
Valdória é uma cidade autônoma localizada no extremo oriental de Bravória, entre o Lago do Destino, ao norte, e a Baía das Lágrimas, a leste.
Antiga capital do Reino de Valdória, a cidade sobreviveu à morte de Auren, à Batalha do Patricídio, à ruptura de Teramar e ao desaparecimento da autoridade real. Embora já não governe um reino, Valdória continua sendo a maior e mais populosa cidade de Bravória e Dravória, além de um dos principais centros comerciais, diplomáticos, jurídicos e culturais dos dois continentes.
A cidade permanece oficialmente sob um regime de interregno. Valdória não se declara república, principado, ducado ou Estado soberano independente. Suas instituições afirmam administrar provisoriamente a antiga capital enquanto o trono permanece vazio, aguardando o reconhecimento de um sucessor legítimo de Auren.
Esse governo provisório existe há mais de nove séculos.
Valdória ainda preserva:
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o antigo palácio real;
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a Coroa de Valdória;
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o trono de Auren;
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os arquivos da antiga monarquia;
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as instituições sucessórias;
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o direito de examinar e reconhecer pretendentes;
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a pretensão jurídica de representar a continuidade do antigo reino.
No ano 947 da Era Aureniana, a cidade é governada por Cassiano de Norvante, atual Regente do Trono Vazio.
Publicamente, Cassiano apresenta-se como guardião paciente da legitimidade valdórica. Seus críticos afirmam que ele transformou um mandato temporário em uma forma pessoal de governo e que trabalha para garantir que nenhum pretendente consiga encerrar o interregno.
Uma inscrição diante do antigo palácio resume a posição oficial da cidade:
“O trono permanece vazio. A Coroa, não.”
Distinção entre a cidade e o reino
O nome Valdória pode designar duas entidades diferentes.
Reino de Valdória refere-se ao Estado criado por Auren após a unificação de Teramar. Seu território abrangia grande parte das terras atualmente divididas entre Bravória e Dravória.
Valdória, sem outra designação, refere-se à metrópole contemporânea que sobreviveu à queda do reino.
A cidade preserva a continuidade jurídica da Coroa, mas não controla os antigos territórios valdóricos. Sua autoridade direta limita-se:
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à área urbana;
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às muralhas e fortificações;
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às terras imediatamente próximas;
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às propriedades ainda registradas em nome da Coroa;
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às instituições históricas reconhecidas pelos demais Estados.
Valdória não afirma ser o antigo reino inteiro. Sustenta apenas que o reino jamais foi formalmente substituído por outra autoridade legítima.
Essa distinção também explica por que nenhum dos Estados de Bravória ou Dravória utiliza oficialmente o título de reino. Segundo a tradição valdórica, somente quem ocupar legitimamente o trono de Auren poderá reivindicar o título de rei ou rainha das antigas terras de Teramar.
Geografia
Valdória ocupa uma extensa faixa urbanizada no extremo oriental de Bravória.
Ao contrário de muitas cidades costeiras, ela não cresceu ao redor de um único corpo d’água. Sua posição é definida por duas regiões aquáticas completamente independentes:
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o Lago do Destino, situado inteiramente ao norte;
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a Baía das Lágrimas, situada a leste.
O lago e a baía não se conectam. Entre ambos existe uma ampla faixa de terra ocupada pelos bairros setentrionais, fortificações, jardins e propriedades urbanas.
A oeste, a cidade conecta-se ao interior de Bravória por grandes estradas terrestres. A leste, suas docas e muralhas observam as águas que a separam de Dravória.
O território urbano é marcado por:
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colinas baixas;
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antigas muralhas concêntricas;
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áreas densamente habitadas;
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avenidas reais;
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bairros reconstruídos;
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grandes espaços administrativos;
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portos;
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jardins;
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ruínas incorporadas à cidade moderna.
O núcleo histórico ocupa uma elevação central. Ali se encontram o Palácio de Valdória, a Praça do Interregno e as principais instituições da Coroa.
Ao redor desse centro monumental espalha-se uma metrópole extensa, populosa e irregular, resultado de nove séculos de expansão.
A maior cidade dos dois continentes
Valdória é a maior e mais populosa cidade tanto de Bravória quanto de Dravória.
A cidade já não possui a autoridade política de sua época real, mas preservou e ampliou sua importância urbana por causa de sua posição entre os dois continentes.
Sua população cresceu devido a:
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comércio entre Bravória e Dravória;
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migração;
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atividade portuária;
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presença diplomática;
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estudo das instituições reais;
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chegada de pretendentes;
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refúgio político;
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trabalho administrativo;
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concentração de artesãos e mercadores.
Mesmo cidades como Primerânia, Porto Poente, Verdamonte e Porto da Fé são menores em população e extensão.
Valdória possui bairros que, isoladamente, seriam comparáveis a pequenas cidades de outros Estados.
