O Principado de Maldária é um dos quatro principais Estados de Dravória. Seu território ocupa parte da costa ocidental do continente, diante da Baía das Lágrimas, e avança para o leste até as elevações da Serra dos Escudos.
Maldária é conhecida por suas forças armadas, seus portos fortificados e pela controversa posição dinástica da Casa Malverne, fundada por Bern I Malverne, que afirmava ser filho de Malrik.
A dinastia não reivindica atualmente a Coroa de Valdória, mas jamais renunciou ao direito de fazê-lo no futuro.
O principado também se destaca pela escolta de embarcações mercantes. Navios, companhias e governos de diferentes continentes contratam as forças maldarianas para protegê-los dos piratas que atuam nos mares ao redor de Dravória.
“Maldária não vende suas espadas. Maldária vende sua proteção.”
Informações gerais
| Campo | Informação |
|---|---|
| Nome oficial | Principado de Maldária |
| Capital | Rubraria |
| Governo | Monarquia hereditária principesca |
| Dinastia governante | Casa Malverne |
| Soberano atual | Afonso VI Malverne |
| Herdeiro presumido | Henrique Malverne |
| Fundador | [[#Bern I Malverne |
| Povos predominantes | Humanos e anões |
| Língua principal | Valdórico |
| Cores nacionais | Vermelho, branco e preto |
| Símbolo dinástico | Um relâmpago vermelho cortando o céu noturno |
| Lema | “Do erro nasce o dever.” |
Geografia
Maldária possui um extenso litoral voltado para a Baía das Lágrimas. Sua posição permite contato rápido com Bravória, especialmente com Valdória e os portos próximos à antiga região dos Campos da Travessia.
As terras costeiras concentram:
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os maiores portos;
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estaleiros;
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fortalezas;
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centros administrativos;
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arsenais;
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a maior parte da população.
Em direção ao leste, o terreno torna-se progressivamente mais elevado e pedregoso, até alcançar a Serra dos Escudos.
As regiões entre a costa e as montanhas são atravessadas por estradas militares construídas para transportar:
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minérios;
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tropas;
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alimentos;
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equipamentos;
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madeira;
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materiais destinados aos estaleiros.
A geografia do principado favoreceu uma sociedade voltada tanto para o mar quanto para a defesa de rotas terrestres.
Serra dos Escudos
A Serra dos Escudos ocupa grande parte das regiões orientais de Maldária.
Seu nome deriva das formações rochosas largas e inclinadas que, vistas à distância, lembram escudos sobrepostos. A serra constitui uma barreira natural e abriga as principais jazidas minerais do principado.
Fortalezas e postos de vigia controlam seus desfiladeiros.
Os caminhos montanhosos são estreitos, sujeitos a deslizamentos e difíceis de atravessar durante períodos de chuva. A manutenção dessas rotas é considerada uma responsabilidade militar, e não apenas civil.
A Serra dos Escudos também abriga numerosas comunidades anãs, algumas das quais já existiam antes da fundação de Maldária.
História
Bern I Malverne
A história maldariana começa com Bern I Malverne.
Sua mãe, uma nobre valdoriana, afirmava ter sido amante de Malrik durante os últimos anos do Reino de Valdória. Ela preservava cartas pessoais que possuíam a assinatura atribuída ao príncipe e descreviam uma relação íntima entre os dois.
Embora nenhuma das cartas sobreviventes declare diretamente que Bern era filho de Malrik, algumas mencionam uma criança e a necessidade de mantê-la distante da corte.
A aparência de Bern reforçou a alegação.
Descrições contemporâneas afirmam que ele era extremamente semelhante a Malrik e, por consequência, a Auren. Seus olhos, entretanto, eram frequentemente comparados aos de Morgana.
Essa característica tornou-se uma das partes mais controversas de sua imagem.
Alguns consideravam seus olhos uma confirmação de sua ligação com a antiga família real. Outros os tratavam como um presságio de que a influência de Morgana ainda acompanhava o sangue de Malrik.
Relâmpago Carmesim
A principal evidência favorável a Bern foi sua capacidade de utilizar o Relâmpago Carmesim.
A magia, anteriormente associada a Malrik, manifesta-se como uma descarga de energia vermelha, violenta e extremamente rápida. Relatos militares afirmam que ela podia atravessar armaduras, derrubar vários combatentes e incendiar objetos próximos ao ponto de impacto.
Bern foi o único indivíduo conhecido depois da queda de Teramar a manifestar plenamente essa capacidade.
