados da confluência.
Praça dos Caminhos
A Praça dos Caminhos é considerada o centro simbólico de Aramonte.
No local onde Rowan teria recebido o reconhecimento das comunidades, encontra-se uma estátua do fundador com a cabeça de Vigília apoiada no chão.
Diversas estradas internas partem da praça em direções distintas.
A praça recebe:
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cerimônias públicas;
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anúncios da Coroa;
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feiras;
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juramentos militares;
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manifestações;
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procissões funerárias.
Sob a atual dinastia, a estátua de Rowan permanece deliberadamente separada de qualquer representação da Casa Valtorre.
Bairro das Pontes
O Bairro das Pontes cresceu ao redor das principais travessias comerciais.
É habitado por:
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barqueiros;
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carpinteiros;
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pedreiros;
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guardas;
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transportadores;
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comerciantes fluviais.
Muitas de suas famílias são anãs e gnomos, embora o distrito não seja racialmente exclusivo.
As guildas responsáveis pela manutenção das pontes exercem grande influência local.
Durante períodos de cheia, seus mestres podem receber poderes emergenciais para fechar travessias e requisitar trabalhadores.
Baixa dos Moinhos
A Baixa dos Moinhos ocupa uma região de canais e construções industriais próximas às águas.
Ali se concentram:
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moinhos;
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curtumes;
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cervejarias;
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oficinas;
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serrarias;
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depósitos de farinha.
É uma das áreas mais populosas e ruidosas da cidade.
A Baixa possui forte presença de trabalhadores halflings, gnomos e humanos. Suas guildas estão entre as principais defensoras de maior autoridade para a Assembleia das Cidades.
Pátio dos Celeiros
O Pátio dos Celeiros é o principal centro de armazenamento de alimentos da capital.
Os grandes edifícios da região são administrados por:
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Coroa;
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famílias nobres;
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guildas;
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associações de produtores.
O controle dos celeiros possui importância política.
Durante crises, a decisão de abrir ou preservar as reservas pode determinar a sobrevivência de distritos inteiros.
Famílias halflings exercem influência histórica sobre a administração local, em razão de seu papel nas redes agrícolas e de abastecimento do Grão-Ducado.
Rua das Engrenagens
A Rua das Engrenagens tornou-se conhecida pelas oficinas gnomos estabelecidas na região.
Seus artesãos trabalham com:
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relógios;
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bombas hidráulicas;
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mecanismos de pontes;
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instrumentos de medição;
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fechaduras;
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peças de moinhos;
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equipamentos administrativos.
A rua não é habitada apenas por gnomos, mas sua identidade permanece ligada às famílias técnicas que receberam reconhecimento durante a Reordenação dos Pares.
Algumas das mais influentes casas gnomos mantêm oficinas cerimoniais no distrito, mesmo quando seus membros já não exercem pessoalmente os antigos ofícios.
Bairro dos Pares
O Bairro dos Pares reúne solares pertencentes às famílias nobres que mantêm residência permanente na capital.
Sua arquitetura revela a diversidade da aristocracia aramontesa.
Há:
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fortalezas urbanas anãs;
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casarões humanos;
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propriedades halflings organizadas ao redor de jardins;
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torres e oficinas nobres gnomos.
Desde 944 E.A., a Casa Saelyndor ocupa uma propriedade no limite oriental do distrito.
A residência é a primeira pertencente a uma família élfica entre os pares de Aramonte.
Sua presença provocou ressentimento entre diversas casas antigas, principalmente por ter sido adquirida junto do título concedido por Lourenço II de Valtorre.
Margem Nova
A Margem Nova é um distrito relativamente recente, expandido após a independência de Auramar.
A Coroa incentivou a instalação de:
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comerciantes;
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manufaturas;
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bancos;
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armazéns;
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famílias deslocadas do antigo porto.
O objetivo era reduzir a dependência econômica da cidade rebelde.
A Margem Nova tornou-se um dos principais centros da burguesia aramontesa.
Seus moradores possuem riqueza crescente, mas pouca participação nas instituições superiores.
Por isso, o distrito é associado a propostas de reforma política e ampliação dos poderes da Assembleia das Cidades.
Paço das Quatro Margens
O Paço das Quatro Margens é a sede do governo e residência oficial do grão-duque.
Sua estrutura combina diferentes períodos da história aramontesa.