Essa dimensão cria grandes contrastes. A cidade contém palácios, jardins e avenidas monumentais, mas também bairros superlotados, áreas industriais, comunidades de migrantes e extensas zonas portuárias.
A antiga capital não sobreviveu apenas como relíquia.
Transformou-se numa metrópole construída ao redor das ruínas políticas do reino.
Lago do Destino
O Lago do Destino encontra-se inteiramente ao norte de Valdória.
Suas águas não possuem ligação direta com a Baía das Lágrimas.
O lago é cercado por bosques, caminhos, propriedades da Coroa e partes das fortificações setentrionais. A cidade alcança sua margem sul, mas o principal núcleo urbano está separado dela por jardins, bairros residenciais e muralhas antigas.
O Lago do Destino é utilizado para:
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abastecimento de água;
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pesca;
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recreação;
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transporte local;
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pequenas embarcações;
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cerimônias;
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cultivo em propriedades próximas.
Ao contrário da baía, ele não é a principal rota comercial da cidade.
Suas embarcações são menores e atendem principalmente comunidades próximas às margens, pescadores e propriedades agrícolas.
O lago possui enorme valor simbólico.
Tradições anteriores à ascensão de Auren já o associavam a presságios, juramentos e mudanças de poder. A escolha de Valdória como capital teria reforçado essa reputação.
Durante cerimônias sucessórias, pequenas quantidades de água do lago são levadas ao Palácio de Valdória para representar a continuidade da cidade anterior ao próprio reino.
Margens setentrionais
As margens do Lago do Destino são menos densamente urbanizadas que o restante de Valdória.
Ali encontram-se:
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bosques preservados;
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antigas propriedades reais;
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casas de retiro;
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pequenos templos;
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residências de famílias tradicionais;
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postos de vigilância;
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caminhos utilizados por pescadores.
O acesso a algumas áreas é público. Outras permanecem sob controle da Regência ou de antigas casas valdóricas.
Os Jardins de Guinevere ocupam parte da região entre o lago e os bairros setentrionais da cidade.
Baía das Lágrimas
A Baía das Lágrimas encontra-se a leste de Valdória e é completamente independente do Lago do Destino.
Ela ocupa parte das águas onde, segundo a tradição geográfica valdórica, outrora se abria o Estreito das Lágrimas. As alterações provocadas pela ruptura de Teramar, pelo deslocamento das margens e por séculos de mudanças costeiras transformaram a antiga passagem numa grande baía voltada para Dravória.
A baía é o principal acesso marítimo e comercial da cidade.
Em suas margens encontram-se:
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o Cais Bravório;
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o Cais Dravoriano;
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estaleiros;
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mercados;
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torres;
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armazéns;
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bairros portuários;
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fortalezas.
Em dias claros, é possível observar as margens de Dravória a partir das torres, muralhas e cais orientais.
Essa proximidade produz a impressão de que os dois continentes continuam unidos pela visão, apesar da ruptura.
Um dito local afirma:
“De Valdória, Dravória não parece outro continente. Parece a margem que nos foi arrancada.”
O antigo Estreito das Lágrimas
O Estreito das Lágrimas foi uma das regiões mais simbólicas da antiga Teramar.
Sua forma original deixou de existir após as transformações que acompanharam a Batalha do Patricídio e os séculos seguintes.
A atual Baía das Lágrimas preserva seu nome e parte de sua memória.
Ruínas submersas, fragmentos de antigas estradas e formações rochosas incomuns são encontrados em diferentes pontos das águas orientais.
Alguns estudiosos acreditam que partes da antiga paisagem permanecem abaixo da baía. Outros sustentam que os relatos sobre cidades e fortalezas submersas foram exagerados por pescadores, contrabandistas e caçadores de relíquias.
Fundação da cidade
A origem de Valdória antecede a Era Aureniana.
Registros antigos descrevem uma grande cidade fortificada situada entre o Lago do Destino e as rotas orientais de Teramar.
Sua importância inicial derivava de:
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posição defensiva;
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acesso a diferentes regiões;
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comércio terrestre;
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proximidade das passagens orientais;
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terras férteis;
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controle de caminhos.
Antes de Auren, Valdória já possuía:
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muralhas;
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mercados;
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templos;
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famílias poderosas;
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forças militares;
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instituições locais.
No entanto, foi durante as Guerras Aurenianas que a cidade adquiriu a dimensão histórica que definiria seu futuro.
Após a unificação de Teramar, Auren escolheu Valdória como sede da nova monarquia.
Capital de Auren
Em 19 de Nevaria do ano 17 da Era Aureniana, Auren e Morgana foram reconhecidos como soberanos do recém-criado Reino de Valdória.
A cidade tornou-se:
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capital real;
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sede da corte;
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centro administrativo;
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principal comando militar;
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local dos tribunais superiores;
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símbolo da unidade de Teramar.
Durante o reinado de Auren, Valdória passou por enorme expansão.
