Pax Bravori-Theryan

A Pax Bravori-Theryan foi firmada em 27 de Iricion do ano 944 da Era Aureniana, durante uma ocorrência do Festival da Noite Iluminada.

O acordo formalizou a cooperação entre o recém-criado Alto Reino de Arvandar e os Estados de Bravória. Ele consolidou relações diplomáticas, comerciais e culturais mantidas havia oito décadas com os antigos reinos élficos de Aetheryon, então reunidos sob a Coroa de Arvandar.

Antecedentes

O primeiro contato ocorreu em 6 de Elio de 864, quando o Plákido alcançou Syltharion. Nos anos seguintes, os Estados bravórios estabeleceram acordos próprios com diferentes reinos élficos. Em 870, essas negociações produziram os Acordos do Primeiro Cais, mas ainda não existia uma única autoridade capaz de representar toda Aetheryon.

O período de oitenta anos entre os dois acontecimentos é conhecido como O Reencontro dos Dois Céus. Instituições como a Sociedade do Horizonte e o Concordato dos Dois Céus já cooperavam antes que existisse uma política externa única em Aetheryon.

A formação do Alto Reino em 944 tornou possível substituir essa rede fragmentada por um pacto diplomático amplo. A Pax não criou a amizade entre os dois povos; reconheceu, organizou e protegeu uma relação construída durante oitenta anos.

A Noite da Pax

A assinatura ocorreu durante a dupla lua cheia de Selis e Doran. A escolha do Festival da Noite Iluminada oferecia terreno cerimonial neutro e um símbolo facilmente reconhecido pelos dois lados: duas luzes distintas dividindo o mesmo céu sem que uma apagasse a outra.

Por esse motivo, a ocorrência de 27 de Iricion de 944 também ficou conhecida como Noite da Pax.

Conteúdo do acordo

A Pax reconheceu formalmente o Alto Reino de Arvandar como representante soberano de toda Aetheryon e preservou os direitos comerciais estabelecidos com os antigos reinos élficos. Também criou fundamentos comuns para:

  • representação diplomática permanente;
  • circulação de mercadores, estudiosos e emissários autorizados;
  • reconhecimento de tratados anteriores;
  • cooperação cartográfica e astronômica;
  • proteção das rotas aéreas abertas pelo Plákido;
  • solução diplomática de disputas entre signatários.

A denominação Pax Bravori-Theryan tornou-se a forma tradicional de se referir tanto ao documento quanto à ordem diplomática inaugurada por ele.