O núcleo mais antigo remonta ao posto fortificado utilizado por Rowan. A Casa de Aramonte acrescentou salões, pátios e arquivos. Os Valtorre ampliaram muralhas, quartéis e estruturas defensivas.
Entre seus principais espaços estão:
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Salão do Trono Ducal;
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Galeria dos Caminhos;
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Câmara da Sucessão;
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Arquivo das Margens;
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Pátio de Rowan;
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apartamentos da família soberana;
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salão de audiências do Conselho dos Pares.
O trono não possui forma de coroa real.
É tradicionalmente construído com madeira escura e ferro, refletindo a posição subordinada do Grão-Ducado diante de uma eventual restauração legítima de Valdória.
Túmulo de Rowan
O Mausoléu do Vigilante encontra-se numa colina próxima ao antigo núcleo da cidade.
Segundo os registros tradicionais, Rowan foi sepultado ali no ano 73 E.A.
O mausoléu é austero quando comparado aos túmulos de soberanos posteriores.
No interior encontram-se:
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o sarcófago de Rowan;
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representações da Marcha dos Caminhos;
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nomes das primeiras comunidades;
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pedras retiradas de antigas pontes;
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estandartes das primeiras guarnições.
Vigília não está no túmulo. O machado foi entregue ao sucessor de Rowan e desapareceu durante a Guerra da Coroa Partida.
A ausência da arma alimenta rumores de que ela teria sido retirada da capital junto de Constança de Aramonte.
A Casa Valtorre mantém o mausoléu e participa de cerimônias anuais no local, apesar de não descender do fundador.
Governo municipal
A administração cotidiana da capital é responsabilidade da Intendência de Aramonte.
O Intendente é nomeado pelo grão-duque entre candidatos apresentados pelo Conselho dos Pares e por representantes urbanos.
Suas atribuições incluem:
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manutenção das ruas;
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fiscalização dos mercados;
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abastecimento;
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limpeza dos canais;
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organização da guarda municipal;
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licenças de construção;
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controle de incêndios;
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coordenação dos cais.
A Intendência é auxiliada por conselhos distritais, mas estes possuem autoridade limitada.
A nomeação do intendente é frequentemente disputada entre:
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Coroa;
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nobres;
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guildas;
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burguesia;
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Assembleia das Cidades.
Os mercadores defendem que a capital deveria escolher diretamente seu administrador. O Conselho dos Pares considera que a sede do Grão-Ducado não pode ser governada sem supervisão nobiliárquica.
Assembleia das Cidades
A sede da Assembleia das Cidades encontra-se em Aramonte.
Delegados dos centros urbanos do Grão-Ducado reúnem-se na Casa das Cidades, um edifício localizado próximo à Praça dos Caminhos.
A Assembleia discute:
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estradas;
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impostos urbanos;
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abastecimento;
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comércio;
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navegação;
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obras públicas;
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relações entre guildas.
Suas decisões, entretanto, permanecem consultivas.
A proximidade física entre a Casa das Cidades e o Paço das Quatro Margens é frequentemente citada como símbolo da política aramontesa:
A voz das cidades está perto o bastante para ser ouvida, mas não para governar.
Nobreza
Aramonte concentra grande parte da aristocracia do Grão-Ducado.
A nobreza local inclui famílias:
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humanas;
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anãs;
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halflings;
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gnomos;
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uma única casa élfica recentemente reconhecida.
A diversidade racial não elimina as divisões internas.
Os principais grupos são:
Casas Antigas
Famílias cujos títulos remontam à Casa de Aramonte.
Algumas apoiaram Constança. Outras sobreviveram à mudança de dinastia por neutralidade ou por reconhecer Henrique I antes do fim da guerra.
Casas da Vitória
Famílias elevadas durante a Reordenação dos Pares.
Seus títulos foram concedidos por serviços militares, financeiros, administrativos ou logísticos prestados à Casa Valtorre.
Casas de Serviço
Famílias tituladas posteriormente por contribuições ao Estado.
São frequentemente tratadas com certo desprezo pelas linhagens mais antigas, mesmo quando possuem riqueza e influência superiores.
Casa Saelyndor
A única família élfica titulada.
Sua recente elevação e a percepção de que adquiriu o título por meio de pagamentos e empréstimos provocaram uma das maiores controvérsias da atual corte.
População
Aramonte é uma cidade racial e culturalmente plural.
Os grupos mais numerosos são:
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humanos;
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anões;
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halflings;
-
gnomos.
Nenhum distrito é formalmente restrito a um povo específico.