Foram construídos ou ampliados:
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o Palácio de Valdória;
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avenidas;
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muralhas;
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forjas;
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jardins;
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quartéis;
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tribunais;
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arquivos;
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bairros destinados a delegações regionais.
Pessoas de diferentes partes de Teramar migraram para a capital.
A cidade tornou-se o ponto onde culturas, línguas, tradições e interesses do continente se encontravam.
Por um breve período, Valdória representou a promessa de que Teramar permaneceria unificada.
A queda de Morgana
A revelação das ações e da verdadeira natureza de Morgana abalou a corte valdórica.
Em 26 E.A., Fenmael retornou, e Morgana foi exposta e banida.
Os acontecimentos exatos variam conforme as tradições bravórias e dravorianas, mas a crise provocou:
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dissolução de instituições;
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investigações;
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prisões;
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exílios;
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destruição de símbolos;
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reorganização do palácio;
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disputas entre famílias da corte.
Áreas associadas à antiga rainha foram abandonadas, seladas ou parcialmente destruídas.
Algumas dessas estruturas deram origem às atuais Ruínas de Morgana.
O episódio deixou uma marca profunda na cidade. Mesmo séculos depois, o nome de Morgana permanece associado a passagens ocultas, pactos, documentos desaparecidos e áreas proibidas do palácio.
Guerra de Sucessão
Após o nascimento de Malrik e Helena, a questão sucessória tornou-se uma fonte crescente de conflito.
A crise culminou na guerra civil iniciada no ano 35 E.A.
Valdória permaneceu como centro do governo de Auren, mas a própria cidade foi dividida por lealdades concorrentes.
Durante o conflito:
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bairros foram fortificados;
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portões foram fechados;
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tropas ocuparam praças;
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propriedades foram confiscadas;
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agentes de Malrik infiltraram-se nas instituições;
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arquivos desapareceram;
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famílias da corte mudaram de lado;
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o comércio foi interrompido.
A cidade não foi totalmente destruída, mas parte de sua população abandonou bairros inteiros.
As divisões criadas naquele período ainda aparecem em tradições familiares, nomes de ruas e rivalidades políticas.
Batalha do Patricídio
No ano 36 E.A., a Batalha do Patricídio encerrou a guerra e destruiu a ordem política do reino.
Segundo a versão histórica mais aceita, Auren e Malrik morreram durante o confronto.
Selma, a Iluminada também morreu lutando ao lado de Auren.
Durante ou imediatamente após a batalha, Gênese dividiu fisicamente Teramar, dando origem à separação entre Bravória e Dravória.
Valdória permaneceu no lado bravório da ruptura.
A cidade sobreviveu, mas perdeu:
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o rei;
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uma sucessão reconhecida;
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grande parte do território administrado;
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comunicação com regiões orientais;
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a unidade política que justificava sua condição de capital.
O palácio permaneceu de pé.
O trono ficou vazio.
Início do interregno
Nos meses posteriores à batalha, as autoridades remanescentes recusaram-se a declarar o fim definitivo do reino.
A ausência de informações confiáveis sobre todos os herdeiros, as diferentes versões sobre o destino da família real e o caos provocado pela ruptura tornavam impossível reconhecer uma nova dinastia.
Foi criado um governo temporário com a missão de:
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manter a ordem;
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alimentar a população;
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proteger o palácio;
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preservar os arquivos;
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administrar o porto;
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investigar a sucessão;
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impedir a apropriação da Coroa.
Esse governo deveria durar até o reconhecimento de um sucessor legítimo.
Isso nunca ocorreu.
O período passou a ser conhecido como Interregno Valdórico.
Natureza do interregno
O interregno não é oficialmente considerado uma forma permanente de governo.
Toda autoridade exercida em Valdória é apresentada juridicamente como provisória.
Leis e decretos utilizam fórmulas como:
“Durante a vacância da Coroa e até o retorno da legítima sucessão…”
A Regência não declara possuir soberania própria.
Ela administra:
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a metrópole;
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suas muralhas;
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o Porto de Valdória;
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as propriedades da Coroa;
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o palácio;
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os arquivos;
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as instituições sucessórias;
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parte das terras ao redor do Lago do Destino.
Na prática, Valdória funciona como uma grande cidade-Estado autônoma.
Formalmente, continua sendo a antiga capital provisoriamente administrada de um reino sem soberano.
Regência do Trono Vazio
O governo é chamado de Regência do Trono Vazio.
Sua autoridade máxima é exercida pelo Regente do Trono Vazio, escolhido pelas instituições valdóricas por mandato determinado.
O Regente não pode:
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utilizar o título de rei;
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usar a Coroa;
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sentar-se no trono;
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estabelecer sucessão hereditária;
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declarar extinto o Reino de Valdória;
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alterar unilateralmente as regras da sucessão;
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transformar a Regência em dinastia.