Seus apoiadores consideravam impossível que alguém sem ligação com Malrik possuísse simultaneamente:
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sua aparência;
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sua afinidade mágica;
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cartas assinadas por ele;
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o reconhecimento de antigos aliados do príncipe;
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a capacidade de conjurar o Relâmpago Carmesim.
Seus opositores alegavam que semelhanças podiam ser exageradas, testemunhos manipulados e documentos falsificados.
A linhagem de Bern jamais recebeu reconhecimento incontestável por parte das instituições de Valdória.
Fundação de Maldária
Sem conseguir reconhecimento como herdeiro do antigo reino, Bern reuniu antigos soldados, nobres, refugiados e comunidades que haviam apoiado Malrik durante a Guerra de Sucessão Valdoriana.
Em vez de marchar sobre Valdória, estabeleceu autoridade sobre parte da costa dravoriana e os caminhos que conduziam ao interior.
Bern não adotou o título de rei.
Proclamou-se príncipe de Maldária, preservando a alegação de que a verdadeira Coroa era a de Valdória e não poderia ser substituída por uma nova.
Essa decisão originou a doutrina dinástica mantida pelos Malverne:
A Casa Malverne não reclama uma nova Coroa. Ela preserva seu direito à antiga.
Desde então, nenhum soberano maldariano renunciou formalmente à possibilidade de reivindicar o trono de Valdória.
Nenhum deles, contudo, tentou fazê-lo abertamente.
A Casa Malverne
A Casa Malverne governa Maldária desde sua fundação.
Sua legitimidade apoia-se em dois princípios diferentes.
O primeiro é a alegada descendência de Bern em relação a Malrik e Auren.
O segundo é a continuidade do governo maldariano, sustentada durante séculos por suas instituições, forças armadas e acordos com comunidades humanas e anãs.
Dentro do principado, a linhagem de Bern é geralmente aceita como verdadeira.
Fora de Maldária, prevalece uma postura mais cautelosa. Muitos governos reconhecem a Casa Malverne como legítima soberana do principado, mas não como herdeira da Coroa valdoriana.
A posição oficial da dinastia pode ser resumida na seguinte declaração:
“Não exigimos que o mundo se ajoelhe diante de nosso sangue. Exigimos apenas que não declare extinto aquilo que jamais foi julgado.”
Governo
Maldária é uma monarquia hereditária governada pelo príncipe da Casa Malverne.
O soberano exerce autoridade sobre:
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forças armadas;
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relações exteriores;
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portos;
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contratos militares internacionais;
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grandes minas;
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fortificações;
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nomeação dos principais magistrados.
As cidades possuem administrações locais, mas questões militares e portuárias permanecem fortemente centralizadas.
O cumprimento da lei possui grande importância na tradição maldariana.
A doutrina jurídica do principado sustenta que títulos, riqueza e serviço militar anterior não anulam a responsabilidade individual.
Essa ideia é resumida por uma expressão comum nos tribunais:
“A lei que se curva diante do brasão já não é lei.”
Afonso VI Malverne
Afonso VI Malverne é o atual príncipe de Maldária.
Assumiu o governo em 947 E.A., aos 23 anos, após a morte de seu pai, Gonçalo IV Malverne.
Afonso ainda não completou seu primeiro ano de governo.
Apesar da juventude, já possui reputação como guerreiro e comandante. Participou de operações contra piratas e acompanhou contingentes maldarianos em missões de escolta antes de sua ascensão.
Estudiosos militares comparam seu estilo de combate às descrições preservadas de Malrik.
Afonso luta de maneira:
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agressiva;
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direta;
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brutal;
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pouco ornamental;
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extremamente eficaz.
Ele aceita receber golpes para se aproximar de um adversário e prefere encerrar confrontos rapidamente, mesmo quando isso exige correr riscos elevados.
Essa semelhança contribuiu para sua popularidade entre soldados.
Personalidade e governo
Afonso é considerado impulsivo, mas não inconsequente.
Fora de combate, demonstra capacidade de ouvir conselheiros e examinar diferentes possibilidades antes de tomar uma decisão. Entretanto, uma vez convencido de que a lei determina certo resultado, raramente aceita concessões.
Para o príncipe, uma condenação não deve ser evitada apenas por suas consequências políticas.
Durante seus primeiros meses de governo, recusou-se a interferir em julgamentos envolvendo integrantes da nobreza, mesmo diante de pedidos de famílias influentes.
Essa postura criou duas interpretações.