Existem concentrações históricas relacionadas a ofícios, propriedades e redes familiares, mas séculos de convivência produziram bairros mistos e famílias de diferentes ancestralidades.
A legislação reconhece:
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casamentos entre povos;
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adoções;
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heranças mistas;
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diferentes expectativas de vida;
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costumes familiares diversos.
A pluralidade é mais antiga do que a atual dinastia e costuma ser atribuída à Marcha dos Caminhos de Rowan.
Elfos
Não existiam elfos conhecidos em Aramonte antes da viagem do Plákido a Aetheryon, no ano 864 E.A.
Os primeiros visitantes élficos chegaram posteriormente como diplomatas, estudiosos e comerciantes.
Sua presença na capital permanece pequena.
A Casa Saelyndor, titulada em 944 E.A., é a única família élfica integrante da nobreza aramontesa.
Outros elfos residentes na cidade são principalmente:
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representantes comerciais;
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pesquisadores;
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artistas;
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funcionários diplomáticos;
-
associados dos Saelyndor.
Tieflings e draconatos
Tieflings e draconatos constituem pequenas minorias.
Ambos possuem origem em outros continentes e chegaram a Aramonte principalmente por meio de comércio, viagens e serviço estrangeiro.
Sua presença concentra-se na Margem Nova e nas áreas próximas aos mercados.
Não existem casas nobres tradicionais tieflings ou draconatas na cidade.
Economia
A economia de Aramonte baseia-se em sua posição como centro administrativo e logístico.
A capital recebe:
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grãos;
-
metais;
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madeira;
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lã;
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couro;
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farinha;
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manufaturas;
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mercadorias fluviais.
Grande parte desses produtos é:
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armazenada;
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avaliada;
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tributada;
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redistribuída;
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transformada em oficinas locais.
As principais atividades urbanas incluem:
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administração;
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transporte;
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comércio;
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metalurgia;
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moagem;
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fabricação de ferramentas;
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produção de tecidos;
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contabilidade;
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serviços jurídicos;
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construção.
Aramonte não possui a mesma tradição financeira de Auramar, mas abriga bancos, credores e agentes comerciais importantes.
Muitas dessas instituições mantêm relações tensas com a Coroa, especialmente após a concessão do título à Casa Saelyndor.
Guildas
As guildas de Aramonte são influentes na economia, mas possuem representação política limitada.
Entre as mais importantes estão:
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Guilda dos Mestres de Ponte;
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Corporação dos Moleiros;
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União dos Barqueiros;
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Colégio dos Escrivães;
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Irmandade dos Pedreiros;
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Associação dos Celeiros;
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Liga dos Engenhos;
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Guilda dos Tecelões;
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Companhia dos Carroceiros.
As guildas participam da Assembleia das Cidades, mas não possuem acesso direto ao Conselho dos Pares.
A memória da independência de Auramar é constantemente utilizada nas discussões sobre seus direitos.
A Coroa afirma que concessões excessivas podem criar outra burguesia separatista.
As guildas respondem que a falta de representação foi precisamente o que tornou a separação inevitável.
Forças de segurança
Aramonte é protegida por três forças principais.
Guarda Ducal
Responsável pela proteção:
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do grão-duque;
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da família Valtorre;
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do Paço;
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do Conselho dos Pares;
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de cerimônias oficiais.
Guarda das Margens
Atua nas pontes, cais e vias fluviais.
Combate:
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contrabando;
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furtos;
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sabotagem;
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bloqueios ilegais;
-
crimes relacionados ao transporte.
Vigília Urbana
É a principal guarda municipal.
Patrulha bairros, mercados e estradas próximas às muralhas.
O nome constitui homenagem direta a Vigília, embora a arma permaneça desaparecida.
Religião
Aramonte não possui religião oficial única.
Templos e comunidades de diversas tradições funcionam na cidade.
A Coroa exige que as instituições religiosas:
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reconheçam as leis;
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não reivindiquem soberania;
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não impeçam o trânsito;
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não formem forças armadas independentes.
A pluralidade religiosa acompanha a diversidade da população.
Algumas famílias nobres mantêm capelas privadas e cultos ancestrais. Guildas também preservam santuários ligados a ofícios, pontes, viagens e proteção dos caminhos.
Rowan não é oficialmente venerado como divindade, mas seu túmulo recebe visitantes que deixam:
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chaves;
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pedaços de corda;
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ferraduras;
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pequenas pedras;
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mapas;
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objetos de viagem.