Ao assumir, pronuncia o Juramento da Vacância:
“Guardarei aquilo que não me pertence. Governarei onde não posso reinar. Deixarei o trono vazio até que aquele que possa ocupá-lo seja reconhecido.”
O atual Regente é Cassiano de Norvante.
Cassiano de Norvante
Cassiano Vilar de Norvante governa Valdória desde 932 E.A.
Nascido numa família de juristas, diplomatas e administradores, construiu sua carreira dentro das instituições do interregno.
Antes de assumir a Regência, serviu como:
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jurista sucessório;
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magistrado;
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conselheiro diplomático;
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guardião de arquivos;
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negociador com autoridades dravorianas;
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integrante do Conselho da Coroa Vazia.
Cassiano é conhecido por sua inteligência, memória e profundo domínio das leis valdóricas.
Sua administração produziu:
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estabilidade financeira;
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crescimento do comércio;
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ampliação do porto;
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redução de confrontos entre pretendentes;
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fortalecimento da Guarda Valdórica;
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restauração do palácio;
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novos acordos com Estados bravórios e dravorianos.
Publicamente, é chamado de Guardião Paciente.
Seus críticos o chamam de:
O Rei sem Coroa.
Governo de Cassiano
Cassiano apresenta-se como defensor rigoroso da legitimidade.
Sustenta que reconhecer o pretendente errado poderia provocar:
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guerra entre Bravória e Dravória;
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invasões;
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disputas dinásticas;
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destruição da autonomia valdórica;
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fragmentação das instituições;
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apropriação estrangeira da Coroa.
Sua frase mais conhecida afirma:
“Não sou o homem que impedirá o retorno do rei. Sou aquele que impedirá que Valdória se ajoelhe diante do rei errado.”
Essa posição conquistou apoio entre continuístas, comerciantes e moradores que temem uma restauração precipitada.
Entretanto, seus opositores afirmam que Cassiano utiliza a prudência para preservar o próprio poder.
Índole e controvérsias
Cassiano não é considerado um governante abertamente tirânico.
Valdória permanece próspera, segura e relativamente estável sob sua administração.
As suspeitas concentram-se em seus métodos.
Ele é acusado de:
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esconder documentos genealógicos;
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atrasar processos;
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ampliar o sigilo dos arquivos;
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financiar pretendentes rivais;
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permitir contrabando em troca de informações;
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pressionar magistrados;
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desacreditar opositores;
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manipular disputas entre Bravória e Dravória;
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utilizar a Guarda Valdórica para intimidar críticos.
Nenhuma acusação foi comprovada de maneira suficiente para removê-lo.
Parte das informações capazes de confirmar esses crimes encontra-se sob controle de instituições ligadas ao próprio Regente.
Cassiano raramente emite ordens comprometedoras por escrito.
Pretendentes ao trono
Valdória recebe regularmente pessoas que afirmam possuir direito à Coroa.
Os pretendentes apresentam:
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genealogias;
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relíquias;
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testemunhos;
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tradições familiares;
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registros de casamento;
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objetos atribuídos à família de Auren;
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supostos sinais mágicos.
A maior parte das reivindicações é rejeitada rapidamente.
Outras permanecem sob investigação durante anos ou décadas.
Durante o governo de Cassiano, os candidatos são recebidos com aparente respeito. Podem consultar partes dos arquivos, contratar juristas e solicitar audiências.
Nos bastidores, acredita-se que o Regente os divida entre:
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falsos, úteis para desacreditar a restauração;
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plausíveis, capazes de dividir outras candidaturas;
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perigosos, com possibilidade real de encerrar o interregno.
Pretendentes perigosos frequentemente enfrentam escândalos, desaparecimento de provas, acusações, acidentes ou abandono de aliados.
Cassiano nega qualquer interferência.
Condições para encerrar o interregno
Não existe uma única lista aceita sem controvérsias, mas as instituições reconhecem alguns princípios fundamentais.
Um candidato deve:
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demonstrar descendência legítima de Auren ou direito sucessório derivado de sua linhagem;
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não possuir renúncia, condenação sucessória ou ilegitimidade formal;
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receber confirmação das instituições de Valdória;
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reconhecer deveres sobre Bravória e Dravória;
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não tratar uma das metades de Teramar como território irrelevante ou estrangeiro;
-
obter apoio político suficiente para que a coroação não seja apenas simbólica.
O reconhecimento por uma das espadas é a prova mais difícil de contestar, mas não resolveria sozinho os conflitos políticos.
Alvor e Soberana
Alvor
Alvor é a espada retirada por Auren da pedra no ano 1 E.A.
O acontecimento marca o início da Era Aureniana e da trajetória que culminaria na unificação de Teramar.
Alvor está ligada à pessoa de Auren, ao início de sua missão e ao fundamento moral de sua autoridade.
Um candidato reconhecido pela espada seria visto como sucessor direto de seu legado.