Seus apoiadores o consideram um soberano justo, disposto a aplicar aos poderosos as mesmas regras impostas ao restante da população.
Seus críticos afirmam que sua juventude o impede de compreender quando a aplicação rígida da lei pode ameaçar a estabilidade do Estado.
Sinais do Relâmpago Carmesim
Afonso não é capaz de conjurar plenamente o Relâmpago Carmesim.
Ainda assim, existem relatos de fenômenos associados ao antigo poder de Bern e Malrik.
Durante combates particularmente intensos:
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pequenas descargas avermelhadas percorrem suas armas;
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o ar ao seu redor adquire cheiro de tempestade;
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objetos metálicos próximos vibram;
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seus olhos parecem refletir uma luminosidade carmesim.
Nenhum desses efeitos atingiu a intensidade necessária para ser reconhecido oficialmente como o Relâmpago Carmesim.
Caso Afonso consiga manifestar a magia completa, será o primeiro membro da Casa Malverne a fazê-lo desde Bern I Malverne.
Gonçalo IV Malverne
Gonçalo IV Malverne foi o soberano anterior de Maldária e pai de Afonso VI.
Nos últimos anos de seu governo, foi acometido por uma enfermidade que enfraqueceu progressivamente seu corpo. Durante os períodos em que não conseguia cumprir suas funções, parte das responsabilidades administrativas foi assumida por seus conselheiros, por Afonso e por seu irmão, Raimundo Malverne.
A doença prolongou-se até sua morte em 947 E.A.
Embora a sucessão tenha ocorrido conforme as leis dinásticas, a morte de Gonçalo deixou Afonso com pouco tempo para consolidar alianças antes de assumir o governo.
O falecido príncipe é lembrado principalmente pela ampliação dos contratos de escolta naval e pelo fortalecimento das defesas dos portos ocidentais.
Sucessão
Afonso VI não possui filhos.
Seu herdeiro presumido é seu irmão mais novo, Henrique Malverne, que possui oito anos em 947 E.A.
Henrique recebe educação supervisionada pela Casa Malverne e por oficiais da Coroa.
Sua formação inclui:
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história de Valdória;
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direito;
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navegação;
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estratégia;
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línguas;
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equitação;
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princípios básicos de combate.
Caso Afonso morra sem descendentes antes que Henrique alcance a idade necessária para governar, Maldária precisará estabelecer uma regência.
O candidato mais influente para conduzi-la seria o tio dos príncipes, Raimundo Malverne.
Raimundo Malverne
Raimundo Malverne é o irmão mais novo do falecido Gonçalo IV, tio de Afonso VI e Henrique e atual portador do título de Escudo de Malrik.
É considerado um dos comandantes mais respeitados de Maldária.
Raimundo participou de campanhas contra piratas, defendeu embarcações estrangeiras e comandou tropas maldarianas em operações além das fronteiras do principado.
Durante a enfermidade de Gonçalo IV, assumiu responsabilidades militares adicionais, mas não contestou a sucessão de Afonso.
Sua influência provém de três fontes:
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sua posição dentro da Casa Malverne;
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o respeito das forças armadas;
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o título de Escudo de Malrik.
Raimundo é tratado como possível sustentáculo do jovem governo, embora sua autoridade também o torne uma figura inevitavelmente observada por nobres preocupados com o equilíbrio da corte.
O Escudo de Malrik
O Escudo de Malrik é a mais elevada condecoração militar de Maldária.
Apenas uma pessoa pode portar o título por vez.
Seu detentor deve representar as virtudes que a tradição maldariana atribui a Malrik antes de sua queda:
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coragem;
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determinação;
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lealdade aos companheiros;
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capacidade de comando;
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disposição para assumir riscos;
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proteção daqueles colocados sob sua responsabilidade.
O título não é hereditário.
Também não transforma automaticamente seu portador no comandante supremo das forças armadas, embora normalmente lhe conceda enorme influência entre oficiais e soldados.
O Escudo de Malrik é escolhido pelo príncipe após consulta aos principais comandantes do principado.
O atual detentor é Raimundo Malverne.
População
A população de Maldária é predominantemente humana.
Existe, porém, uma grande presença anã, especialmente nas cidades mineradoras, nas fortalezas orientais e entre engenheiros, armeiros e construtores.
As comunidades anãs participam ativamente da sociedade maldariana.
Elas exercem influência em:
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mineração;
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metalurgia;
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construção;
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engenharia militar;
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fabricação de armas;
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manutenção de fortalezas;
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produção naval;
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administração de túneis e estradas.