Essas oferendas representam pedidos por proteção nas estradas.
Cultura
A cultura aramontesa valoriza:
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continuidade;
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estabilidade;
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serviço;
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responsabilidade;
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memória familiar;
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manutenção das rotas;
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cumprimento de deveres.
Pontes possuem forte significado simbólico.
Uma ponte bem cuidada representa autoridade legítima, enquanto uma travessia abandonada é tratada como sinal de fracasso político.
Durante cerimônias de posse, autoridades costumam receber uma chave, uma pedra ou um fragmento de madeira retirado de uma ponte sob sua responsabilidade.
A cidade também cultiva uma relação ambígua com a nobreza.
Os aramonteses demonstram respeito por linhagens antigas, mas produzem numerosas sátiras sobre pares incompetentes, títulos comprados e soberanos distantes.
Festividades
Dia dos Caminhos
Celebra a fundação do Grão-Ducado.
Representantes de diferentes distritos percorrem as estradas até a Praça dos Caminhos, carregando terra, pedras ou água de suas regiões.
Vigília das Pontes
Durante uma noite, as principais pontes permanecem iluminadas.
Guardas, guildas e moradores relembram aqueles que morreram protegendo as travessias durante guerras e enchentes.
Feira das Quatro Margens
Grande encontro comercial realizado ao redor da confluência.
Mercadores de diversas regiões do Grão-Ducado apresentam produtos, animais, ferramentas e manufaturas.
Memória da Coroa Partida
A lembrança oficial da guerra civil é marcada por cerimônias da Casa Valtorre em homenagem à “restauração da unidade”.
Partidários da antiga dinastia observam a data de forma distinta, deixando flores ou fitas discretas próximas aos antigos edifícios da Casa de Aramonte.
Política atual
No ano 947 E.A., Aramonte atravessa um período de crescente tensão entre a Coroa, a nobreza e a população urbana.
Os principais debates envolvem:
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a concessão do título à Casa Saelyndor;
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o poder do Conselho dos Pares de Aramonte;
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a autoridade limitada da Assembleia das Cidades;
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o acesso da burguesia ao governo;
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a sucessão exclusivamente masculina;
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a dependência de crédito externo;
-
os rumores sobre descendentes de Constança de Aramonte.
A decisão de Lourenço II de Valtorre de elevar os Saelyndor irritou grande parte da aristocracia.
As casas antigas afirmam que a nobreza foi transformada em mercadoria.
Os burgueses respondem que a decisão apenas revelou aquilo que sempre esteve implícito: títulos podem ser obtidos por riqueza, desde que a Coroa escolha o comprador.
Legitimismo aramontês
A possível sobrevivência da linhagem de Constança de Aramonte permanece um assunto sensível.
A versão oficial considera a antiga Casa extinta.
Entretanto, rumores circulam entre:
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famílias tradicionais;
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guildas;
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servidores do antigo palácio;
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comunidades halflings;
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estudiosos;
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opositores da Casa Valtorre.
Alguns afirmam que Constança escapou da capital. Outros defendem que deixou filhos ou descendentes sob nomes diferentes.
Nenhuma genealogia foi reconhecida pelos tribunais.
A ausência de Vigília fortalece as lendas. Muitos acreditam que o machado reaparecerá apenas nas mãos de um verdadeiro descendente de Rowan.
A Coroa classifica essa interpretação como superstição política.
Aramonte na atualidade
Aramonte permanece a cidade onde a história do Grão-Ducado é mais visível.
Suas pontes remontam à obra de Rowan. Seus solares revelam as mudanças provocadas pela guerra civil. Seus mercados demonstram a riqueza das cidades, enquanto o Paço recorda que o poder continua concentrado na Coroa e na nobreza.
A capital orgulha-se de ter sido construída por diferentes povos.
Humanos, anões, halflings e gnomos participam de sua vida política, econômica e cultural. Elfos e outros estrangeiros começam a ocupar espaços antes inexistentes.
Ainda assim, a cidade distingue cuidadosamente entre aqueles que vivem nela e aqueles que possuem o direito de governá-la.
Essa contradição acompanha Aramonte desde a queda da primeira dinastia.
A cidade preserva a frase de Rowan sobre todos os povos poderem caminhar pela mesma estrada.
O debate contemporâneo é se todos aqueles que percorrem essa estrada também deveriam ajudar a decidir seu destino.