Soberana
Soberana é a espada associada à autoridade legítima sobre o Reino de Valdória.
Enquanto Alvor representa o surgimento de Auren, Soberana representa a Coroa e o direito de governar as terras unificadas.
Reconhecimento
O reconhecimento por qualquer uma das duas espadas produziria uma reivindicação excepcionalmente forte.
Um candidato reconhecido por ambas seria quase impossível de contestar juridicamente, embora ainda enfrentasse resistência política.
A localização e o estado atual das armas são cercados por sigilo, versões contraditórias e rumores.
Conselho da Coroa Vazia
O Conselho da Coroa Vazia é o principal órgão deliberativo da cidade.
É composto por representantes de instituições históricas e estruturas criadas durante o interregno.
Entre seus membros encontram-se:
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magistrados;
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guardiões dos arquivos;
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oficiais;
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administradores;
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representantes do porto;
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estudiosos da sucessão;
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membros de antigas casas valdóricas.
O Conselho escolhe o Regente, aprova decisões de grande importância e pode iniciar um processo de remoção.
Sua independência depende do equilíbrio político interno.
Cassiano possui aliados em diferentes setores e controla grande parte das informações usadas nas deliberações.
Tribunal da Sucessão
O Tribunal da Sucessão examina reivindicações à Coroa.
Seus magistrados analisam:
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genealogias;
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casamentos;
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nascimentos;
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renúncias;
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adoções;
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legitimidade;
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decretos;
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precedentes;
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testemunhos;
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reconhecimento mágico.
O Tribunal não pode coroar alguém sozinho.
Sua função é declarar se o candidato satisfaz as condições jurídicas necessárias para prosseguir.
Os processos podem durar anos ou atravessar gerações.
A perda de documentos durante a ruptura de Teramar torna muitas investigações quase impossíveis.
Palácio de Valdória
O Palácio de Valdória domina o centro histórico da metrópole.
Foi residência de Auren, Morgana, Guinevere e da corte real.
O complexo atual combina:
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alas restauradas;
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ruínas;
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pátios;
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torres;
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tribunais;
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arquivos;
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residências administrativas;
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salões cerimoniais;
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estruturas abandonadas.
Grande parte do palácio é utilizada pela Regência.
Determinadas alas permanecem vazias por tradição.
O Regente não ocupa os antigos aposentos reais. Sua residência oficial encontra-se numa ala administrativa construída durante o interregno.
Salão do Trono Vazio
O Salão do Trono Vazio é o espaço mais simbólico da cidade.
O trono de Auren permanece em sua posição original.
Nenhuma pessoa pode sentar-se nele.
Pretendentes aceitos para investigação podem ser levados ao salão, mas permanecem diante dos degraus.
O Regente realiza discursos numa plataforma lateral, abaixo do trono.
A disposição demonstra que toda autoridade contemporânea é temporária e inferior à Coroa ausente.
Arquivos da Coroa
Os Arquivos da Coroa preservam documentos do reino e do interregno.
O acervo inclui:
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genealogias;
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leis;
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tratados;
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julgamentos;
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mapas;
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correspondências;
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registros militares;
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documentos de propriedade;
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registros de nascimento e casamento.
Parte do material foi perdida na Guerra de Sucessão e na ruptura continental.
Outros documentos permanecem em Dravória.
O acervo é dividido entre:
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arquivos públicos;
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documentos restritos;
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registros selados;
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materiais sob custódia direta do Regente;
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documentos compartilhados com instituições dravorianas.
Cassiano ampliou consideravelmente o número de documentos classificados como segredos da Coroa.
Porto de Valdória
O Porto de Valdória ocupa grande parte da margem oriental da cidade, ao longo da Baía das Lágrimas.
Popularmente, também é chamado de Porto das Lágrimas.
É um dos maiores portos de Bravória e Dravória e o principal ponto de ligação direta entre os dois continentes.
Recebe:
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navios comerciais;
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embarcações diplomáticas;
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passageiros;
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pretendentes;
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refugiados;
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estudiosos;
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agentes estrangeiros;
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pescadores.
A atividade portuária ocorre em diferentes cais e docas especializadas.
O porto é protegido por muralhas, torres, fortalezas e postos de inspeção.
Cais Dravoriano
O Cais Dravoriano recebe embarcações procedentes de Dravória.
É uma das áreas mais vigiadas e culturalmente diversas da cidade.
Ali existem:
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casas de câmbio;
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intérpretes;
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hospedarias;
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depósitos;
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templos;
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escritórios diplomáticos;
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tribunais comerciais.
Muitos valdóricos possuem parentes e parceiros na margem oriental.
Cais Bravório
O Cais Bravório atende embarcações e cargas vindas de portos ocidentais.
É maior e menos restrito que o Cais Dravoriano, embora ainda seja submetido a intensa fiscalização.
A rivalidade entre os dois cais aparece em:
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competições;
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tavernas;
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associações;
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disputas de trabalho;
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festas populares.