Humanos e anões servem juntos nas forças armadas e podem ocupar posições de comando.
A integração não eliminou diferenças culturais, mas criou uma identidade comum baseada em serviço, disciplina e cumprimento de compromissos.
Cidades e povoações
Rubraria
Rubraria é a capital e maior cidade do principado.
Localiza-se na costa da Baía das Lágrimas e possui um dos maiores portos de Dravória.
A cidade concentra:
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o palácio principesco;
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os principais tribunais;
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a administração central;
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a sede dos contratos de escolta;
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arsenais;
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estaleiros;
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representações estrangeiras;
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academias militares.
Seu nome é tradicionalmente relacionado às tonalidades avermelhadas que o céu assume sobre a baía ao entardecer.
Rubraria também é o principal ponto de contato diplomático entre Maldária e os Estados de Bravória.
Porto Roldão
Porto Roldão é o principal porto militar de Maldária.
Suas docas abrigam embarcações destinadas a:
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patrulha;
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caça a piratas;
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escolta;
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transporte de tropas;
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resposta a ataques costeiros.
A cidade possui grandes arsenais e uma cadeia de torres de sinalização que permite transmitir alertas ao longo do litoral.
Grande parte das escoltas maldarianas parte de Porto Roldão.
Porto Alvar
Porto Alvar é o principal porto comercial fora da capital.
Recebe minérios provenientes da Serra dos Escudos e mercadorias trazidas das regiões orientais de Dravória.
É conhecido por seus armazéns, casas comerciais e oficinas de reparo naval.
Embora menos militarizado que Porto Roldão, mantém uma guarnição permanente devido à circulação de cargas valiosas.
Cidades mineradoras
Ferrabrava
Ferrabrava é a maior cidade mineradora do principado.
Desenvolveu-se ao redor da Mina do Ferro Negro e concentra fundições, oficinas de armamentos e instalações destinadas à produção de peças para navios e fortalezas.
Grande parte das armas utilizadas pelas forças maldarianas é produzida em Ferrabrava.
Velsin
Velsin localiza-se num vale elevado da Serra dos Escudos.
A cidade cresceu próxima à Mina de Velsin, conhecida pela extração de prata e por pequenas quantidades de ouro.
Velsin também abriga casas de avaliação, cunhagem e registro de metais preciosos.
Sua riqueza tornou a cidade uma das mais fortemente vigiadas do interior.
Pedrarrubra
Pedrarrubra é uma cidade construída sobre encostas de coloração avermelhada.
Sua economia depende da Mina da Veia Carmesim, onde são extraídos cobre, pedras ornamentais e minerais utilizados por artesãos e alquimistas.
Pedrarrubra mantém vínculos estreitos com Rubraria, para onde envia grande parte de sua produção.
Vilarejos
Vila da Vigia
Vila da Vigia é uma comunidade costeira construída ao redor de antigas torres de observação.
Seus habitantes são conhecidos pela navegação e pelo serviço como batedores das patrulhas marítimas.
Ponte de Bern
Ponte de Bern localiza-se numa das principais estradas entre Rubraria e o interior.
A vila cresceu ao redor de uma ponte fortificada cuja construção é tradicionalmente atribuída ao governo de Bern I.
Ribeira Branca
Ribeira Branca é uma comunidade agrícola situada junto a um curso de água clara proveniente da Serra dos Escudos.
Abastece cidades mineradoras com cereais, animais e alimentos preservados.
Passo Negro
Passo Negro ocupa uma passagem estreita nas montanhas orientais.
É simultaneamente vilarejo, posto aduaneiro e fortificação.
Todo transporte de minérios que atravessa a região deve ser registrado em Passo Negro.
Principais minas
Mina do Ferro Negro
A Mina do Ferro Negro localiza-se próxima a Ferrabrava.
É a maior fonte de ferro de Maldária e abastece os arsenais, estaleiros e construtores do principado.
Mina de Velsin
A Mina de Velsin produz principalmente prata, além de pequenas quantidades de ouro e outros metais.
A Coroa mantém fiscalização direta sobre sua produção.
Mina da Veia Carmesim
A Mina da Veia Carmesim recebeu esse nome pelas faixas avermelhadas visíveis nas paredes de seus túneis.
Sua produção inclui cobre e pedras utilizadas em ornamentos, instrumentos e componentes alquímicos.