Travessia das Lágrimas
As principais rotas entre Valdória e Dravória são conhecidas coletivamente como Travessia das Lágrimas.
Embarcações autorizadas atravessam a baía e as águas orientais em horários controlados.
Passageiros devem apresentar:
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documentos;
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registros de carga;
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motivo da viagem;
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autorização;
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declaração de armas.
Rotas clandestinas utilizam enseadas, névoas e pequenos pontos de desembarque fora do controle oficial.
Principais regiões
Distrito da Coroa
O Distrito da Coroa ocupa o centro elevado da cidade.
Abriga:
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Palácio de Valdória;
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Salão do Trono Vazio;
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Arquivos da Coroa;
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Tribunal da Sucessão;
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Conselho da Coroa Vazia;
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residências administrativas.
É a região mais protegida e cerimonial.
Praça do Interregno
A Praça do Interregno é o principal espaço cívico.
No centro existe uma plataforma vazia onde seria anunciada a ascensão de um novo soberano.
A praça recebe:
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proclamações;
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cerimônias;
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protestos;
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julgamentos;
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delegações;
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anúncios sucessórios.
Nenhuma estátua de Cassiano ocupa o local.
Bairro dos Pretendentes
O Bairro dos Pretendentes reúne hospedarias, escritórios jurídicos, residências temporárias e casas de famílias ligadas a reivindicações sucessórias.
Algumas permanecem ali há gerações, aguardando decisões que nunca chegam.
É um centro de:
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intriga;
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espionagem;
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propaganda;
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falsificação;
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alianças.
Rua das Genealogias
A Rua das Genealogias concentra juristas, escribas, copistas, pesquisadores, tradutores e fabricantes de selos.
Ali podem ser contratados profissionais para reconstruir linhagens ou localizar registros.
Também existe um mercado ativo de documentos falsos.
Colina das Embaixadas
A Colina das Embaixadas abriga representantes de Estados bravórios e dravorianos.
Seus edifícios possuem guardas, pátios e espaços próprios de recepção.
A região é conhecida pela presença de diplomatas, intérpretes, agentes e informantes.
Mercado das Duas Margens
O Mercado das Duas Margens é o maior centro comercial da cidade.
Seu nome representa Bravória e Dravória.
Ali são vendidos:
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alimentos;
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tecidos;
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metais;
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livros;
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produtos estrangeiros;
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antiguidades;
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mapas;
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supostas relíquias de Auren.
A maioria das relíquias é falsa.
Bairro do Palácio Velho
O Bairro do Palácio Velho cresceu ao redor das antigas muralhas externas da residência real.
Ali vivem funcionários, guardas, estudiosos e famílias ligadas à burocracia.
Partes de construções antigas foram incorporadas às residências.
Jardins de Guinevere
Os Jardins de Guinevere ocupam uma área setentrional, entre os bairros nobres e as margens do Lago do Destino.
Possuem:
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caminhos;
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fontes;
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pavilhões;
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árvores antigas;
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memoriais;
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vistas para o lago.
São utilizados para cerimônias, passeios e negociações discretas.
Ruínas de Morgana
As Ruínas de Morgana ocupam uma área fechada junto ao antigo palácio.
O acesso é restrito devido a:
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instabilidade estrutural;
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risco mágico;
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importância histórica;
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tentativas de saque.
Rumores afirmam que documentos, objetos e passagens ligados à antiga rainha permanecem escondidos sob as ruínas.
Bairro das Forjas Reais
O Bairro das Forjas Reais surgiu para abastecer a corte e o exército de Auren.
Atualmente produz:
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armas;
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ferramentas;
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ferragens;
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peças de navios;
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objetos cerimoniais;
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réplicas históricas.
A região é densa, industrial e marcada pela fumaça das oficinas.
Bairro da Coroa Quebrada
O Bairro da Coroa Quebrada foi reconstruído após os conflitos do final do reino.
O símbolo de uma coroa partida aparece em tavernas, oficinas e associações locais.
Para alguns, representa luto.
Para outros, representa a necessidade de abandonar definitivamente a monarquia.
Baixa das Lágrimas
A Baixa das Lágrimas é um extenso bairro popular situado próximo à Baía das Lágrimas e às zonas portuárias.
O nome substituiu antigas designações que associavam incorretamente a região ao Lago do Destino.
Ali vivem:
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pescadores;
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marinheiros;
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carregadores;
-
trabalhadores;
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migrantes;
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contrabandistas;
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famílias bravórias e dravorianas.
As ruas são densas, movimentadas e sujeitas a:
-
alagamentos;
-
incêndios;
-
epidemias;
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violência portuária.
A Baixa das Lágrimas é um dos principais centros do movimento cívico e da oposição a Cassiano.
Necrópole dos Sem-Rei
A Necrópole dos Sem-Rei localiza-se fora das áreas mais densas, próxima ao acesso meridional.
Contém túmulos de soldados, funcionários e civis mortos durante a Guerra de Sucessão e os primeiros anos do interregno.
O principal memorial afirma:
“Morreram sob uma Coroa que não veriam retornar.”
Auren não está formalmente sepultado ali.
Economia
A economia de Valdória baseia-se em:
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comércio entre continentes;
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atividade portuária;
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diplomacia;
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transporte;
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serviços jurídicos;
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pesquisa histórica;
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pesca;
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artesanato;
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administração;
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hospedagem;
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construção naval;
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manufatura.
A cidade recebe recursos de pretendentes, famílias e governos interessados na sucessão.
Delegações e estudiosos sustentam juristas, escribas, tradutores, investigadores e hospedarias.
O Porto de Valdória gera grande parte das receitas do interregno.
A Regência também controla propriedades, investimentos e bens herdados da antiga Coroa.
Comércio com Dravória
O comércio com Dravória é indispensável para a prosperidade da cidade.
Mercadorias cruzam a Baía das Lágrimas apesar de:
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tensões políticas;
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diferenças legais;
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disputas tarifárias;
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espionagem;
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períodos de fechamento.
Valdória atua como intermediária entre Estados que não possuem relações diplomáticas diretas.
Essa posição gera riqueza, mas transforma a cidade em alvo constante de pressões estrangeiras.
Cassiano utiliza tratados comerciais para fortalecer sua influência sobre famílias mercantis e instituições locais.
População
A população valdórica é uma das mais diversas dos dois continentes.
A cidade abriga:
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bravórios;
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dravorianos;
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descendentes de famílias do antigo reino;
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refugiados;
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mercadores;
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estudiosos;
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diplomatas;
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trabalhadores portuários;
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pretendentes e seus seguidores.
Muitos moradores possuem ascendência mista.
Em alguns bairros, costumes bravórios e dravorianos coexistem há séculos.
A grande população exige:
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extensos sistemas de abastecimento;
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mercados;
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aquedutos;
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cisternas;
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patrulhas;
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hospitais;
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controle de incêndios;
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manutenção constante das muralhas.
A superlotação é um problema permanente nos bairros populares.
Vida cotidiana
Valdória combina solenidade histórica e atividade metropolitana.
Na mesma rua podem ser encontrados:
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turistas;
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juristas;
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pescadores;
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diplomatas;
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soldados;
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contrabandistas;
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estudantes;
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trabalhadores;
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pretendentes.
O porto funciona durante quase todo o dia e parte da noite.
Os sinos do palácio anunciam cerimônias, julgamentos e mortes de autoridades.
Os moradores aprendem desde cedo a distinguir reivindicações absurdas de rumores potencialmente perigosos.
A cidade orgulha-se de sua história, mas muitos habitantes demonstram cansaço diante de estrangeiros que a tratam apenas como uma relíquia do reino.
Identidade valdórica
Os habitantes de Valdória não se consideram inteiramente bravórios no mesmo sentido que os cidadãos de Feris, Verdanha ou Primerânia.
Geograficamente, pertencem a Bravória.
Historicamente, porém, veem-se como herdeiros da cidade que governava todo Teramar.
A identidade valdórica baseia-se em:
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continuidade;
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autonomia;
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memória;
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relação com Dravória;
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preservação da Coroa;
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convivência entre as duas margens.
Isso não significa que todos desejem reunificação.
Muitos defendem apenas que Valdória continue sendo um território capaz de falar com ambos os continentes sem pertencer completamente aos interesses de nenhum deles.
Correntes políticas
Restauracionistas
Os Restauracionistas acreditam que o trono voltará a ser ocupado.
Defendem:
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preservação das instituições;
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busca por herdeiros;
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proteção das espadas;
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preparação para uma futura coroação;
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restauração da unidade de Teramar.
Divergem profundamente sobre quem poderia ocupar a Coroa.
Continuístas
Os Continuístas defendem a manutenção do interregno enquanto não surgir um candidato incontestável.
Acreditam que uma coroação equivocada seria pior que um trono vazio.
Cassiano apresenta-se como continuísta.
Seus críticos afirmam que ele utiliza essa corrente para justificar um governo indefinido.
Cívicos
Os Cívicos defendem o encerramento formal do interregno.
Desejam transformar Valdória numa:
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república;
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cidade livre;
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cidade-Estado constitucional;
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comunidade autônoma sem vínculo com a Coroa.
O movimento é particularmente forte na Baixa das Lágrimas, entre trabalhadores portuários, jovens e comerciantes.
Seus adversários argumentam que abandonar a Coroa destruiria a base jurídica que protege a autonomia da cidade.
Festas e tradições
Dia da Coroa Vazia
Celebração solene em que a Coroa é exibida diante do trono.
O Regente renova publicamente o Juramento da Vacância.