Economia
A economia maldariana sustenta-se sobre quatro pilares:
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comércio;
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mineração;
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produção militar;
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contratos de proteção.
As minas fornecem matéria-prima para armas, armaduras, navios e ferramentas.
Os portos conectam essas mercadorias aos mercados de Bravória e de outros continentes.
A maior fonte direta de receita da Coroa, entretanto, é a contratação de forças maldarianas.
Contratos de escolta
Os mares ao redor de Dravória possuem grande presença de piratas, contrabandistas e embarcações sem bandeira reconhecida.
Por esse motivo, governos, cidades e companhias comerciais contratam Maldária para proteger seus navios.
Os contratos podem envolver:
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escolta de mercadores;
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proteção de comboios;
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patrulha de rotas;
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resgate de embarcações capturadas;
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caça a piratas;
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defesa temporária de portos;
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transporte de pessoas importantes;
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treinamento de tripulações estrangeiras.
Os soldados e marinheiros enviados permanecem subordinados a oficiais maldarianos.
O pagamento é feito ao principado, não diretamente aos combatentes.
Maldária rejeita a classificação de suas forças como mercenárias. Segundo a posição oficial, o Estado não vende soldados, mas oferece um serviço militar soberano.
Críticos estrangeiros alegam que o principado tornou-se economicamente dependente da permanência da pirataria.
As autoridades maldarianas respondem que ninguém acusa um ferreiro de desejar guerras apenas porque fabrica espadas.
Forças armadas
Maldária mantém forças terrestres e navais permanentes.
Sua marinha é especializada em:
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combates de curta distância;
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proteção de comboios;
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perseguição;
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abordagem;
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defesa costeira;
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resposta rápida.
O exército protege as minas, estradas, desfiladeiros e fronteiras orientais.
A participação em missões estrangeiras permite que oficiais e soldados adquiram experiência em diferentes regiões, climas e estilos de combate.
Por essa razão, as forças maldarianas costumam possuir mais experiência prática que exércitos mantidos apenas para defesa interna.
O serviço militar também é uma das principais formas de ascensão social no principado.
Malrik na cultura maldariana
Malrik não é cultuado como divindade ou santo.
Sua importância é cívica, histórica e militar.
Os maldarianos reconhecem sua responsabilidade pela destruição dos Campos da Travessia. Entretanto, não aceitam que esse erro elimine tudo que existia antes dele.
Malrik é lembrado como exemplo de:
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coragem sem prudência;
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força sem compreensão;
-
lealdade transformada em rebelião;
-
grandeza destruída pela impulsividade.
Sua memória é utilizada como advertência e inspiração.
“Coragem não apaga o erro. O erro não encerra o dever.”
A Casa Malverne apresenta sua própria existência como uma obrigação herdada.
Segundo essa interpretação, os descendentes de Malrik não receberam apenas um direito dinástico, mas a responsabilidade de proteger aquilo que ele ajudou a destruir.
Símbolos
O símbolo da Casa Malverne apresenta um relâmpago vermelho cortando um céu noturno.
Na forma mais comum, o relâmpago aparece sobre um campo negro, cercado por bordas brancas.
As três cores nacionais possuem significados tradicionais:
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vermelho: coragem, sangue e o Relâmpago Carmesim;
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branco: responsabilidade, lei e reparação;
-
preto: luto pela queda de Teramar e memória dos mortos.
O lema oficial do principado é:
“Do erro nasce o dever.”
Relações com Bravória
Maldária mantém relações comerciais e militares regulares com os Estados de Bravória.
Seus navios escoltam mercadores bravorianos, e suas cidades importam alimentos, madeira, produtos manufaturados e equipamentos.
A posição dinástica da Casa Malverne, entretanto, causa desconforto.
A desconfiança é mais forte entre Estados e instituições ligados aos antigos Cavaleiros da Távola de Valdória.
O reconhecimento da linhagem de Bern poderia significar que:
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a linhagem direta de Auren ainda existe;
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o interregno possui uma solução dinástica;
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a Casa Malverne pode apresentar precedência sobre outras casas;
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as instituições valdorianas poderiam ser obrigadas a considerar sua reivindicação.
Apesar dessas preocupações, não existe hostilidade aberta.
Maldária não tenta impor sua pretensão pela força, e os Estados bravorianos não desejam perder seus acordos comerciais e militares.
As relações são marcadas por cooperação prática e cautela política.
Maldária não reivindica a Coroa.
Mas também não permite que o mundo esqueça que, algum dia, poderá fazê-lo.