Vigília das Duas Margens
Moradores acendem luzes voltadas para Bravória e Dravória.
Comunidades dravorianas frequentemente respondem com fogueiras e lamparinas.
Memória do Patricídio
Cerimônia de luto dedicada aos mortos na guerra e na ruptura de Teramar.
As atividades portuárias são reduzidas, e sinos tocam durante parte do dia.
Desafio dos Pretendentes
Tradição satírica realizada em tavernas.
Participantes inventam reivindicações absurdas ao trono, e o público escolhe a mais convincente.
As autoridades toleram o evento, embora muitos pretendentes reais o considerem ofensivo.
Segurança
A segurança é mantida pela Guarda Valdórica.
A instituição protege:
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muralhas;
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palácio;
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porto;
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arquivos;
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tribunais;
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magistrados;
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pretendentes sob custódia.
Seus membros juram lealdade à Coroa Vazia, não pessoalmente ao Regente.
Os principais problemas incluem:
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espionagem;
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falsificação;
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contrabando;
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assassinatos políticos;
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roubo de documentos;
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tumultos;
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tráfico de relíquias;
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ataques a pretendentes.
Cassiano ampliou unidades especializadas em contraespionagem, segurança portuária e controle de manifestações.
Críticos afirmam que essas forças também são utilizadas para perseguir opositores.
Relações com Bravória
Os Estados bravórios reconhecem a autonomia prática de Valdória e sua condição de guardiã histórica da Coroa.
Nenhum deles aceita subordinação direta à Regência.
As relações variam:
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Principado De Feris respeita sua continuidade histórica, mas desconfia do sigilo das instituições;
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Ducado de Verdanha valoriza a legitimidade jurídica, porém critica o interregno indefinido;
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Estado Sagrado de Primerânia reconhece seu simbolismo e frequentemente atua como mediador;
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Liga Mercantil de Auramar possui grande interesse em seu comércio e em suas rotas orientais.
Nenhum desses Estados deseja que um rival controle completamente a cidade.
Essa competição contribui para a preservação de sua autonomia.
Relações com Dravória
A relação com Dravória é ainda mais complexa.
Valdória sustenta que a Coroa representa ambas as metades de Teramar.
Governos dravorianos podem:
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reconhecer a importância histórica da cidade;
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rejeitar sua autoridade atual;
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apoiar pretendentes próprios;
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contestar interpretações bravórias;
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exigir participação equivalente numa futura coroação.
Delegações dravorianas mantêm presença constante na Colina das Embaixadas e no Cais Dravoriano.
O comércio e os vínculos familiares tornam impossível uma separação completa.
Política atual
No ano 947 da Era Aureniana, Valdória atravessa um período de estabilidade aparente.
O Porto de Valdória cresce, o comércio aumenta e Cassiano mantém controle suficiente sobre o Conselho da Coroa Vazia para governar sem grandes rupturas.
Entretanto, as tensões aumentam.
Os Cívicos acusam o Regente de:
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perseguir opositores;
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controlar arquivos;
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enriquecer aliados;
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utilizar a Guarda contra manifestações;
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prolongar deliberadamente o interregno.
Restauracionistas afirmam que reivindicações legítimas foram sabotadas.
Também circulam rumores de que novas informações sobre Alvor ou Soberana foram encontradas e mantidas em segredo.
Cassiano declara que agentes estrangeiros tentam precipitar uma falsa restauração para controlar a cidade.
A população permanece dividida entre aqueles que o consideram a melhor defesa contra o caos e aqueles que acreditam que ele se tornou o principal obstáculo ao futuro.
Valdória na atualidade
Valdória sobreviveu ao reino que lhe deu nome.
Continua sendo a maior metrópole de Bravória e Dravória, mesmo sem governar nenhum dos dois continentes.
Ao norte, o Lago do Destino preserva a memória de uma cidade anterior ao próprio reino. A leste, a Baía das Lágrimas mantém Valdória voltada para Dravória e para as águas onde um dia existiu o Estreito das Lágrimas.
No centro, o palácio ainda guarda um trono vazio.
Valdória construiu uma sociedade inteira ao redor dessa ausência.
Juristas estudam uma sucessão que nunca termina. Guardas protegem uma Coroa que ninguém pode usar. Pretendentes chegam com esperança e partem desacreditados. Regentes juram governar temporariamente e envelhecem no poder.
O interregno preservou a cidade da conquista, da divisão e do desaparecimento.
Também a impediu de decidir plenamente o que deseja ser.
Cassiano de Norvante representa perfeitamente essa contradição.
Pode ser o homem que protege Valdória contra uma coroação desastrosa.
Também pode ser o homem que jamais permitirá que o trono seja ocupado enquanto seu próprio poder depender da vacância.
A pergunta que domina a maior cidade dos dois continentes já não é apenas se o herdeiro existe.
É se as instituições criadas para reconhecê-lo ainda desejam encontrá-lo.